domingo, 23 de abril de 2006

Hidrorrabetas...

Sim é domingo e sim estou em casa, é triste mas é verdade e como tal sem nada para fazer e pouco em que pensar decidi assim do nada (referência directa ao meu cérebro) escrever mais um post.
Como já de costume o tema ainda está a ser pensado e espero encontrar um até ao final deste paragrafo.
Não, ainda nada…

Ok, o tema de hoje é “A vida real”, as minhas curtas-metragens…
Há cerca de duas semanas e meia, mais dia menos mês enquanto me preparava para ter uma aula de Hidroginástica (juro que fui obrigado), se alguém tivesse um controlo remoto divino poderia carregar no pause e deparar comigo em “shorts” vermelhos, meias com poses sexuais das pequenas mas que por acaso eu tinha acabado de esticar ao máximo e T-shirt verde (expoente de sex appeal elevado ao máximo… ou não).
Tal imagem levou a um tipo da minha turma a comentar que eu parecia uma estrela porno (confesso que me faltava um bigode à agente Simões para ser o REAL pornstar.
Tal afirmação levou a que neste pequeno e disforme órgão cinzento que o meu crânio encobre ilumina-se um gesto já famoso que eu denominaria do “cavalgar tresloucado” (imaginem um cowboy a agarrar as rédeas de um cavalo bravo enquanto sacode moscas da zona pélvica, agora retirem o chapéu, a camisa de flanela própria para aquele sol incinerador!! e as calças de botões laterais roubadas do circo e estão a ver-me na perfeição), resumindo, não sei se foi durante esta minha actuação improvisada ou se foi imediatamente depois que surgiu no balneário uma voz feminina pertencente a uma rapariga da minha turma articulando um cumprimento dirigido ao je.
Agora o leitor atento pergunta a si próprio já que a mim não o pode fazer, como é que ela me viu, bem, isso deve-se ao facto de eu estar no único sítio do balneário em que as pessoas que passam no corredor conseguem ver (imaginem uma janela de peep show mas sem vidro, erros arquitectónicos!!!).
Escusado será dizer que isto libertou uma gargalhada geral e que o facto de eu ter uma aula abichanada de hidroginástica à minha espera praticamente foi esquecido.
Colocando o tal comando divino em fast forward duas semanitas poderíamos ver mais uma vez eu a preparar-me para uma aula de hidroginástica, desta vez com um elemento novo, eu teria direito a três minutos de fama, três minutos esses que foram longos como o túnel da mancha e que conseguiram fazer descer a minha reputação mais depressa que o “space shuttle” quando avariou.
Bem, a verdade é que embora eu preferisse nunca ter tido essa aula ela até trouxe umas “prenditas” muito agradáveis.
Para começar, o 25 esteve especialmente corrosivo na análise ao trabalho realizado pelos outros “condenados” (se não percebeu esta parte não procure na parte de trás do monitor uma explicação pois só encontrará teias de aranha).
Continuando a descrição subjectiva desta “pseudo-aula”, o Ucraniano conseguiu meter água logo a abrir devido a não usar esta no seu esquema!
Passando alguns à frente, “O homem da batata frita” realizou o esquema com mais ritmo da história da hidro o que foi do melhor, devo confessar que ver o cabelo deste grande “sniper” aos saltos juntamente com o “boom boom boom boom” dos Venga BOIS foi o momento alto do dia, para compensar o excesso de ritmo imposto uma rapariga já mesmo a “fechar o tasco” fez o esquema mais lento e “sem sabor” do ano, tão lento. Mas tão lento que a professora parou a música e perguntou se aquilo não tinha um fim… impagável!
E eu? Pergunta o lado esquerdo do meu cérebro…
Bem, eu até podia dizer que meti os outros no bolso mas tal seria tão falso quanto as mamas da Pamela Anderson.
A verdade é que embora adore música (e o que se ouve na hidroginástica pode ser muita coisa mas música não é), não tenho inteligência musical nenhuma, não consigo sequer trautear um “clássico” do pimba português quanto mais manter-me na cadência de uma música que só por si já me faz sangrar os ouvidos.
Como tal não será de espantar o facto de a música no meu esquema ter servido apenas de som ambiente, aliás, um som apropriado à minha entrada em “palco” (imaginem uma rainha a acenar para o público com aquela sorriso rasgado a arrancar as plásticas feitas de improviso… se ainda não chegaram lá vejam alguma Britcom).
Depois deste relaxante natural e já numa de “caguei!”, começo o meu esquema com um curto incentivo e uma boca para um 25. Não vou descrever o esquema mas como principais highlights posso enumerar os meus “pontapés” que mais pareceram uma tentativa desesperada de sacudir as sapatilhas, o meu estrondoso “volta pró sitio” para os mandar voltar à posição inicial, o twist que durou mais que uma partida de xadrez (estava a pensar no que fazer a seguir obviamente) e o facto de os ter mandado “nadar” para a direita e irem todos excepto uma para a esquerda…
Bem, eu sei que isto não têm muita piada para quem lê mas para quem lá esteve (e principalmente para o 25, “sente a força da água!”), aquilo foi do melhor.
Para terminar deixo-vos com esta frase filosófica que poucos, mas mesmo poucos compreenderão…
“Está gordo que nem um chibo parece um Texugo!”
Hasta meu bom povo, e alegrai-vos pois o FC PORTO é campeão carago…

My sound:
Boss AC – eu estou aqui

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

sexta-feira, 24 de março de 2006

Frases curriqueiras

Entre um tempo morto e outro a caminho este post surge, cresce e dá voz a pensamentos que deviam nascer mudos.
Hoje o tema será um de muitos, pela introdução será fácil perceber que não fará muito sentido e que eu ainda não escolhi nenhum.
Pois bem, vou falar de algumas frases clichés…
Vou começar pelo frase mais ouvida antes de uma peça de teatro começar, “muita merda” grita um “pretendente-a-actor” para um semi-actor que sobe ao palco.
Vamos lá ver, muita merda?
Talvez eu não seja desta geração ou talvez esta geração não deva pertencer a ninguém, seja como for, regra geral sempre que me diziam que tinha feito merda era porque já tinha estragado alguma coisa, e sendo assim será que este “pretendente-a-actor” está a desejar má sorte ao outro para lhe roubar o papel de terceiro figurante em reserva para peças excepcionalmente fracas?
Ou então estará este individuo abichanado e feio de mais para fazer cinema à espera que do nada, ou da cabeça do encenador, surja um balde de merda e cubra o “semi-actor”?
Numa perspectiva de cruzamento linguístico, os ingleses usam o “break a leg” que embora menos fedorento contém uma carga de dor muito superior, talvez eles tenham a noção que mais de metade das suas peças são entediantes e andam à procura de uma desculpa para terminarem a peça mais cedo.
Outra frase, ou melhor, palavra que se usa muito em Portugal é o “santinho” quando alguém espirra, coisa que eu ainda não percebi, quer dizer, os santos eram pessoas com gripe crónica? Ou de cada vez que alguém espirra para cima de outra pessoa está a cometer uma boa acção, é que se assim for eu acho que a religião devia rever a tabela das boas acções, pois ter alguém a arrebentar os tímpanos alheios de cada vez que espirra e ainda dar banho de muco nasal a quem não pediu não me parece coisa duma santidade, digo eu!
Relacionado com o “santinho” está o “Deus te abafe” que eu já ouvi mas nem por isso percebi.
Mas tem mais lógica, ou seja, um tipo espirra e outro remata logo “Deus te abafe” para que este morra asfixiado e não volte a poluir o ozono com germes e vírus sazonais.
Uma das minhas expressões favoritas (que o meu primo adora dizer à zezé camarinha) é “como um burro a olhar para um palácio”, isto referente a por exemplo um homem do campo a olhar para a Internet ou um rapaz no início da puberdade a descobrir um saco de revistas pornográficas debaixo da cama do pai.
Quer dizer, a semelhança entre o boi e o homem do campo talvez exista mas agora na outra situação não vejo o que o “cu tem a haver com as calças”.
Outra expressão muito ouvida em conversas de café sem sentido é “não me lixes”, analisando tal afirmação numa perspectiva trolheira quer isto dizer que a conversa está a desgastar um deles, deixando-o completamente liso, ou seja, “já foi na cantiga”.
Sendo assim, quem está a lixar está a roubar o amigo ou está a dar-lhe um tratamento de beleza, limpando-lhe a pele?
Quando as coisas correm mal não há nada como um “raios me partam” para sentenciar a situação, mas eu estive a pensar e se de facto alguém for atingido por um raio a probabilidades de se partir são poucas, pelo seu lado as probabilidades de ganhar um novo penteado são muito reais, além de que se a situação está mal um raio não seria coisa para a piorar?
Nada como numa conversa interromper a antecipar a outra pessoa para esta disparar um “tiraste-me a palavra da boca”, mo que eu penso que para além de ser uma invasão à privacidade é coisa para provocar ciúmes num possível namorado(a). E uma coisa é certa, isso de tirar coisas da boca não poderá propagar doenças infecto-contagiosas?
E se a outra pessoa não tiver lavado os dentes será razão para dizer que aquela conversa “cheira mal”.
Uma expressão que acabei de ler na net é ser do “clube arrebenta canelas” que “serve que nem uma luva” a um lavrense que eu cá conheço, já agora, um abraço para as gentes de lavra.
Nada como ameaçar alguém com um “estás aqui estás a comer” para pôr este em sentido mas será que ele de facto deveria temer tal coisa, é que para além das gajas que sofrem de anorexia não vejo mais ninguém que tenha medo de comer, aliás, para mim isso é razão para correr até ao “aqui”.
A expressão “armar-se em carapau de corrida” é sem sombra de dúvida uma que figura na lista “Os mais infelizes dizeres populares”, ó meus amigos, o carapau corre? Não, ele no máximo nada em sprint, além que não estou a ver um carapau com um capacete a dizer mundial de ralis”.
E isto do armar-se quer dizer que o gajo está a por dois carapaus no coldre e usar as espinhas destes como munições?
Geralmente quando um português suspeita de alguma coisa diz que ali “há gato”, o que se for numa lixeira ou peixaria até que é compreensível mas na maior parte das vezes esta expressão refere-se a um problema mecânico ou uma conta mal feita e se no primeiro ainda à possível haver de facto um felino a segunda já roça o impossível.
Quando ouço alguém dizer que as “paredes têm ouvidos” costumo fazer um ar de enjoado pois provavelmente estou rodeado de cera.
Infelizmente ou não este post ficará por aqui pois hoje estou mesmo desinspirado (tal como na maior parte das vezes” e já não “estou com pica” para escrever ou pensar, como tal vou ver um concerto dos D’ zrt para arrebentar as sinapses que me restam.
Hasta meu bom povo e falamos quando tivermos oportunidade.

My sound:
Johnette Napolitano - suicide note

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão

quarta-feira, 8 de março de 2006

Sugadelas e tal...

Boas para todos menos para quem não merece.
No outro dia estive a ver um filme “Underworld”, que basicamente mete uns vampiros ao barulho com uns lupinos (Lobisomens) e partem aquela merda toda, ou não!
Eu estive a pensar e tal, e supostamente as lendas dos vampiros relatam uns seres que sugam sangue… Ya, grande coisa, o meu primo bebe sangue equivalente a três crianças de média estatura no arroz de cabidela e nunca ninguém lhe tentou pegar fogo (penso eu já que as profs gostavam de o queimar…).
Seja como for é obvio que os vampiros já não existem, quem é que se atreveria a chupar sangue possivelmente contaminado com HIV ou pior… D’ ZRT!
E como todos sabemos chupar uma vaca não alimenta, senão acreditam em mim é só esperar pela queima das fitas que vacas já chupadas não vão faltar.
Os outros seres dos filmes são os Lobisomens que não tiveram muita sorte nas plásticas e acabaram com um focinho de cão e pêlo a mais.
É engraçado ver que quando eles se irritam (sim porque a cena da Lua cheia já é passado) se transformam em cães raivosos, tal e qual os hooligans, descendentes directos??
Mudando de tema como quem muda uma fralda, rápido e sem pensar muito.
A nova geração de telemóveis anuncia que ouvir a pessoa do outro lado já não é suficiente, agora é “preciso Bêr” a dita e como tal toca a meter umas câmaras no aparelho.
Ora bom, se nos telemóveis normais as pessoas alheias já ouvem metade da conversa agora vão ficar a par de toda a situação, parece que estou a ver… Telefona a namorada para o seu chavalo que vai na “camunete”:
- “atão môri, gosta da minha nova cueca?”
- Ya, é mesmo nice, ficas mesmo boa, e os dois gajos atrás de mim concordam por isso deve ser verdade”
Para quem não acredita em mim existe um anúncio na Internet que penso ser da Motorola que exemplifica isto (importante: trocar “camunete” por escritório).
Além que conduzir com o kit de mãos livres até que não é muito mau mas se este incluir uma televisão 16:9 de setenta polegadas já é coisa para complicar um chaveco…
E mesmo para quem vai na rua é chato, pisar merda de cão poderá tornar-se uma rotina se as pessoas começarem a andar com os olhos colados a um ecrã.
Outra cena que acho piada é as pessoas que tiram fotos com os telemóveis, telemóveis estes que possuem uma tecnologia de imagem tão má que mais valia colarem uma foto a cores no ecrã. E depois lá vão estes indivíduos todos vaidosos mostrar um borrão colorido aos amigos, descrevendo o que estes não estão a ver… “É a minha gaja, tá numa pose sexyee”, como esta miúda aparenta ser filha dum camião semi-trailer os amigos até que agradecem não verem um corno.
Hoje vi na faculdade a prova como o “Big Foot” existe, ou melhor, existiu, já que uma megera sem piedade lhe cortou os pés e fez destes umas botas peludas, ao ver esta vitima da moda comecei a imaginar a cara da miúda se tivesse de passar pelo “atalho” do metro coberto de lama que eu costumava usar, isso sim era coisa para ter estilo!
Para maximizar o choque inicial e induzir-me num estado catatônico apareceu outra miúda (ou vitima como preferirem) que por sua vez tinha decepado as pernas à Pantera cor-de-rosa, é pena, isso talvez explique eu já não a ver na televisão faz anos…
Isto das Botas com pêlo começa a cheirar a epidemia, e não é das meias, é sim do abuso que se está a cometer perante olhos alheios, eu ando na rua e tenho direito de poder olhar pró chão e esperar que merda de cão seja a coisa mais nojenta que veja, mas não, ó não, estes Jean Paul Gutierre, Fátima Lopes e afins tinham de colar as biqueiras de aço das botas perto dum canil, se ao menos estivessem no campo ao lado dum galinheiro, isso sim, era coisa à maneira.
Mas claro, isto do pêlo é só o início, as botas com pionés, autocolantes ou cascas de banana já estão na linha de produção e pouco falta para o ridículo sair à rua.
Antes de acabar este tema das botas quero deixar aqui uma menção honrosa para as sapatilhas amarelas de cano alto cuja “língua” se usa por fora das calças, impagável…
Por hoje é tudo, mais haverá se assim acontecer
Hasta meu bom povo…

My sound:
Flipsyde – happy birthday

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

quinta-feira, 2 de março de 2006

Sumo

Enquanto vagueava no mundo virtual decidi dar um salto até à Blogosfera e deixar mais uma pincelada do mundo visto por je.
O tema da noite será o sumo, não o natural de laranja à venda em qualquer estabelecimento com laranjas a apodrecer…
Não, o sumo de hoje é outro, um com muita mais polpa, muita mais mesmo.
Este sumo baseia-se nos empurrões mútuos de dois rikishi num dohyō a ver quem cai primeiro (disse-me a wiki).
O importante a reter deste sumo não é o facto de ter uma história centenária ou de ser envolto em grande espiritualismo e os seus campeões até há bem pouco tempo serem considerados praticamente “semideuses”.
Não, o que de facto é importante reter é que estes “rebuliços” sobem para uma arena para dar uns “chega-pra-lá” e como se isso não basta-se fazem tudo isto apenas com umas fraldas, e para chatear ainda mais estes tipos borram-se todos, é verdade, as fraldas acabam sempre com manchas castanhas (será terra da arena ou será algo mais?).
Vamos ver mais de perto esta situação (mas não demasiado porque eu já vi o público a “apanhar” com um destes rebuliços que chegam a pesar 250Kg, o que deve ser mais coisa menos quilo o mesmo que levar com meia Simara em cima).
Estes nacos de carne ambulantes comem que se fartam para competirem, é um daqueles casos típicos em que o tamanho importa, sendo que a sua dieta vai contra praticamente tudo o que está estabelecido acerca da alimentação desportiva.
Outra cena é que no sumo a hierarquia é que manda e ai de quem não a respeitar. Basicamente os Rikishi juniores são as donas de casa e tal, os sekitori (rebuliços dos dois escalões superiores) são os homens que só lutam e nem para coçar os tomates se mexem, ai já entram os juniores para emprestar uma unhaca ou duas.
Esta cena Ada hierarquia é lixada, tipo um gajo quer dar uma cagada mas é júnior e como tal fica para último e se tiver uns três sekitori à frente nem no outro dia alivia a tripa (três gajos a cagar trinta quilos de arroz a uma velocidade média de quinhentas gramas por dez minutos é coisa para demorar tempo demais, e talvez seja por isso que aquela malta anda toda de fraldas?? È que é bem capaz de ser isso…).
Já nem falo de tomar banho, se um tipo demora uns dez minutos à FCP para desencrustar, meia hora quando vai para um encontro e só tem um metro e setenta por sessenta para lavar imaginem agora os mesmos metro e setenta por três camiões lado a lado com um porta aviões metido ao barulho.
Felizmente ou não, eles nunca tomam banho com o intuito de sair num encontro já que os juniores vivem nuns dormitórios comuns o que como é possível imaginar cria muita tensão sexual que é transferida para as sinapses cerebrais que como não foram feitas para aguentar tanto rebentam e depois um tipo gagueja e baba-se todo na presença de uma miúda e basicamente só diz merda. E depois claro, mais uma noite solitária na companhia de mais vinte solitários.
Outra cena que me preocupa é que os Rikishi devem deixar crescer o cabelo, usar vestidos de mulher (yukata) e sandálias de madeira (geta), sendo que Sekitori usam vestidos de seda e tranças bastante elaboradas (o verdadeiro metrossexual rechonchudo), a cena do lacinho no vestido é impagável…
Um ponto a favor deste rebuliços é que a mulher do Yokozuna (o Gordo dos gordos) é sempre uma brasa, algo que me intriga é que sendo elas tão magras e eles tão ELES como é que e tal… côizu!!
Algo que me parece injusto é que estes tipos passam um ano a enfardar arroz como se não houvesse amanhã e chegando ao torneio podem perder todo numa questão de segundos.
O mesmo se aplica aos fãs, está um tipo de olhos em bico na bancada pintado com as cores do seu lutador, segurando um cartaz de incentivo do género “já comeste gajos maiores que esse ao pequeno-almoço, literalmente falando” e ao primeiro “arranca-lhe a cabeça” que este baixote grita já o combate acabou (basta um tipo tocar no solo com algo mais que a planta dos pés ou sair da arena).
Outro ideia que me preocupa é se estes rikishi se lembram de trocar equipamentos no final do combate, uma troca de fraldas falando mais correctamente, bem, isso sim seria algo para esvaziar um estádio em menos de dois minutos.
Ficam desde já a saber que os rankings dos lutadores mudam a cada dois meses o que significa que as dietas podem sair caro e ir ao cinema mais do que uma vez por década é arriscado.
Muito mais há a dizer sobre estes camiões TIR que untam o corpo com vaselina para escorregarem melhor ou isso.
Mas por agora é tudo daqui a pouco já não será nada, fiquem bem, fiquem como poderem.
Hasta meu bom povo, lembrem-se “Bêr” os dois lados da rua antes de atravessar porque senão ainda tropeçam na galinha e acabam esmagados por um tractor agricula.

My sound:
Coldplay – fix you

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

O olho do cu...

Mais um dia neste mundo redondo mais um post nesta net disforme.
Hoje o tema é algo que já envolveu muita merda.. sim, esse ser desprezado que é o esfíncter anal..
Iniciarei a minha dissertação sobre o poder do esfíncter mais tarde, para já, para já abordaremos um dos nomes a que lhe associam… “olho do cu”, sim, esse mesmo.
Tenho andado a pensar nisso, tanto que no outro dia distraí-me e limpei o buraco do cu estrumando os tomates (tomates?.. Tema a ser abordado posteriormente).
Ora bem, se o buraco do cu é um olho então deveria de ver certo? A não ser que fosse como o olho de Camões, e atenção que não estou a falar do que tem uma pala a tapar, não.. estou a falar mesmo do outro, que se visse um caralho não teria perdido o irmão em Ceuta.
Além que se o esfíncter é um olho onde está a íris, e pior, será que os CUelhos são pestanas dispersas?!
Se considerar-mos que o esfíncter anal é um olho então eu sempre que vou ao oftalmologista devo baixar as calças e tossir?
Assim de repente lembrei-me de escrever para a “Ray Ban” a dizer que grande ideia, mas mesmo grande, era construírem uma gama completa de monóculos de sol para o olho, com “Brise toque & fresh” incluído.
Não vou abordar aspectos mais repugnantes como o choro do olho do cu, por acaso até vou, penso que será muito provavelmente o que um primo meu sentiu à uns anos aquando de uma intoxicação alimentar, transcrevendo as suas palavras, “epá, só cagava água”.
E já agora, porque é que alguns chamam ao esfíncter “o buraquinho do cu”, buraquinho? Acreditem em mim quando digo que já vi alguns por onde passavam dois autocarros escolares lado a lado sem riscar as bordas.
Isto de falar do olho já está a meter nojo como tal vou falar dos poderes terapêuticos do esfíncter (para quem não sabe, eu tenho um outro primo que adora a palavra esfíncter, eu sou mais gajo de herpes vaginal mas esfíncter não é má escolha).
Poderes terapêuticos? pergunta aquela voz indistinta do fundo do meu cérebro.
Sim, ora querem provas, eu dou, eu dou… Os cães, sim esses animais de quatro patas tirando os são Bernardos que aparentam ter cinco, eles são a prova como o esfíncter tem poderes ocultos, outra bem, todos sabem que os cães tem alta tara por esfíncteres alheios, por isso é que andam sempre a cheirar o cu uns aos.. (o leitor inculto não sabe mas a escrita deste post acabou de ter uma pausa porque a minha mãe apareceu com um copo de leite e uma “sandes” de queijo para eu morfar, como é obvio eu estou a ouvir música uns decibéis acima do recomendado e só dei por ela quando me estendeu o pãozito, és grande mãe, és grande)… tal como estava a dizer, os cães andam sempre a cheirar o cu uns dos outros e das três vezes que fui ao centro de saúde este ano (sempre por causa de uma amigdalite) não vi lá nenhum, aliás, eles nem lá podem entrar porque são tão saudáveis que podiam meter inveja aos doentes e estes iniciarem um motim ou uma jogatana ilegal de póquer usando sacos de soro como fichas.
Outra amostra destes poderes especiais e já no campo dos super poderes, é que um bom esfíncter consegue esvazias uma sala ou um autocarro de pequenas dimensões numa questão de segundos, acreditem no que falo, é vero, é vero…
Abordando uma das funções do esfíncter, como um quarentão solteiro aborda uma “menina de rua” às duas da manhã, a lógica diz-me que as pessoas com um esfíncter muito activo são geralmente mais inteligentes, porque? Muito simples, o esfíncter ajuda a expulsar muita merda do corpo impedindo que esta suba pelo esófago, evitando assim um tipo de dizer tanta merda, daqui é possível retirar uma ilação importantíssima, quando um gajo vai para um primeiro encontro deve dar uma valente cagada antes para evitar dizer tanta merda e até, quem sabe, para parecer mais magro e tal.
Só para verem a dimensão do esfíncter anal (não estou a falar em termos de tamanho pois se assim fosse a industria porno teria um “hall of fame” neste post), ele é tão importante mas tão importante que tem uns milhentos de empregados espalhados pelo corpo, estes esfíncteres pré-capilares são uns tipos engraçados e bem comportados de dimensões reduzidas que em vez de regularem a merda em si regulam algo muito mais nojento, o sangue.
Apoisé, com tudo o que comemos hoje em dia o sangue já passou de vermelho a verde vómito, adquiriu uma consistência ranhósitica e emana um cheiro pútrido a Macdonalds.
Este tema do esfíncter podia continuar tipo pilha duracell mas eu não uso dessas e como tal já estou cansado, o esfíncter anal será fechado por agora e reaberto sempre que necessário.
Espero que este post vos tenha “aberto” o apetite e que a comida vos saiba como se tivessem acabado de vomitar… Mas não se preocupem, nada como uma Super Bock para empurrar…
Hasta meu bom povo, inde cagar que eu já fui.

My sound:
Staind - epiphany

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Piolhos e piolhadas

Mais um dia mais umas palavras soltas vindas do fundo do meu cérebro, hoje temos como prato especial umas pataniscas acompanhados por bom vinho ou cerveja.
Ando a pensar ultimamente no rumo que a minha vida tem tomado, não que este se tenha alterado ou isso mas certas coisas aparentam estar diferentes, como por exemplo? Pergunta um homem gordo enquanto abocanha mais um BigMac.
Como a maneira que eu agora uso para ver certas coisas respondo eu com um ar de quem sabe do que fala.
Falando mais a sério, desde há uns tempos adoptei não um cachorrito mas sim uma nova filosofia de vida, pois, sinto-me um bocado cansado e como tal a minha nova máxima é o que tiver de acontecer acontecerá, simples e barato, melhor filosofia de cagadeira não há.
Eu sei que para certas e determinadas coisas acontecerem é preciso criar algumas oportunidades, mas como para já estou numa de introspecção e não me apetece esforçar para nada vou deixar que os próximos meses se auto-conduzam, do género, “camarão que dorme a onda leva”, eu vou ser esse camarão ensonado (até porque ando com falta de tempo até para dormir), deixando assim que a onda me leve aonde eu tiver de ir…
Mas se este Post fosse para falar de mim não valeria a pena escreve-lo, como tal está na hora de aprofundar um qualquer tema, retirando das prateleiras poeirentas do meu pensamento um rascunho velho vejo que este fala sobre… gajas com falta de sex-appeal!
Ora bem, arriscando-me a tocar em alguns nervos e provocar uma invasão militar a um qualquer país do médio oriente vou entrar neste tema pela calada, de pantufas e tal.
No outro dia passou por mim uma gorda vestida há “bgirl” (são aquelas raparigas que dançam hip-hop embora duvido que esta o fizesse), como estava a dizer, passa por mim esta “reboliça” com um gorro de pala para o lado, um casaco com os pelos de algum cão no capucho, umas calças largas roubadas na tropa e um leitor de música portátil que com sorte, mas muita sorte tinha o os D’zrt a tocar…
Bem, a miúda devia de estar com alguma pressa, estava a dirigir-se ao Mcdonalds e se calhar receava que os hambúrgueres acabassem e ela tivesse de fazer uma dieta forçada durante dois minutos (tempo necessário para chegar à casa das sandes).
O caminhar desta miúda era tão arrapasado, mas tão arrapasado que só faltava escarrar para o chão e coçar a ausente tomatada.
Mas mais exemplos afloram ao meu pensamento, uma tipa com quase dois metros que vi no outro dia na faculdade (ela se calhar só tinha um metro e oitenta mas como eu sou muito baixo todos me parecem ter dois metros), bem esta tipa tinha uma expressão de zangada congelada na face, tipo como se tivesse posto Botox durante uma disputa pelo última “Telenovelas” à venda num qualquer quiosque.
A sério, lembro-me de ter dito que numa escala de zero a vinte em termos de “sexo-a-pilhas” eu dava-lhe menos sete.
Mudando de tema mais rapidamente que o Cristiano Ronaldo de direcção vou falar sobre aquelas pessoas que saem de casa uma vez por mês e mesmo assim não tomam banho.
Será pedir muito que já que vão abandonar o covil passem o corpito disforme por água, é que o meu nariz não gosta de cheirar a merda dos outros.
No outro dia enquanto trabalhava tive de atender duas mesas (não as mesas em si mas a famelga que lá se sentou, só para esclarecer), mal os vi a entrar comecei a estereotipar, eu sei que isso é errado e tal mas não o pude evitar, não sei porquê mas presumi desde logo que uns três ou quatro indivíduos deviam de ter piolhos e derivados..
Resultado, fiquei cheio de comichão tal como estou a ficar agora que estou a escrever isto, efeitos secundários de ter tido piolhos verão sim verão sim até aos meus onze ou doze anos..
Bem, atender aquelas duas mesas foi complicado porque comecei a stressar coma situação e enquanto o meu boss se ria eu lá me coçava, no fim foram todos embora e tal e eu fiquei a limpar a merda que fizeram, passado uns quinze minutos o mais barbudo voltou para reclamar de um suposto erro que a conta tinha, ele pelos vistos com a ajuda de mais dois tinha feito as contas em casa e o valor não batia certo, passando a explicar, o homem pegou nos valores somados pela máquina, sim, pela máquina de registar e somou-os ele, e o que dantes dava cerca de cinquenta euros agora segundo ele já ascendia a qualquer coisa como isto "402,561", quatrocentos euros mais três casas decimais… aposto que vintes a matemática não deviam de faltar no seu currículo, estou mesmo a ver, ele e os outros dois deviam de dar um Q.I. total de quarenta e três.
Bem, o assunto ficou resolvido e o homem para desbaralhar a cabeça que já tinha dado um nó, pediu uma “fresquinha” e bota abaixo que já se faz tarde.
Bem, a comichão lá passou e os clientes lá se foram embora, arrumei e fui dormir, um novo dia na faculdade já espreitava.
Bem por agora é tudo, mais haverá se assim se suceder.
Hasta meu bom povo, esperem pela próxima actualização mas não sustenham a respiração enquanto o fazem..

My sound:
Nach Scratch & Shuga Wuga - amor libre

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Conversadores alheios...

Nada como outro Post para manter isto em movimento.
Aproveito o último dia do primeiro mês de 2006 para elevar a contagem de Post mensais para uns incríveis e pouco credíveis… quatro!!!
Tema do dia, embora na verdade o dia ainda esteja a começar e tal (para os curiosos e para todos os outros estou a escrever este directamente da faculdade).
Continuando, o tema do dia é as pessoas que metem conversa em qualquer lado com qualquer pessoa que encontrem.
Eu tenho de admitir, e quem me conhece já o sabe há muito tempo, que sou bastante anti-social, e como tal as pessoas que falam com estranhos com uma facilidade tremenda fazem-me confusão.
É velos na paragem do autocarro a falar do sobrinho que acabou o décimo segundo ano à terceira vez, é velos na “camunete” a falar das hemorróides que não dão descanso, e merdas deste tipo.
Eu tento imaginar o que leva estas pessoas a pensar que um desconhecido qualquer está sequer interessado em saber o seu nome quanto mais a história da sua vida.
À e tal, o que estas pessoas precisam é de falar dizem os mais elucidados, a vida às vezes vai mal ou vivem sozinhos e falar ajuda e tal…
Pois é, mas sempre podem optar por outras soluções como por exemplo, (esta foi sugerida por um primo meu), pegar no telefone e começar uma massagem ao ego, como? Fácil, basta dizer cenas do género quem é o melhor do mundo ou o mais bonito ou isso e esperar pela resposta sempre presente do telefone, “tu..tu..tu..tu..tu..tu..tu..”, qual espelho da bruxa na branca de neve qual quê, o telefone é que é.
Outra terapia é beber até achar que a Lili Caneças é bonita ou que a Simara nem é assim tão gorda, porquê? Ora então, ao atingir esse estado é virtualmente possível ter diálogos mesmo na completa solidão, com divergência de opiniões e tudo, e se isso não estiver a resultar também não há problema porque uma rápida soneca na valeta já estará a caminho.
Vou tentar analisar estas pessoas, ora bom… indivíduos com mais de trinta anos, provenientes de educações camponesas, que consomem uma dose tóxica de telenovelas e adoram ir para um café qualquer passar três horas a ouvir conversas alheias, para todos os temas têm sempre um familiar “que já passou por isso”, da toxicodependência à transsexualidade, isto no caso das mulheres.
Os homens geralmente já ultrapassaram a fasquia dos sessenta, julgam-se todos treinadores de bancada e infelizmente já não podem abusar tanto na pinga porque “o doutor assim o disse”, gostam sempre de comparar o agora com o “dantes”, e embora a ditadura imperasse e não se pudesse ter uma conversa na rua com mais de quatro pessoas, “dantes” era sempre melhor do que agora, mesmo que agora já possa tomar um café com cheirinho todos os dias e “dantes” apenas podia beber um bagacito quando havia festa na terrinha.
Isto de falar com estranhos atinge o nível do ridículo quando estão dois amigos a falar e a meio da conversa surge uma opinião de um perfeito desconhecido sem que tal tenha sido pedido, ambos os amigos olham para tal pessoa, acenam com a cabeça e lancem um sorriso forçado, resumindo a conversa continuam até que passados dois minutos já outra opinião perfeitamente escusada surge de modo furtivo na conversa, e prontos, a partir daqui já se sabe, este desconhecido já pensa que é mais um amigo e uma conversa pessoal a dois passa a debate público a três ou mais num dia de sorte…
Existe mais um pormenor interessante nestas pessoas, elas geralmente, e embora estejam a falar apenas para uma pessoa, elevam o tom de voz até que ninguém num raio de quinhentos metros quadrados consiga ficar indiferente à conversa.
Cena típica, velha a falar com novo sobre a vida da forma mais entusiástica possível ao que o novo responde mecanicamente com uns “ahem ahem” e “pois pois”, geralmente a conversa acaba com este a correr para longe com a desculpa que está atrasado para um exame à próstata…
Para terminar este tema vou aqui falar duma conversa que ouvi na “camunete" à já bastante tempo (para os “iluminados” que estão a pensar qualquer coisa do tipo, “pois, tu também curtes ouvir as conversas dos outros”, admito que sou curioso mas este não é o caso porque embora a conversa estivesse a decorrer nos bancos de trás até o motorista devia conseguir ouvir-la).
Foi qualquer coisa assim, uma mulher com os seus quarenta anos diz com uma voz bastante orgulhosa, “olhe um sobrinho meu conseguiu acabar o nono ano e agora é chefe (ou uma cena assim) numa fábrica” ao que o velho respondo, com um aumento de decibéis notório na sua voz “Ai sim, então diga-me lá se eu não tenho uns netos que são um espectáculo, um acabou a faculdade de engenharia e é engenheiro (num sitio qualquer), o outro já acabou o curso e está a dar aulas…” (no caralho mais velho e se não estou em erro um dos dois estava a tirar uma segunda licenciatura), talvez tenha sido só impressão minha mas a diferença de nível entre os objectivos alcançados era tão grande que a mulherzinha deve ter pensado que calada era uma casa cheia, não sei o que teve mais piada, a resposta do sexagenário ou este elevar a voz para todos ouvirem, seja como for um sorriso desenhou-se na minha cara…
Bem, mais uma vez a minha visão demasiado crítica da sociedade revela as minhas escassas capacidades interpessoais, isso ou eu estou apenas a exagerar o quotidiano e ver a vida numa perspectiva mais cómica na tentativa de ultrapassar todos os males que esta acarreta, ou até quem sabe, o Bush é descendente directo dos macacos…
Hasta meu bom povo, eu até que mandava um abraço para todos mas os meus braços não são assim tão compridos, uma dica acerca de cerveja, a nova Abadia da SB não é grande coisa a meu ver, mas a cena de lançarem uma “Abadia” (leia-se “A bádia”, com pronuncia do norte incluída cum catano) para concorrerem com a Bohemia foi bem jogado, mais três pontos para as gentes de Leça do Balio…

My sound:
Placebo – five years (cover rara duma música do David Bowie)

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…