sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

"Camunete" again...

Mais um dia mais um nascer do sol, e assim de repente, mais um Post também…
Numa tentativa infrutífera de tentar compensar a ausência deste que subscreve neste descerebrado Blog mando mais um Post como o Governo faz com os impostos, rapidamente e sem pensar muito nisso.
Hoje o tema de partida pode ser as viagens de “camunete”, já aqui falei nelas mas agora vou tentar aprofundar um bocado este tema, aprofundar uns cinco seis metros.
Não há nada como viajar nos transportes públicos, é verdade, só para abrir o apetite aquele cheiro característico a bacalhau podre que emana da parte frontal do autocarro (mais propriamente dos “entrefolhos” das mulherezinhas com mais de sessenta anos), isso sim, o verdadeiro aroma português, nada de anormal num país de antigos exploradores marítimos, com sorte estas mulheres trazem mesmo o bacalhau a secar no meio das sete saias.
Mas isto até se resolve rapidamente, uma curta viagem até à parte de trás da camioneta e a abertura de três ou quatro janelas deve resolver o assunto.
Claro que uma viagem de autocarro tem muito mais que se lhe diga.. o bêbado, aquele tipo que depois de entornar três ou quatro copos no chão decide que os vinte que já bebeu são suficientes e apanha a “camunete” para regressar à tasca da sua zona. Este sim, este homem pequeno e barbudo funciona como o sistema de som que o agarrado do dono das camionetas nunca quis comprar, lá está ele, no meio da camioneta para que a sua voz chegue claramente a todos os centímetros da camioneta (e mais alguns metros para o seu exterior), sozinho sobrepõem a sua voz a todos os outros ruídos e começa a desenrolar metade dos seus problemas, às vezes fala directamente para alguém, outras para todos mas geralmente não fala nada e apenas imite grunhidos..
Não se passa nada, estou na minha, ou melhor falando, no banco de trás do autocarro e o leitor de mp3 vai resolvendo o assunto da melhor maneira possível.
Quando um tipo pensa que a situação até nem é assim tão má repara que a camioneta não se move há dez minutos, a fila é comprida e o atraso ainda maior, porra, esta merda é sempre igual…
De repente, vindo do nada, a “camunete” pende para a direita e entra um mamute de cento e cinquenta quilos pelo autocarro a dentro, espremendo-se pela fila de cadeiras ultrapassa uma louraça de vinte e três anos com uma cotovelada seca e apanha o último lugar disponível, como seria de esperar é o nosso, azar dos azares é que escolhemos o lugar da janela e como é obvio virámos pega monstros num instante, lá seguimos viagem, com a cara colada ao vidro e os tomates esmagados devido às pernas estarem desumanamente demasiado juntas, os joelhos até já pensam que são gémeos siameses e as unhacas dos pés já não sabem a que sapatilha pertencem.
A viagem prossegue com o som do “alegre” no meio da “camunete”, o hipopótamo a espalmar-nos e a lembrar como é a lota de Matosinhos com a chegada de peixe fresco (fresco de à três meses).
Para melhorar a situação a bateria do leitor de mp3 o que começa a “mexer” com um gajo, o calor começa a aumentar dentro da “camunete” devido ao ar rarefeito que não se pode renovar já que lá fora está frio e a camunete parece uma lata de sardinhas (cheiro e tudo).
Depois de uma tentativa vã de relaxar chega a nossa vez de sair, “até que enfim” é um pensamento que nos percorre a cabeça, ao levantarmo-nos deparamos com uma batuneira empancada no banco que precisa de uma grua para ser levantada, nada de stress, dois empurrões bem dados e o caso fica resolvido, como já seria de esperar o corredor está apinhado de poveco e como não sou o homem aranha para andar pelo tecto tento espremer-me até à porta, claro que fico pela tentativa, passo a minha paragem e mais outra até conseguir sair, olho para o céu com cara de poucos amigos e faço-me ao meu caminho, sozinho? Nada disso, a chuva decidiu acompanhar-me e lá vamos nós, a partilhar pensamentos e tal…
Claro que nem tudo é mau nos transportes públicos, é sempre possível conhecer novas pessoas… claro que o mais provável é essas novas pessoas não valerem a pena serem conhecidas, mas isso é outra história e isto é o fim do Post.
Hasta para todos, vou dormir e pensar num tema melhor para um próximo Post, abraços e muitos palhaços…

My sound:
Limp Bizkit – the surrender

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Mulheres de mão dada...

Na tentativa vã de compensar o tempo perdido este que vos subscreve lança mais um Post para a Blogosfera…
Este Post terá como tema, e a sugestão do grande grande “Homem da batata frita”, a mania das miúdas (dos oito aos oitenta) de andarem de mão dada, mas o que é isto pergunto eu…
Começando por algum lado, escolho começar pelo esquerdo, uma teoria minha é que o género feminino anda de mãos dadas porque, estando o seu cérebro tão entretido a pensar em compras ou se a tanga está no sítio correcto ou se escorregou para a bochecha esquerda, não é possível este encontrar espaço para processar as funções básicas como respirar (por vezes este problema devesse aos “underbras” demasiado apertados) ou equilibrarem-se, como tal, agarram uma camarada e cada uma pende para o seu lado dando um equilíbrio dinâmico bastante estável, equilíbrio este apenas ameaçado pelas danadas das montras que levam a que ambas pendam para o mesmo lado ao mesmo tempo… e é assim que aparecem marcas de dedos nos vidros… e narizes, e testas, e lábios…
Outra razão que leva as “fêmeas” a incitar tal comportamento pode dever-se à má circulação, sim, má circulação, e para evitarem entrar em hipotermia dão as mãos para aquecer estas, agora uma mente mais iluminada diria que se elas só dão uma a outra vai congelar, pois é, pois é, ó palerma, deixa de ser ignóbil, é obvio que elas só dão uma das mãos porque a outra é necessária para segurar a saca das compras, ou tu eras capaz de arrastar uns sapatos “guchi” ou uma malinha “prada” aos pontapés?...
Outra razão poderá deter-se com questões do aparelho excretor, é verdade.. Todos sabem que as mulheres são incapazes de ir à casa de banho sozinhas, e numa emergência podem não ter ninguém com quem ir e depois, depois é assim que aparecem tantas fotos de mulheres todas mijadas na net. Solução? Ter sempre uma camarada ao lado, numa relação de simbiose perfeita…
Claro que as questões sexuais também podem contribuir para esta dependência por parte das mulheres de mãos não calejadas e com as unhas perfeitamente arranjadas, explicando melhor… Imaginem uma mulher “80-60-80” (os homens podem aumentar o primeiro numero à descrição), se ela tiver uma carinha gira (mesmo sendo feia já é o que é) decerto não faltará “animais” a dar em cima, para evitar tal incómodo nada como arranjar uma amiga (de preferência feia e gorda) para afastar os predadores, e para os mais persistentes a velha desculpa de serem lésbicas nunca fica desactualizada…
Numa visão mais elaborada e a sério que isto me está a passar pela cabeça, eu penso que todas as mulheres querem ser dançarinas de sapateado (ou sapateadoras ou uma merda assim), até parece que as estou a ver, com saias e camisolas verdes, sapatos castanhos e peruca ruiva de mão dada a treinar para as audições de “Riverdance”… lindo, ou não!
Para aqueles que gostam de estar sempre informados de notícias absolutamente desnecessárias e como tal vêm o telejornal da TVI e folheiam o “24 Horas” informo que depois de escrever o último paragrafo fui à confeitaria buscar um queque (pois pressenti que o meu cérebro estava a funcionar com níveis perigosamente baixos de glicogénio) e informo também que durante esses dois minutos o meu cão aproveitou o facto de eu ter pousado o “robe” no sofá para construir um ninho com este no chão, obrigado cão.. o que eu estava mesmo a precisar era de algum pêlo de cão na roupa.
Voltando ao tema das mãos dadas deparo-me com um bloqueio mental, é verdade não tenho muito mais a dizer, mas talvez a verdadeira questão não seja porque é que elas dão as mãos, talvez a verdadeira questão seja de onde é que vem o fiambre de perna extra? Deixo-vos com este pensamento…
Hasta meu bom povo, vou comer uma sandocha porque o queque soube a pouco, depois claro… “Tou gordo nas costas”!

My sound:
P.O.D. – thinking about forever

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão que anda com uma Otite (não, não é uma cadela, é mesmo um problema de ouvidos)

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

The comeback...

O rumor já corria livremente pelos subúrbios da cidade, como uma doença contagiosa passava de pessoa para pessoa, seria verdade o que corria à boca cheia, seria verdade o que as provas indicavam, o Blog finalmente tinha sido encerrado?...
A ausência de Post’s já se fazia notar à mais de mês e meio, no ano anterior a vontade de encerrar o Blog tinha sido demonstrada mas não cumprida, poderia ser que desta vez a vontade tivesse tornado realidade?...
Este Post é a prova que não, voltando à carga com as baterias recarregadas e a loucura a atingir níveis épicos a prosa volta à ponta destes dedos calejados por outras aventuras, ou não…
Muito aconteceu desde a última actualização deste Blog mas desse muito pouco será falado, porquê?
Porque quem manda aqui sou eu e foi isso que eu decidi (não à nada que bata uma boa desculpa…)
Começo por informar que de momento estou a sofrer de uma amigdalite, o que não me preocupa já que à duas semanas sofri do mesmo... É sempre bom ver velhos amigos retornar… Agora ando com uma medicação mais forte e em vez de quatro comprimidos por dia tomo meia dúzia para as contas serem mais bonitas…
Devo também dizer que este Post era para ter sido escrito às duas da manhã mas depois decidi que isso poderia ser má ideia e preferi ver uns vídeos para me rir um bocado, Post esse que seria potenciado por uma broa de mel (para quem não sabe o que é eu explico, é uma coisa pequena e redonda, semelhante a uma bolacha gorda, feita a partir de restos de outros bolos, sim restos, nada que me preocupe já que os D’zrt também são feitos a partir dos restos de bandas pop e pelos vistos até lhes chamam de músicos e tal…).
Mas afinal sobre o que é este Post, pergunta aquela voz familiar no fundo do meu lóbulo esquerdo, ora bem, este Post é acerca de muita coisa (ora nem mais, explicação à ministro das finanças e afins).
Para actualizar ainda mais este Blog acrescento que não fiz nenhuma frequência devido a razões várias o que praticamente pôs os meus colhões na guilhotina e me vai obrigar a fazer um esforço herculiano para passar de ano…
Mas nem tudo são más notícias e como tal informo que depois de dividir por quatro o prémio do Euromilhões eu ganhei uns incríveis quatro euros e trinta e sete cêntimos, impressionante!...
Tirando as amigdalites a vida até que me correu bastante bem neste bocado de tempo, iniciei uma nova aventura e terminei-a da mesma maneira que tinha começado, depressa e com muita força, detalhes apenas prós mais chegados…
Tenho algumas coisas para resolver agora, principalmente no que diz respeito à faculdade mas deposito toda a minha confiança na pessoa em que tenho mais fé, este que subscreve.
Agora para a parte séria deste Post, no outro dia fui a um casamento, ui, que emoção, quase que urinava nas calças só de conter tanta alegria…
Alguém me pode explicar porque é que os casamentos duram tanto tempo, tipo, não era melhor o Padre ou agente do registo civil chegar lá e dizer algo do género, ora tu queres esta tipa e ela retribui o favor como tal comam-se com muito amor, a seguir o poveco todo que tinha aparecido (que é sempre muito pois quando há comida de graça o que não falta é Zés Portugas a empanturrar-se) dirigia-se às mesas de self-service para agarrar uma sandes de presunto e uma bejeca e fazia-se ao caminho dele…
Vamos ser realistas, o vestido da noiva nem sempre é tão fácil de tirar quanto isso, e para um noivo menos experiente pode demorar umas boas quatro horas até finalmente conseguir chegar “ao que interessa”, ou seja, se os noivos ainda querem consumar algo que já foi consumado uma centena de vezes no próprio dia do casamento têm de bazar por volta das cinco da tarde para ver se por volta das nove já estão a fazer “o amor”.
Mas isto não fica por aqui, em todos os casamentos à sempre o tio bêbado, a tia que quer brindar com todos e conta todas as histórias embaraçosas acerca da noiva quando esta ainda era novinha e aquela mesa muito especial, (em que somando o “qi” dos seis ou sete membros desta se consegue atingir uns “notáveis” oitenta e seis, oitenta e sete a forçar..) que faz questão de a cada vinte minutos partir uns copitos de tanto bater a pedir um beijo (quem diz copos, diz pratos, jarras de flores e até janelas caso algum se encontre de momento fora da mesa e perto de uma).
Eu, se fosse eu a casar era certinho, cada vez que alguém fizesse essa “brincadeira” levantava um cartaz com algo do género “Não há beijos a pedido, qualquer reclamação favor dirigir-se ao casamento mais próximo”.
Ora nem mais, mas isto não fica por aqui, não, há mais, muito mais…
Hora do flash, aquele momento fatídico em que o poveco acotovela para ser o primeiro a tirar uma foto com os noivos, para mim é mais uma obrigação do que uma vontade, nunca gostei de fotos em que as pessoas forçam os sorrisos e estão todos alinhadinhos, mais parece um fuzilamento que um casamento…
À medida que as horas passam o cansaço vai acumulando-se e o ruído aumentando mas apenas em algumas mesas, quais são estas mesas, bem, são as mesas “alegres”, em que todos estão demasiado alegres para se aguentarem em pé e como tal aproveitam o tempo para digerir a comida com mais um copito de brandy ou whisky (sim, porque a comida é que provoca a indigestão, os sete litros e meio de maduro tinto não tem nada a ver com isso).
Para mim o que realmente dá nível a um casamento é os três ou quatro quarentões de camisa aberta a mostrar a juba do peito, com o nariz muito vermelho e um discurso muito pausado mas sempre acompanhado por um sorriso demasiado rasgado para ser natural…
Outra cena que ganha destaque neste Post é a vestimenta de todos os que vão ao desfile de moda, oh desculpem! Ao casamento…
Eu como já seria de esperar estou a cagar para a opinião dos desconhecidos como tal não me sinto na obrigação de vestir um fato e usar uma gravata, caguei pra isso, prefiro estar o mais confortável possível e como tal umas calças de ganga, sapatilhas e um casaco servem bem o seu propósito, neste casamento foi o melhor, já que nem a barba desfiz e como tal algumas cabeças viraram na minha direcção, deve ter sido do meu avassalador sex appeal!
Uma cena que me preocupa é o facto de mais lá para a tardinha os noivos irem brindar com todas as mesas, ou seja um golosito ou dois por mesa se forem umas quinze mesas dá mais copo menos caneca um litrito e meio de champanhe, ora bem, para quem não sabe o efeito que o álcool tem num homem eu também não vou estar a explicar, mas digamos que não é só as mudanças que ficam difíceis de meter… quer isto dizer que a noite de núpcias fica em risco o que eu acho que é o mesmo que fazer uma festa de aniversário e não comer o bolo, ou será mais uma tarte?.. de pêssega, quer dizer, pêssego..
Bem acabando com as piadas sexuais e com o tema do casamento este Post aproxima-se também do fim, agora que entramos num novo ano, espero que todos o tenham feito com os dois pés porque isso de entrar só com o direito além de revelar uma posição politica é também perigoso porque um tipo pode desequilibrar-se e cair, partindo uma perna, a cana do nariz e o fémur da orelha esquerda…
Um grande abraço para todos, que o novo ano (já não é assim tão novo mas prontos…) vos corra da melhor maneira possível, se isso não acontecer azarito… é mais uma razão que têm para chegar ao próximo…
Tentem cumprir as resoluções de ano novo pelo menos durante os primeiros meses para não parecer muito mal…
Hasta meu bom povo, espero que no domingo passado todos tenham ido votar por minha vez pois é um dever e como tal vocês devem de o fazer… (eu como não pertenço a este planeta não me sinto na obrigação de seguir as suas regras)

My sound:
System Of A Down – lonely day

Prá mãe, pró pai, pró irmão, não sei se devo dedicar ao gato já que ainda não o vi este ano e pró velho do cão que cada vez mais parece um leão (em ponto pequeno claro…)

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Pintabolas

Olhó post fresquinho, acabadito de sair da lota, têm do pequeno que até a cabeça marcha e do grande que até a boca arrota.
Mais uma vez os mecanismos que me compelem a comer, cagar e dormir, compelem-me a escrever um novo post, sim, mais um, sim, este mesmo, exacto, este!
Por onde começar agora que o inicio já foi com o galheiro, bem, talvez por aqui…
Hoje é terça e passar a mão pelo braço esquerdo sinto as mazelas que dois dias seguidos de “pintabolas” provocam num corpo menos protegido (claro que comer com um tiro a metro e meio em certas zonas tem tendência a deixar marca (Nike, adidas, puma and sou oni and sou oni).
Bem, isto foi mais qualquer coisa menos qualquer coisa assim, no Domingo aproveitei a tarde para ir dar uns tiros, matei alguns, outros fizeram o gosto ao gatilho em mim e pronto, chegou ao fim do dia, foi porreiraço, sempre “nu cumbibio”.
Durante a noite de domingo recebo um telefonema a perguntar se eu não queria ir jogar no dia a seguir contra uns tais de Diego, Ibson ou mesmo Helton, quem?! Não conheço…
Pois é, lá chegou a segunda à tarde e lá cheguei eu ao campo, com vontade de aniquilar uns futeboleiros pelas não tão boas exibições de há uns tempos…
Assim de repente o problema é que nestas cenas não é só a vontade que conta, uma cena que me fazia falta e que eles tinham em excesso era dinheiro para bolas (eles por cada jogo gastavam tantas bolas como eu num dia).
Nada de grave, entro no segundo jogo e embora tivéssemos mais dois perdemos, eu fui morto por um “midnight” qualquer que enquanto uns davam-lhe fogo (ou será tinta?) de cobertura apareceu-me em cima (salvo seja) com um rende-te, e eu naquela do fair-play espetei-lhe duas à queima que terão deixado marca, claro que sendo ele tão escuro como uma rua acabada de alcatroar nem as devia de ver ao espelho.
Noutro jogo, por mero acaso, mas é que foi mesmo um mero acaso, eu fui o último a morrer da minha equipa, resultado? Dois a tentar atacar-me enquanto um aparece de lado e oferece-me um relógio novo (não perceberam? Peçam para ver o meu pulso).
Nesta altura já ouço umas vozes ao fundo do cpu a perguntar, e não ganharam?
Então não, ganhamos umas… pelo menos… quer dizer no mínimo… uma vez!
Yep, uma e não digas que vais daqui, a equipa da fac tem a agradecer ao Tex pelo feito, ao que parece eles esqueceram-se de proteger o lado direito como acontece quando o lateral direito sobe pró ataque e depois fica nas covas!
Bem, ao todo só devo ter morto uns cinco ou seis gajos, porreiro porreiro foi dar dois tiros no cu dum a cerca de metro e meio, e sim, é merecido porque no Domingo vim embora com um sorriso na cara, menos vinte e tal euros e uma pisadura, na segunda vim embora com meio sorriso na cara, menos vinte euros no bolso e quatro ou cinco “medalhões” para mais tarde recordar.
Estou todo partido, pareço um vaso de porcelana chinesa depois de passar pelas mãos de um bêbado que tinha acabado de limpar os ouvidos e assim só por acaso aproveitou a cera como creme hidratante para as mãos!
Bem, a cena do “Pintabolas” fica por aqui… mas o post não.
Aproveito estes breves minutos de antena que nem deputado de um partido menor aproveita em tempo de eleições para falar de uma cena que vi no outro dia.
Eram cerca das sete e já o céu tinha escurecido, olho para o lado e vejo nas traseiros dum prédio que se situava a dez metros de uma qualquer C+S dois casalitos (com toda a maturidade que os seus catorze anos permitiam), a comerem-se lado a lado.
Paisagem típica, ambas as raparigas estavam contra a parede, e enquanto que um dos rapazes representava o ar de “ya és boa e amanhã vais continuar a ser por isso deixa-me saborear a tua chiclete de mentol” e nas calmas ia “trabalhando”, o outro era o real caso de “caralho, acho que o facto de estar escuro levou a que ela me confundisse com outro, é melhor sacar-lhe já o soutien não vá a gaja abrir os olhos e assustar-se!” e era só vê-lo a trepar pela miúda acima como um montanhista maluco a praticar “speed climbing”. Devo de acrescentar que vi isto tudo em apenas dez segundos, nada mau hein?! Sou mesmo perspicaz, até já sei acabar o sudoku e tudo, acho que tenho genes recessivos de génio…infelizmente foram subjugados pelos dominantes de Zé portuga!
Bem, para já, para já ficamos por aqui (na verdade não é bem aqui já que falta a despedida do costume mas pronto, é para preparar os leitores. Leitores? Quem?).
Hasta meu bom povo que a Super Bock vos acompanhe e que o tremoço nunca falte.

My sound:
Depeche Mode – i want it all

Prá mãe, pró pai, pró irmão, pró gato (ó meu grande felino da meretriz, ou começas a vir prestar homenagem cá a casa ou não te menciono mais, deve ter medo de mim, afinal de contas ele é mesmo um pussy) e pró velho do cão…

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

"miúdas do umbigo"

Mais um dia mais um Post, mais uma decisão governamental mais uma pedra no navio que já esteve mais longe de se tornar um submarino (querem interromper as obras do Metro interrompam "masé" o caralho que vos enrraba).
Dito isto vou passar à parte séria deste post, à critica corrosiva plenamente justificada e apoiada sempre por uma base teórica acima de qualquer refutação.
As “miúdas do umbigo”! Sim, essas grandes malucas serão o tema principal deste Post, depois de ver a minha teoria reformulada pelo omnipresente sempre contente “Homem da batata frita” decidi passar para o mundo virtual a teoria irracional.
Ora bem, vou começar por definir as “miúdas do umbigo”, sim, essas raparigas que caminham todas airosas pela cidade com o umbigo à mostra faça chuva ou faça sol, tenham um stock de pneus michelin a adornar o umbigo ou uma barriga perfeita (para mim é aquela que faz uma espécie de “V” ao chegar ao monte de Vénus, impossível descrever, impossível resistir!), estas miúdas são aquelas que andam sempre de cabeça erguida sejam um monumento em exibição no Louvre ou uma estátua toda cagada numa qualquer praça pública.
Estes seres interessantes sorriem sempre de maneira dissimulada ao ver uma cabeça a girar na sua direcção, seja essa cabeça preenchida por um ar de admiração ou de repugno, tudo serve, o importante é estar no centro das atenções, para mim, o importante era que algumas estivessem no centro da linha do Metro, assim tipo, quando ele estivesse mesmo para passar por cima delas (de repente parece que estou a ouvir o Darth Vader a rir-se, ou será tossir com estilo?!).
Bem, vamos avançar para o centro da questão tal como o Hugo Almeida avançou para o centro da área e espetou o primeiro aos “Milkas”.
Estas meninas de umbigo à mostra andam assim por três razões, uma é que para algumas delas não existe tamanhos suficientes e o XXL só estica até um certo ponto, outras vestem-se assim porque lá em casa ainda ninguém se apercebeu que certa roupa encolhe com água quente, mas o motivo em comum é o ódio que nutrem pelo cotão no umbigo, sim, esse vírus sintético ou cem porcento lã, esse arruinador sem escrúpulos de explorações incógnitas por terrenos venusianos.
Pois, pois é, o terror do cotão já levou muitas mulheres ao desespero, levando-as a tomar medidas extremas como andar completamente tapadas (tipo pinguim, talvez o melhor será mesmo comparar ao animal mais próximo deste, as freiras) ou a seguir uma filosofia totalmente oposta (ou será que não?), andarem todas nuas, como vieram ao mundo ou se mantém nele, tipo Pamela Anderson ou uma rameira desse género.
Estas meninas, que por não terem cotão no umbigo se julgam acima do resto, pensam que lá por o umbigo delas não estar ligeiramente coberto por uma camada multicolor de fibras cem porcento algodão não serviu para trocar merdas com a mãe, minhas filhas, já passou por aí muita papinha… e tabaco e álcool no caso de algumas!
Não tenho muito mais a dizer acerca deste tema e como tal o caso das “miúdas do cotão” fica pendente até novas actualizações, para continuar na mesma linha de pensamento vou falar da seca que apanhei há dois dias na paragem da “camunete”.
Quantos minutos? Ouço alguém a perguntar do fundo do monitor.
Minutos?! Era bom, duas horas e “é prá amigos”.
Como é isso possível pergunta outra voz meia arrabetada, é simples, à e tal um gajo vai ao Bessa ver os patrícios qualificarem-se e com sorte trazer o Europeu Sub-21 para Portugal e depois de apanhar o metro chega à conclusão que perdeu a “camunete” por menos de dez minutos, sem stress, há uma daqui a uma hora (supostamente às 23:35). Para “queimar” tempo aproveito para ler “A causa das coisas”, recomendado por je!
Olho para o relógio e reparo que são 23:25 e penso bem ainda tenho dez minutos vou ler mais um bocado, antes de colar os olhos no livro vejo uma “camunete” a aparecer e leio na frente desta “Pegaso” e claro o pensamento subsequente só podia ser “nã, não pode ser a minha!”.
São 23:45 e eu começo a pensar que acabei de me foder, consulto o horário apenas para constatar que a “camunete” era às 23:25 e que a próxima seria volvida uma hora.
Começo a ser invadido por aquele sentimento quente e aconchegante a que alguns chamam de raiva, até vinha a calhar já que tinha deixado de sentir os dedos dos pés à meia hora atrás.
Tento controlar-me para as raras pessoas que iam passando não se aperceberem, felizmente (e isto sim é um sinal que as coisas até que não estavam assim tão mal), o meu leitor de mp3 não me deixou ficar mal e acompanhou-me naquela espera solitária sem sequer ranhosar uma vez!
O relógio da estação de metro que ficava mesmo em frente ultrapassa já a 00:25, ao fundo, que nem Dão Sebastião surge uma “Pegaso”, por entre o nevoeiro, primeiro pensamento, nã, esta não é, mais uma vez a estrela da sorte ilumina-me e um tipo faz paragem à “camunete”, olhando para a lateral desta vejo umas letras familiares.
“Ops” é esta!” entoava no vazio que preenche quase a totalidade do interior do meu crânio, entrei, sentei-me e rangi os dentes, mas finalmente estava a caminho da minha caminha!
Só mais uma coisa acerca da “camunete”, era a última, assim de repente se perdia aquela era acordar o mano ou caminhar umas duas horas, duas e qualquer coisa até casa, o que em termos desportivos não seria assim tão mau!
Já se ouve o rufar dos tambores ao fundo e como tal chegou a hora de encerrar a sessão.
Hasta meu bom povo, continuem a apoiar Portugal como sempre mas para variar experimentem faze-lo fora dum estádio!

My sound:
K-os – The Love Song (sim, é o sonoro do Vodafone Now)

Prá mãe, pró Pai, pró irmão, pró merdoso do gato que nunca vejo e que já nem sei se alguma vez existiu e pró velho do cão que hoje aproveitou a fuga para roubar um osso, só tenho duas palavras, “Bem Jogado Cão”

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

olha uma bola colorida!!!

Seguindo o conselho d’O senhor batata frita este Post vai ser dedicado a uma possível futura modalidade olímpica, sim, essa mesmo, o Paintball, e mais concretamente da minha primeira experiência no campo das bolas de tinta.
Sábado de manhã... acordo cedo demais para quem se deitou a más horas, “na faz mal”, quatro horas de sono deverão ser suficientes, cravo boleia ao sonolento do meu irmão que com me retribui um agradável...“Não me voltes a pedir nada às duas da manhã, não reparaste que eu não estava bem acordado! Da próxima vais a pé!”, amor de irmão, coisa bonita!
Passando à frente o encontro dos “irmãos de armas” e saltando directamente para arena do “unreal”, não?! estarei a misturar realidades?!... e saltando directamente para o complexo de armazéns onde a batalha iria ter lugar!
Era uma zona engraçada, muito Kosovar se é que me entendem, o maior defeito era os literalmente milhares de vidros espalhados pelo chão, uma travagem mal feita e era viagem certa até ao hospital mais próximo catar vidros do cu como carraças dum cão vadio!
Bem, as máscaras foram colocadas e o sinal foi dado, primeiro “round”, acerto numa rapariga (rapariga esta que mais tarde tornou-se na vítima do meu único "headshoot", devo admitir que os cinco metros que nos separavam levou-me a gastar umas vinte bolas antes de conseguir acertar, desculpa lá quaquer coisita!) e morro logo de seguida, isto até podia ser um bom presságio mas a verdade é que morri no round a seguir sem sequer ter disparado.
Um dado interessante no primeiro “round” prende-se com o facto de eu ter sido o único “sweet” a morrer, tendo a minha equipa aniquilado os terroristas por completo (pois claro, o elo mais fraco já estava de fora!)
Mudou-se de arena e tal, e um gajo até que foi disparando e… e morrendo, cagativo digo eu!
O meu amigo batata frita estava numa “rampage” descomunal acumulando mortes atrás de mortes parecendo um soldado norte-americano a sofrer de “vietenamite” (poisé! e quando um gajo sugere que ele qualquer dia passa-se e leva uma “Tippmann 98 custom” para a faculdade e começa a fuzilar uns profs, pintando as paredes de vermelho (ou verde, ou laranja, ou qualquer outra cor dependendo das bolas) ele pensa que um gajo está na brincadeira!
O dia continuou e tal e quase no final da tarde apareceram dois tipos que participam no campeonato nacional de paintball, verdadeiros “hitman’s” um deles até tinha roupa da tropa!
O que dizer sobre estes gajos que nas costas tinham o quíntuplo do número de bolas que eu gastei no dia inteiro, é do tipo, num dos jogos de speedball que realizamos um deles gastou trezentas bolas, para terem uma noção mais colorida esse mesmo tipo no jogo a seguir ao ver-me atrás duma janela partiu esta e fuzilou-me completamente (com tinta e com vidrinhos que supostamente estavam a proteger-me!).
Felizmente não me cortei, menos azar teve outro tipo que uma hora antes, ao passar por debaixo de uma janela levou com um vidro na cabeça, nada de grave… apenas uma viagem ao Hospital, quatro pontos na moina e vinte “euróis” a menos! (as melhoras Pitt)
Bem, o dia não terminou sem um três contra dois em que os três (eu e mais dois claro) levaram uma abada, principalmente este que subscreve!
Para acabar a sessão de “tiro neles” uma mano a mano contra "O senhor das batatas fritas" (devo dizer que tinha a máscara toda embaciada e embora não estivesse a ver um corno isto não serve de desculpa), resultado… logo para abrir levo um tiro na ponta da p…, depois escondo-me atrás duma parede, à primeira que espreito levo com uma bola de tinta na boca, largo um “Foda-se!” bastante sonoro e volto a espreitar e… apoisé! nem mais, como logo com outra na boca, em dez segundos levo duas na boca e nem um jantar à luz das velas ou uma ida ao cinema me ofereceram!
O homem das batatas já mal se aguentava de tanto rir, eu ia aproveitando para decifrar a composição química da tinta, conclusão, os ovos Kinder são melhores!
No final das contas, o dia foi bastante bom, as minhas sapatilhas é que não acharam o mesmo e como tal ainda estão de molho (não sei se sabiam mas misturar tinta com óleo mancha as sapatilhas, é só prá avisariii!)
Para terminar devo dizer que o "momento alto" da tarde foi quando "O homem das batatas fritas" estava a ser evitar ser fuzilado e eu e mais outra rapariga aproveita-mos para aliviar-lhe o sofrimento!
Bem, este Post está quase, quase a acabar e como tal chegou a hora da despedida habitual, com um abraço forte tipo anaconda e um beijinho doce tipo ciclóstomo (se não sabem o que é vão procurar que isto não é nenhuma enciclopédia!)
Hasta meu bom povo, aproveitem o vosso tempo da melhor maneira, caguem dentro do penico para não sujarem o chão e limpem o cu de baixo para cima pois os tomates não são para estrumar!

My sound:
Black Mastah – Desabafos

Prá mãe, pró pai, pró irmão (boa sorte para esta nova aventura que começas), pró merdento do meu” gato que aparece ainda menos vezes que o Castelo Branco na cama da Betty e pró velho do cão…


quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Roupa da moda?

Voltando à carga como um bando de “baleias” a coxas de frango frito estou de volta ao lugar de costume, este mesmo, o Blog da minha demência, se és novo por cá é porque estás enganado, carrega nessa setinha apontada para a esquerda que tens no browser e volta para de onde vieste!
Hoje o tema é a roupa da moda mais propriamente a moda dos farrapos, sim essa cena de usar roupa toda rasgada.
Ele é calças todas rotas e T-shirt’s cheias de remendos, ela é calças com três ou quatro tecidos diferentes e camisolas todas rasgadas, eu sou aquele tipo que escreve esta merda.
Bem, vamos lá a ver, no meu tempo o puto que ia para a escola com as calças rasgadas era o “menino pobre com piolhos cuja mãe só compra roupa na feira”, geralmente era aquele miúdo a quem as empregadas arranjavam o lanche tirando do delas e que os colegas se recusavam a brincar.
Hoje o gajo com calças todas rasgadas e sapatilhas que aparentam ter sido esmagadas por um camião TIR é o tipo mais influente lá do seu círculo de amigos VIP (Vacas Indecentes e Paneleiros).
Mas isto também já era previsível, com programas como o Esquadrão G a dominar no panorama televisivo nacional a tragédia era eminente!!!
Eu tenho de confessar que andar atrás da moda nunca foi cena que eu fizesse, sempre preferi andar atrás da moca já que esta sempre faz com que os outros tenham mais piada, digo eu né, digo eu.
Hoje o dia lá na fac até que foi engraçadito, ficou mais que confirmado que os profs andam numa de atacar o benfas o que a meu ver é bastante mau pois já o deviam ter feito à mais tempo, ao almoço aproveitei para ir comer a outra fac o que veio a revelar-se uma má ideia devido à comida (Frango?! Para mim “pito” não é no prato, é na cama, mesa de bilhar ou em qualquer outro sítio que dê jeito, menos no prato claro!).
Para compensar enquanto comia (ou melhor, aproveitava o que dava para comer, arroz e milho, milho este que me pôs a pensar se não teria sido o frango a regurgitá-lo, assunto a investigar posteriormente!) ainda deu para gozar com caloiros doutras faculdades, pessoal da minha, com alguns que estavam na mesa e comigo próprio como seria de esperar, a realçar a observação feita por mim e que deixo para reflectirem (ouve-se o rufar de tambores ao fundo), “porque é que é sempre a “doutora” mais feia e gorda que mais “casca” nos caloiros? Será insatisfação sexual, será fome e está a ver se come literalmente um caloiro numa só dentada? Outro mistério para resolver…
Continuando… depois do almoço tive mais umas aulas e no intervalo (alargado pois o prof achou que dar cem minutos de aula era esticar a corda pra carago) a “casa foi abaixo”.
Bem, o grupo que se formou naquela fatídica mesa parecia o velho grupo das “beatas com pila” mas faltava pelo menos dois membros que foram prontamente substituídos por outros, do mítico grupo das beatas com pila estava eu e o ladrão a descarregar o “real veneno” sobre um irmão de armas, nem mais nem menos que o homem das caneleiras até ao pescoço.
Tenho de confessar que ele teve azar, foi expulso no fim-de-semana por um “carrinho” que começou no meio campo e só parou nas canelas do avançado.
Bem, só mesmo para quem lá esteve, para terem uma ideia mais gráfica eu fiquei a transpirar que nem a Simara depois de um sprint de trinta centímetros e o debitar de “bocas” só parou quando o ofendido me aplicou uns “croques” na cabeça, eu até que estava para lhe partir o cabaço mas ele é mais alto que eu e isso iria acabar comigo a levar nos dentes!
O dia não acabou por aqui mas o Post sim
Um grande abraço para os irmãos de armas na grande irmandade que são as beatas com pila.
Hasta meu bom povo, aproveitem o feriado pois eu não o vou fazer.

My sound:
Slipknot – vermilion, pt.2

Prá mãe, pró pai, pró irmão (aproveita bem o tempo e cuidado com a bosta de camelo), pró gato que senão voltar cedo para casa vai ser deserdado e pró velho do cão…