quinta-feira, 1 de junho de 2006

My SBSR 2006

Primeiro de Junho, dia da criança. Não podia escolher melhor data para este Post, ou será que podia?
Bem, isso é irrelevante tal como saber se o Benfas tem seis milhões de simpatizantes ou seis dúzias de AA registados como sócios.
O Post de hoje será dedicado à edição de 2006 do SBSR, para muitos é apenas uma sigla desconhecida, para mim é do melhor que acontece durante todo o ano.
Este ano o Norte voltou a ser representado por um trio, dois terços igual ao do ano interior mas infelizmente um camarada de armas (entenda-se súrvias e mosh) não pode comparecer.
Bem, a vida não acaba e o festival é para gozar em pleno, como tal “bota abaixo mais uma” e siga a rusga.
Primeiro dia da minha digressão pela capital, mau, muito mau…
Tinha planeado ir um dia antes do festival começar para palmilhar e conhecer um bocado de Lisboa mas acabei só por fazer a parte do palmilhar, no fim do dia estava cansado, com um humor “estranho”, e a dar graças não ter sido roubado por dois ou três sócios…
Primeiro dia passou e a quinta veio, maravilha, dia de Korn e Soulfly com mais alguns a acompanhar, nada que realmente interesse.
Neste dia dei inicio à minha festa particular, ou melhor, fui arrastado para a minha pequena festa, com os meus camaradas agarrados às grades, um a tirar fotos outro a esperar pelos Korn, eu aproveitei para ver como estava a mosh, bem, estava boa…
Quando dou por mim já estou a atirar meia dúzia de gajos lá para cima esperando como é óbvio o mesmo favor em troca, e assim foi, Soulfly pra mim é igual a duas “crowd surfing” e claro, música à mistura.
Sobrevivi o suficiente para chegar à mosh dos Korn e aprender que um tipo que não chega a 1,70m no meio de tipos com 1,85m ou 2,70m ou três andares de altura é coisa para se temer ser esmagado.
Nada de grave, lá me safei e enquanto o Jonathan Davis gritava “Somebody Someone” eu já estava a respirar um ar mais puro, aquele por cima das cabeças alheias, yep, mais puro!
O primeiro dia do Festival passou e a hora do xixi/saco-cama chegou, fui dormir ainda a rir-me do segundo ou terceiro gajo que do dia que tinha feito “crowd surfing” e arrebentou o joelho ao cair, azar, os seguranças estavam uma beca pró distraídos e não deu para os segurar, isso e do segurança que me agarrou de cabeça para baixo, ó meus amigos, era só saúde!!
Segundo dia de festival, terceiro na capital… acordar, tomar banho, caminhar até ao cafezinho que já é o “nosso café”
Pequeno-almoço de campeão tomado, jornais mitrados, fotos tiradas a tudo e a nada e estamos prontos para ir ao Vasco da Gama.
Terceiro dia de Macdonalds, terceiro dia de Lombriga no intestino, terceiro dia a comer “slow food”, e “slow” porque, porque demorava cerca de três horas a fazer efeito o que me levou pela primeira vez a usar as “Toy Toy”…
Ponto a favor, era sempre dos primeiros a entrar no SBSR e como tal havia sempre uma “Toy Toy” ainda por estrear para mim, rica vida..
Bem, o que dizer do Segundo dia, os concertos estiveram a grande nível, Primitive Reason iniciou as hostes em grande, a puxar pelo público e a preparar o caminho aos Deftones que a meu ver partiram a casa toda.
E sim, mais um vez fui parar à mosh onde logo a abrir uma imagem gravou-se neste pedaço cinzento e enferrujado a que chamo cérebro, uma tipa mais baixa que eu a dizer, já meio em transe, “Leva-me ao chino, leva-me ao chino” e assim foi, peguei nela e fiz-lhe a vontade, e lá foi ela, navegando por entre um mar de cabeças disformes e rostos desconhecidos…
Posso dizer que a mosh dos Deftones foi possivelmente a mosh mais violenta onde já estive e acabou por me marcar mais do que estaria à espera, como, já lá vamos…
Bem, os Deftones cantaram os antigos singles, exceptuando a “pink maggit” que por razões que me são alheias ficou de fora da set list, pena mas mesmo assim, um grande grande concerto, escusado será dizer que quando o Chino foi para a beira do público cantar, com a bandeira portuguesa na mão o público “explodiu” e nunca aquele festival viu tanta gente a tentar trepar para as grades (quer dizer, talvez o ano passado quando o grande Iggy Pop chamou o público para o palco tenha havido mais maganos na escalada mas não sei).
Nessa altura já estava fora da mosh, a descansar e repor líquidos numa das laterais do palco, e quem passa por mim logo a seguir, um eufórico Búfalo que até saltou quando me viu, tinha acabado de largar o Chino no meio da multidão e claro, alegria não faltava (sim, somos uma juventude com objectivos básicos mas pelo menos estamos a tentar vivê-la).
Bem, os Placebo vieram depois acalmar os ânimos e dar uma oportunidade às pitas para ouvirem alguma coisa que conhecessem e os Tool fecharam com grande aparato o Act 1 (também conhecido como aquele a que realmente vale a pena ir) do SBSR 2006.
O relógio marcava duas da manhã e lá fomos atravessar a linha do comboio para chegar ao grande estádio do Sacavenense com balneários de “primeira” (…posição na lista de demolições) e um relvado que se estava mais ou menos ficou com muito “menos” no final.
Bem, pequeno-almoço no sítio do costume, arrumar tralhas e Oriente aí vamos nós…
Foi nessa mítica gare, onde até a Vodafone já fez anúncios sobre música que o Extraterrestre do meu grupo montou barraca e começou a tocar as mais pedidas dos Placebo, eu colaborei pedindo dinheiro de uma forma discreta, resultado, duas ou três palmas e um segurança a pedir-nos para tirar o lixo do chão (entenda-se “saco para albergar dinheiro anónimo), bem, só para matar a curiosidade, ganhamos a quantia extraordinária de 0 aeiros, talvez pró ano, talvez…
Bem, chegou a hora de pegar nas tralhas e ir para o Quimboio, e assim foi com a mochila às costas, mais três cortes nestas (presente de despedida da mosh dos Deftones) fomos andando para o comboio.
A viagem de regresso foi no mínimo engraçado, cartas, demasiada conversa de tasco e até um mulherzinha que ao sair-mos na estação das Devesas disse e cito “nem sequer são gente” por ter ouvido um camarada a dizer merda duas vezes seguidas, para essa linda senhora de cabelo armado que já não deve saber o que é ter os canos limpos à demasiado tempo só tenho duas ou três palavras de apreço “da próxima vez que atravessares a rua olha mais que duas vezes pois posso estar ao volante do último carro que alguma vez verás!”, conclusivo não…
Bem, e tal como as crianças deixei para o fim o que para mim foi o momento mais engraçado da mosh dos Deftones, da segunda vez que saltei lá para cima (e desta praticamente voei!) aterrei, com alguma violência, o joelho na cabeça de alguém (deja vu), bem, logo de seguida sinto uma mão a tentar “acariciar-me à bruta” os “tomates” mas felizmente fui a tempo de os agarrar e fazer um pose à Super-Homem enquanto tentava chegar ás grades, essa mesma pessoa, vendo que tinha falhado o primeiro objectivo tentou arrancar-me as sapatilhas sem cordões (outro Deja vu) o que por sorte da minha parte e falta de inteligência da outra também não conseguiu.. vou só dizer que acabei a fazer o pino nas grades para levantar a sapatilha, o pé, a perna e quase meio mundo com o segurança a agarrar-me de uma maneira pouco convencional mas prontos, não caí!
Meus amigos, tal como tudo o fim também acaba por vir e este Post já vai longo.
Hasta meu bom povo, haja muita Super Bock para todos menos para aqueles que vão ao Rock In Rio, vocês fazem-me RIR!

My sound:
Gnarls Barkley – just a thought

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Queima 2006, revisão...

Tal como prometido (não que de uma perspectiva politica isso interesse muito), escrevo mais um post depois do meu último dia de queima, sim, foi ontem, muito há para dizer ou nem tanto mas eu vou apenas relatar o que achei mais interessante.
Para começar à que salientar que os dias que este ano escolhi estão carregados de estereótipos.
Primeiro o dia do Pimba (terça-feira) em que todos os que entram no recinto sentem desde logo, uma vontade incontrolável de apanhar uma borracheira para impedir os ouvidos de continuarem a sangrar.
Depois o dia dos Da Weasel (quinta-feira), que é como quem diz o dia da malta bué de nice do secundário ir mandar uns props aos amigos, beber umas loiras, tentar comer umas loiras e ser o guna que sempre foi.
Bem, depois desta breve introdução, a descrição subjectiva da minha queima vai começar, por onde? Pelo inicio obviamente.
Terça, dia de cortejo, único dia da queima em que mais de cinquenta por cento dos estudantes já entram bêbados para o recinto dos concertos, dia interessante devo dizer.
Começando pela minha pequena visita ao cortejo às dez da noite depois da minha faculdade já ter passado fazia séculos e apanhar um carrinho de uma escola a arder (penso que era o iscap, se calhar o problema foi daí, um rater mal feito, perceberam, eheh, rater do iscap, ui, eu devia anotar isto…).
Bem, deixando para traz esse incidente a noite lá seguiu com uma viagem de metro, depois carro, mais carro e finalmente queima.
Depois de estar lá dentro fui levado até aos carrinhos de choque para me rir um bocado e posso dizer, que aquilo bate aos pontos a actuação do Herman (fraco, fraquinho, mesmo à rabeta). Os carrinhos de choque são mesmo porreiros, é o gordo a usar a inércia do seu corpo para bater com mais força, é o mesmo badocha a sair do carrinho e mostrar uns boxers que mais pareciam uma toalha de banho, é a única miúda presente a levar com todos os carros ao mesmo tempo, é os cd’s de música comprados em terceira mão numa feira em Carcavelos faz agora quinze anos, é bonito.
Depois disto fui ver um bocado do “Joaquim”, e enquanto lá estive fui obrigado a dar um passinho de dança (para quem me conhece já sabe que deve substituir “passinho de dança” por “tentar mover-se com alguma noção de ritmo enquanto tenta não calcar ninguém”), bem, escusado será dizer que isso foi deprimente, mas a vida continua.
A cena das mãos nos bolsos não vou descrever mas acho que ajudou a enterrar ainda mais a minha imagem, e por falar em enterrar nessa noite eu devia ter levado uma pá, ou melhor, uma retro-escavadora.
Logo depois da fraca actuação do Hermano fomos para a barraquinha beber umas fresquinhas onde os três membros do 25 presentes se encontraram.
Momento “triste” da minha noite, chega o presidente evil (25) à nossa beira e diz, “pá, não tenho dinheiro nenhum”, depois de ter ficado de dar uma resposta por telemóvel a dizer onde andava. Eu, aproveitando o facto de a mão dele estar tipo em concha, dou-lhe cinco ursos acompanhados por um “dás-me depois!”, bem, é difícil descrever os dez segundos de silêncio e a subsequente explosão de gargalhadas, meu deus, triste, muito triste.
A partir daqui a noite não teve muito mais interesse, fui segurar numa porta de WC a uma rapariga da minha turma o que me fez pensar que estas mulheres têm muito mais coragem que eu para suportarem aquele cheiro.
Só para fechar esta terça-feira, no post anterior eu escrevi que grande grande era o Quim e o Herman fazerem um dueto e nesse mesmo instante o haver um curto-circuito em palco, pois bem, o dueto aconteceu mas a electrocussão não, embora eu tenho estado lá no fundo a pedir pelo menos um choquesito de pôr os cabelos em pé (e bigodes, no caso do quimsinho).
Quinta, chego com os Gift a tocar e muito bem devo dizer, depois de vinte minutos a tentar encontrar um membro do 25 desisti apenas para encontrar outro grande representante do 25 que ajudou a encontrar o previamente mencionado 25 (confuso, azar eu também sou e não me queixo).
Fast forward na noite, o 25 reúne-se todo na queima e à magia no ar (bem, no ar não digo que houve, mas pelo menos uma mensagem nos ecrãs não faltou).
Ainda o concerto dos doninhas ainda não tinha começado já eu gritava que queria um filho do Virgul e que ainda bem que os Excesso iam tocar (felizmente os gunas deviam estar com azeite a pingar para os ouvidos senão tinha levado logo três naifadas).
Bem, a noite continuou nos carrinhos de choque, primeiro a “Bêr” como seria de esperar, e desta vez ainda foi melhor, o sétimo ano estava em peso a controlar os carrinhos de choque, as “pop-stars” com os seus copos a levar “troço” e consequentemente, a lavar o chão da pista com bebidas de dois “aeuros”, os gunas sentados por cima do banco a levar troço e a serem “pseudo-fashion-gunas”, as miúdas que não sabem que aquilo tem um acelerador e como tal, uma saiu fora do carro para o empurrar para o meio da pista (impagável), a miúda que para dar uma de estilo, agarrou a bebida de um colega sentado enquanto conduzia com uma mão (e os dez prás duas?), azar o dela, nem meio segundo depois levou uma pancada que sem exagero esvaziou mais de metade o copo (lindo!), e para acabar a observação, o guna que roubou uma ficha no meio da pista da mão de um gajo e foi andar como se não fosse nada (..da-se! Onde é que anda um taco de basebol quando um gajo precisa?!).
Depois, foi a nossa vez de andar, quatro quintos do 25 estavam presentes, sendo que o president evil fez uma entrada no meu bólide mesmo há Tom Cruise (que é ele!).
Porrada levada, porrada dada, apenas a reter os vinte ou trinta segundos que passei na berma da pista a levar porrada de meia-noite porque o President não conduz um catano.
Bem, isto passou-se e a noite também foi passando, encontrei mais umas pessoas conhecidas, incluindo quem pensava que não me conhecia a mim?!
Bem, apenas a reter o facto do ladrão do 25 ter acertado com um bocado de pão na cara de outro tipo e este já todo “greg” articular umas ameaças que tinham mais de piada do que de ameaçadoras, triste, o gajo!
Bem, a hora de vir embora chegou e eu aproveitei a boleia para ir pró são bento esperar pela camioneta (sim, eu espero ali para depois ir para a batalha. São bento, batalha, queres ver que eu estou numa cruzada medieval?!).
Bem, nada de interessante a relatar, como tal foi “camunete-casa-cama” até às seis da tarde, podia dizer que sou preguiçoso e um “sostra” mas digamos apenas que sou estudante universitário!!!
E a minha queima foi assim, talvez para o ano haja mais, seja como for, haverá sempre cerveja…
Hasta meu bom povo, e um grande abraço para o bigode farfalhudo do Joaquim…

My sound:
Lifehouse - everything

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Aquecimento para a Queima

Depois de ter ido à faculdade e voltado por não ter havido aulas e todos terem tido a amabilidade de me informar depois de eu já lá estar, decido escrever mais um famigerado post (podia pegar num taco de basebol e abrir uns cabaços mas por um lado não tenho o dito taco e por outro não quero sujar a roupa com sangue).
È verdade, a Queima do Porto 2006 está ai, e os estudantes já se vão preparando (tipo eu que ontem estava a comer um pão com chouriço e um sócio meu disse logo que eu já estava em treinos, se não perceberam esta parte é porque ainda não sabem que o melhor da queima não são os concertos nem as conversas, é mesmo o pãozinho com chouriço a sair do forno às quatro da manhã para acompanhar os litros e litros de cerveja já emborcados).
Bem, o que dizer sobre este antro de bêbados, vacas, borbulhentos a ver se têm sorte e “rios de mijo” para lavar as sapatilhas/ sapatos/ pés se tivermos sido roubados.
Para começar que é o meu tipo de ambiente (e daí talvez não tanto), nada como espremer-me por entre reboliços com ar de góticos e estudantes com a camisola já vomitada, hálito de esgoto e atitude de rambo apenas para chegar à minha barraquinha (ou outra barraquinha qualquer) e beber uma súrvia.
Depois, há sempre os concertos, são bons e tal mas nunca ninguém se lembra ao exacto quem esteve lá a cantar. Este ano até que vai gente de categoria, Herman José e Quim Barreiros, sim senhor, isto sim é música para os meus ouvidos, principalmente se num momento raro e mágico eles decidirem fazer um dueto, houver uma falha eléctrica e todos que estiverem em cima do palco passarem a ser menu no “Kentucky Fried Chicken”.
E sim, muito certamente eu estarei lá, a aplaudir… quando isso acontecer.
Mas a Queima reserva muitas surpresas para os seus não tão ilustres visitantes… é a salmonela no cachorro, a cerveja indrominada, é a viagem na ambulância apara conhecer o cor do soro no hospital, é a tal “maionese” na capa da caloira que não cheira a tal, é o acordar num qualquer parque a perguntar onde estarão as cuecas.
A Queima é tudo isso e muito, muito mais.
Para os mais atentos e rodados neste tema uma dúvida surge, será que este tipo não sabe que a Queima das fitas é mais do que os concertos no parque da cidade, a resposta é, “sim, eu sei, mas se isso tivesse algum valor eu já teria falado nisso”.
Pensando bem há duas actividades que me chamam a atenção (e não, não vou participar em nenhuma).
O “Rallye Paper” no penúltimo dia da queima, no dia a seguir à noite de Melanie C e Fingertips, neste aspecto deve dar os parabéns à FAP pois a noite que antecede o “Rallye Paper” é nitidamente para os casais e sendo assim as namoradas estarão de olho nos “bem comportados quando elas estão presentes” dos namorados, evitando que estes abusem na pinga, como resultado, o “Rallye Paper” será oitenta por cento mais sóbrio do que por exemplo, fosse realizado no dia a seguir à noite do pimba.
Seja como for, alguns destes “pilotos” estarão num estado parecido com o coma alcoólico o que fará com que se percam na própria garagem e nem um GPS os consiga ajudar a encontrar a embraiagem. Mais uma vez isto é positivo pois é a regra principal para participar no “rallye”, “se não consegue movimentar o carro não participa” (por isso é que alguns montam com equipas de cinco, assim são mais a empurrar, apoisé, conduzir bêbado dá multa).
Outro acontecimento queimadíssimo que acena à minha atenção é a garraiada, depois da última noite da Queima, que muitos chamariam de “a última derradeira “ramada” do ano!”.
Vejam se me acompanham neste cenário, temos numa arena poeirenta e com buracos um touro sóbrio e sete ou oito “não tão sóbrios quanto isso” intrépidos estudantes, eu não sei mas acho que quem vai acabar rabejado são todos menos o touro.
Seja como for, desde que haja oportunidade de soltar dois “olés”, o dia já está ganho.
Por agora este cheirinho de Queima vai ser encerrado, prometo voltar depois desta para acrescentar qualquer coisa mas não sustenham a respiração até lá pois vão necessitar dela para gritar no Cortejo.
Hasta meu bom povo, aproveitem a noite da cerveja para saberem o que acontece à comida depois de ingerida (se não perceberam então não precisam de comprar Engov)

My sound:
SP e Wilson – pronuncia do norte

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão...

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Aprisionados...

Voltando à carga como um telemóvel ligado à corrente, aproveito este momento em que me dedico a fazer o que sei fazer melhor (nada) e escrevo alguns pensamentos ordenados de forma caótica no canto posterior esquerdo do meu cérebro (ao lado da zona auditiva e à frente da zona de lazer).

Vou começar por prisão, para já a de ventre vai ser posta de lado pois quem me conhece sabe que eu não tenho problemas com isso.
Continuando, e não é que ontem vi um gajo a ficar preso no WC e hoje vi duas quarentonas ou isso do jet (set ou zero mas isso não importa) a ficarem presas no Metro… daqui a nada aposto que estou a ver o Vieira e o Veiga a apanhar gel de banho com um garfo em Caxias…
A cena das mulheres até que teve o seu “je ne se quai ou escrever esta frase em francês” de piada.
Estava eu a sair do metro a curtir o meu som quando olho para o lado e vejo uma mulher a saltar do banco, seguida por outra com um ar de atrapalhada (deduzo que foi nessa altura que leu a palavra terminus no interior do metro e o aviso sonoro, “Todos os passageiros são obrigados a abandonar o veículo”, lhe bateu fundo no vazio que é aquele cérebro encharcado de laca), a olhar que nem um boi para um palácio para a porta que lentamente se fechava (uma delas ainda tinha tempo de arranjar o cabelo três vezes e sair mas preferiu ficar a ver a porta a fechar).
A mais inteligente das duas (isto é o mesmo que dizer o mais rápido dos dois caracóis) ainda carregou no botão para abrir a porta mas as luzinhas já estavam apagadas (quem anda no Metro sabe que luzinhas são estas… quem já não correu em direcção ao Metro apenas para ver as luzinhas a desligarem-se quando apenas faltava dez centímetros para carregar no botão?! Hum?! eu não!).
Claro que o leitor ou viajante perdido com dois dedos de inteligência ou uma mão cheia de esperteza de rua perguntaria neste momento algo do género, “Mas o Metro não tem um sistema de paragem de imergência ou de comunicação com o maquinista?”.
Eu respondo, yep, tem, e sim, funciona pois já o vi a ser utilizado, esse sistema serve inclusive para desencravar a porta (ou abrir esta no caso de estar fechada) e está situado ao lado de todas as portas com uma indicação clara do que faz (como se uma alavanca vermelha com a palavra emergência não fosse suficiente, será que esta gente nunca viu um filme americano?).
Quanto ao homenzinho que ficou preso na casa de banho foi interessante porque ele conseguiu fechar a porta por dentro mas depois já não dava para abrir, ele até que só deve ter ficado uns quinze minutos mas a forma como ele espancava a porta demonstrava o seu desespero (se fosse eu já a tinha deitado abaixo, nem que tivesse de roer as fechaduras, é que não sei se estão a ver, ou melhor, cheirar a cena, eu quando vou ao WC aquilo fica tipo chernobyl, quarentena é pouco).
Por agora as curtas-metragens da minha vida ficam encerradas, mas a vida continua e este post também, vou debruçar-me sobre um novo tema que nem um puto de três anos numa varanda mais desprotegida.
Na procura de temas novos dou comigo a pensar na “morango-mania”, apoisé, pensavam que eu não ia comentar mas isso seria difícil, e sim, isto é por causa do piloto!!
Ora bem, por onde começar, primeira pergunta, se eu morrer tenho direito a ser primeira página de jornais e revistas?, não?! E se eu fizer pontaria a uma árvore com o meu carro, aproveitando o peso extra de mais dois passageiros e assim de repente, até conseguir acertar já ganho direito à primeira página? Não? Continuo condenado á secção da necrologia tal como todas as pessoas que nunca fizeram nada de relevante para merecerem mais.
Então neste caso, ainda não percebi porque é que no outro dia olho para o jornal e vejo algo tipo “Dino morreu” e não é que para meu espanto a noticia falava de um tal de Francisco, epá, desculpem lá mas eu estava à procura de um Dino e afinal só encontrei um Francisco, devia ser engano.
Mais, eu estou aqui a arriscar um bocado, mas regra geral quando alguém se manda contra uma árvore de forma a “desconstruir” o carro é sinal que ou vinha em excesso de velocidade ou com uns copitos a mais, ambas as atitudes são bastante irresponsáveis, ainda mais quando se leva mais gente no carro
Estranhamente nos jornais as fotos do carro desfeito não apareceram em grande destaque tal como regra geral acontece com notícias desse género, em que por baixo poderá ler-se algo do tipo “Jovem imprudente mata-se colocando mais dois colegas em risco”.
Nem fotos nem explicação para o acidente, estranho, caso para os ficheiros secretos.
Não me vou dar ao trabalho de comentar o especial morto na TVI que pelos vistos durou uma eternidade por duas razões, uma é que não vi e outra é que acho que para o Papa João Paulo II já foi um exagero para um actor que “quando chegou ao casting disse que só tinha experiência como modelo, eu vi logo que era um lutador” está para lá da minha compreensão, mas claro, a culpa disso já é minha, quem me manda ter uma consciência crítica e não comer tudo o que me é impingido.
Não vou dizer mais por hoje, como tal está nas horas de encerrar o tasco.
Hasta meu bom povo, continua a viver na ignorância colectiva ou torna-te estúpido e vê para além do obvio.
Só uma pequena curiosidade, para todos aqueles que tem o Word 2003 (talvez nos outros também dê), escrevam “morango-mania” e corrijam… está tudo dito!

My sound:
Muse – plug in baby

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão..

domingo, 23 de abril de 2006

Hidrorrabetas...

Sim é domingo e sim estou em casa, é triste mas é verdade e como tal sem nada para fazer e pouco em que pensar decidi assim do nada (referência directa ao meu cérebro) escrever mais um post.
Como já de costume o tema ainda está a ser pensado e espero encontrar um até ao final deste paragrafo.
Não, ainda nada…

Ok, o tema de hoje é “A vida real”, as minhas curtas-metragens…
Há cerca de duas semanas e meia, mais dia menos mês enquanto me preparava para ter uma aula de Hidroginástica (juro que fui obrigado), se alguém tivesse um controlo remoto divino poderia carregar no pause e deparar comigo em “shorts” vermelhos, meias com poses sexuais das pequenas mas que por acaso eu tinha acabado de esticar ao máximo e T-shirt verde (expoente de sex appeal elevado ao máximo… ou não).
Tal imagem levou a um tipo da minha turma a comentar que eu parecia uma estrela porno (confesso que me faltava um bigode à agente Simões para ser o REAL pornstar.
Tal afirmação levou a que neste pequeno e disforme órgão cinzento que o meu crânio encobre ilumina-se um gesto já famoso que eu denominaria do “cavalgar tresloucado” (imaginem um cowboy a agarrar as rédeas de um cavalo bravo enquanto sacode moscas da zona pélvica, agora retirem o chapéu, a camisa de flanela própria para aquele sol incinerador!! e as calças de botões laterais roubadas do circo e estão a ver-me na perfeição), resumindo, não sei se foi durante esta minha actuação improvisada ou se foi imediatamente depois que surgiu no balneário uma voz feminina pertencente a uma rapariga da minha turma articulando um cumprimento dirigido ao je.
Agora o leitor atento pergunta a si próprio já que a mim não o pode fazer, como é que ela me viu, bem, isso deve-se ao facto de eu estar no único sítio do balneário em que as pessoas que passam no corredor conseguem ver (imaginem uma janela de peep show mas sem vidro, erros arquitectónicos!!!).
Escusado será dizer que isto libertou uma gargalhada geral e que o facto de eu ter uma aula abichanada de hidroginástica à minha espera praticamente foi esquecido.
Colocando o tal comando divino em fast forward duas semanitas poderíamos ver mais uma vez eu a preparar-me para uma aula de hidroginástica, desta vez com um elemento novo, eu teria direito a três minutos de fama, três minutos esses que foram longos como o túnel da mancha e que conseguiram fazer descer a minha reputação mais depressa que o “space shuttle” quando avariou.
Bem, a verdade é que embora eu preferisse nunca ter tido essa aula ela até trouxe umas “prenditas” muito agradáveis.
Para começar, o 25 esteve especialmente corrosivo na análise ao trabalho realizado pelos outros “condenados” (se não percebeu esta parte não procure na parte de trás do monitor uma explicação pois só encontrará teias de aranha).
Continuando a descrição subjectiva desta “pseudo-aula”, o Ucraniano conseguiu meter água logo a abrir devido a não usar esta no seu esquema!
Passando alguns à frente, “O homem da batata frita” realizou o esquema com mais ritmo da história da hidro o que foi do melhor, devo confessar que ver o cabelo deste grande “sniper” aos saltos juntamente com o “boom boom boom boom” dos Venga BOIS foi o momento alto do dia, para compensar o excesso de ritmo imposto uma rapariga já mesmo a “fechar o tasco” fez o esquema mais lento e “sem sabor” do ano, tão lento. Mas tão lento que a professora parou a música e perguntou se aquilo não tinha um fim… impagável!
E eu? Pergunta o lado esquerdo do meu cérebro…
Bem, eu até podia dizer que meti os outros no bolso mas tal seria tão falso quanto as mamas da Pamela Anderson.
A verdade é que embora adore música (e o que se ouve na hidroginástica pode ser muita coisa mas música não é), não tenho inteligência musical nenhuma, não consigo sequer trautear um “clássico” do pimba português quanto mais manter-me na cadência de uma música que só por si já me faz sangrar os ouvidos.
Como tal não será de espantar o facto de a música no meu esquema ter servido apenas de som ambiente, aliás, um som apropriado à minha entrada em “palco” (imaginem uma rainha a acenar para o público com aquela sorriso rasgado a arrancar as plásticas feitas de improviso… se ainda não chegaram lá vejam alguma Britcom).
Depois deste relaxante natural e já numa de “caguei!”, começo o meu esquema com um curto incentivo e uma boca para um 25. Não vou descrever o esquema mas como principais highlights posso enumerar os meus “pontapés” que mais pareceram uma tentativa desesperada de sacudir as sapatilhas, o meu estrondoso “volta pró sitio” para os mandar voltar à posição inicial, o twist que durou mais que uma partida de xadrez (estava a pensar no que fazer a seguir obviamente) e o facto de os ter mandado “nadar” para a direita e irem todos excepto uma para a esquerda…
Bem, eu sei que isto não têm muita piada para quem lê mas para quem lá esteve (e principalmente para o 25, “sente a força da água!”), aquilo foi do melhor.
Para terminar deixo-vos com esta frase filosófica que poucos, mas mesmo poucos compreenderão…
“Está gordo que nem um chibo parece um Texugo!”
Hasta meu bom povo, e alegrai-vos pois o FC PORTO é campeão carago…

My sound:
Boss AC – eu estou aqui

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

sexta-feira, 24 de março de 2006

Frases curriqueiras

Entre um tempo morto e outro a caminho este post surge, cresce e dá voz a pensamentos que deviam nascer mudos.
Hoje o tema será um de muitos, pela introdução será fácil perceber que não fará muito sentido e que eu ainda não escolhi nenhum.
Pois bem, vou falar de algumas frases clichés…
Vou começar pelo frase mais ouvida antes de uma peça de teatro começar, “muita merda” grita um “pretendente-a-actor” para um semi-actor que sobe ao palco.
Vamos lá ver, muita merda?
Talvez eu não seja desta geração ou talvez esta geração não deva pertencer a ninguém, seja como for, regra geral sempre que me diziam que tinha feito merda era porque já tinha estragado alguma coisa, e sendo assim será que este “pretendente-a-actor” está a desejar má sorte ao outro para lhe roubar o papel de terceiro figurante em reserva para peças excepcionalmente fracas?
Ou então estará este individuo abichanado e feio de mais para fazer cinema à espera que do nada, ou da cabeça do encenador, surja um balde de merda e cubra o “semi-actor”?
Numa perspectiva de cruzamento linguístico, os ingleses usam o “break a leg” que embora menos fedorento contém uma carga de dor muito superior, talvez eles tenham a noção que mais de metade das suas peças são entediantes e andam à procura de uma desculpa para terminarem a peça mais cedo.
Outra frase, ou melhor, palavra que se usa muito em Portugal é o “santinho” quando alguém espirra, coisa que eu ainda não percebi, quer dizer, os santos eram pessoas com gripe crónica? Ou de cada vez que alguém espirra para cima de outra pessoa está a cometer uma boa acção, é que se assim for eu acho que a religião devia rever a tabela das boas acções, pois ter alguém a arrebentar os tímpanos alheios de cada vez que espirra e ainda dar banho de muco nasal a quem não pediu não me parece coisa duma santidade, digo eu!
Relacionado com o “santinho” está o “Deus te abafe” que eu já ouvi mas nem por isso percebi.
Mas tem mais lógica, ou seja, um tipo espirra e outro remata logo “Deus te abafe” para que este morra asfixiado e não volte a poluir o ozono com germes e vírus sazonais.
Uma das minhas expressões favoritas (que o meu primo adora dizer à zezé camarinha) é “como um burro a olhar para um palácio”, isto referente a por exemplo um homem do campo a olhar para a Internet ou um rapaz no início da puberdade a descobrir um saco de revistas pornográficas debaixo da cama do pai.
Quer dizer, a semelhança entre o boi e o homem do campo talvez exista mas agora na outra situação não vejo o que o “cu tem a haver com as calças”.
Outra expressão muito ouvida em conversas de café sem sentido é “não me lixes”, analisando tal afirmação numa perspectiva trolheira quer isto dizer que a conversa está a desgastar um deles, deixando-o completamente liso, ou seja, “já foi na cantiga”.
Sendo assim, quem está a lixar está a roubar o amigo ou está a dar-lhe um tratamento de beleza, limpando-lhe a pele?
Quando as coisas correm mal não há nada como um “raios me partam” para sentenciar a situação, mas eu estive a pensar e se de facto alguém for atingido por um raio a probabilidades de se partir são poucas, pelo seu lado as probabilidades de ganhar um novo penteado são muito reais, além de que se a situação está mal um raio não seria coisa para a piorar?
Nada como numa conversa interromper a antecipar a outra pessoa para esta disparar um “tiraste-me a palavra da boca”, mo que eu penso que para além de ser uma invasão à privacidade é coisa para provocar ciúmes num possível namorado(a). E uma coisa é certa, isso de tirar coisas da boca não poderá propagar doenças infecto-contagiosas?
E se a outra pessoa não tiver lavado os dentes será razão para dizer que aquela conversa “cheira mal”.
Uma expressão que acabei de ler na net é ser do “clube arrebenta canelas” que “serve que nem uma luva” a um lavrense que eu cá conheço, já agora, um abraço para as gentes de lavra.
Nada como ameaçar alguém com um “estás aqui estás a comer” para pôr este em sentido mas será que ele de facto deveria temer tal coisa, é que para além das gajas que sofrem de anorexia não vejo mais ninguém que tenha medo de comer, aliás, para mim isso é razão para correr até ao “aqui”.
A expressão “armar-se em carapau de corrida” é sem sombra de dúvida uma que figura na lista “Os mais infelizes dizeres populares”, ó meus amigos, o carapau corre? Não, ele no máximo nada em sprint, além que não estou a ver um carapau com um capacete a dizer mundial de ralis”.
E isto do armar-se quer dizer que o gajo está a por dois carapaus no coldre e usar as espinhas destes como munições?
Geralmente quando um português suspeita de alguma coisa diz que ali “há gato”, o que se for numa lixeira ou peixaria até que é compreensível mas na maior parte das vezes esta expressão refere-se a um problema mecânico ou uma conta mal feita e se no primeiro ainda à possível haver de facto um felino a segunda já roça o impossível.
Quando ouço alguém dizer que as “paredes têm ouvidos” costumo fazer um ar de enjoado pois provavelmente estou rodeado de cera.
Infelizmente ou não este post ficará por aqui pois hoje estou mesmo desinspirado (tal como na maior parte das vezes” e já não “estou com pica” para escrever ou pensar, como tal vou ver um concerto dos D’ zrt para arrebentar as sinapses que me restam.
Hasta meu bom povo e falamos quando tivermos oportunidade.

My sound:
Johnette Napolitano - suicide note

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão

quarta-feira, 8 de março de 2006

Sugadelas e tal...

Boas para todos menos para quem não merece.
No outro dia estive a ver um filme “Underworld”, que basicamente mete uns vampiros ao barulho com uns lupinos (Lobisomens) e partem aquela merda toda, ou não!
Eu estive a pensar e tal, e supostamente as lendas dos vampiros relatam uns seres que sugam sangue… Ya, grande coisa, o meu primo bebe sangue equivalente a três crianças de média estatura no arroz de cabidela e nunca ninguém lhe tentou pegar fogo (penso eu já que as profs gostavam de o queimar…).
Seja como for é obvio que os vampiros já não existem, quem é que se atreveria a chupar sangue possivelmente contaminado com HIV ou pior… D’ ZRT!
E como todos sabemos chupar uma vaca não alimenta, senão acreditam em mim é só esperar pela queima das fitas que vacas já chupadas não vão faltar.
Os outros seres dos filmes são os Lobisomens que não tiveram muita sorte nas plásticas e acabaram com um focinho de cão e pêlo a mais.
É engraçado ver que quando eles se irritam (sim porque a cena da Lua cheia já é passado) se transformam em cães raivosos, tal e qual os hooligans, descendentes directos??
Mudando de tema como quem muda uma fralda, rápido e sem pensar muito.
A nova geração de telemóveis anuncia que ouvir a pessoa do outro lado já não é suficiente, agora é “preciso Bêr” a dita e como tal toca a meter umas câmaras no aparelho.
Ora bom, se nos telemóveis normais as pessoas alheias já ouvem metade da conversa agora vão ficar a par de toda a situação, parece que estou a ver… Telefona a namorada para o seu chavalo que vai na “camunete”:
- “atão môri, gosta da minha nova cueca?”
- Ya, é mesmo nice, ficas mesmo boa, e os dois gajos atrás de mim concordam por isso deve ser verdade”
Para quem não acredita em mim existe um anúncio na Internet que penso ser da Motorola que exemplifica isto (importante: trocar “camunete” por escritório).
Além que conduzir com o kit de mãos livres até que não é muito mau mas se este incluir uma televisão 16:9 de setenta polegadas já é coisa para complicar um chaveco…
E mesmo para quem vai na rua é chato, pisar merda de cão poderá tornar-se uma rotina se as pessoas começarem a andar com os olhos colados a um ecrã.
Outra cena que acho piada é as pessoas que tiram fotos com os telemóveis, telemóveis estes que possuem uma tecnologia de imagem tão má que mais valia colarem uma foto a cores no ecrã. E depois lá vão estes indivíduos todos vaidosos mostrar um borrão colorido aos amigos, descrevendo o que estes não estão a ver… “É a minha gaja, tá numa pose sexyee”, como esta miúda aparenta ser filha dum camião semi-trailer os amigos até que agradecem não verem um corno.
Hoje vi na faculdade a prova como o “Big Foot” existe, ou melhor, existiu, já que uma megera sem piedade lhe cortou os pés e fez destes umas botas peludas, ao ver esta vitima da moda comecei a imaginar a cara da miúda se tivesse de passar pelo “atalho” do metro coberto de lama que eu costumava usar, isso sim era coisa para ter estilo!
Para maximizar o choque inicial e induzir-me num estado catatônico apareceu outra miúda (ou vitima como preferirem) que por sua vez tinha decepado as pernas à Pantera cor-de-rosa, é pena, isso talvez explique eu já não a ver na televisão faz anos…
Isto das Botas com pêlo começa a cheirar a epidemia, e não é das meias, é sim do abuso que se está a cometer perante olhos alheios, eu ando na rua e tenho direito de poder olhar pró chão e esperar que merda de cão seja a coisa mais nojenta que veja, mas não, ó não, estes Jean Paul Gutierre, Fátima Lopes e afins tinham de colar as biqueiras de aço das botas perto dum canil, se ao menos estivessem no campo ao lado dum galinheiro, isso sim, era coisa à maneira.
Mas claro, isto do pêlo é só o início, as botas com pionés, autocolantes ou cascas de banana já estão na linha de produção e pouco falta para o ridículo sair à rua.
Antes de acabar este tema das botas quero deixar aqui uma menção honrosa para as sapatilhas amarelas de cano alto cuja “língua” se usa por fora das calças, impagável…
Por hoje é tudo, mais haverá se assim acontecer
Hasta meu bom povo…

My sound:
Flipsyde – happy birthday

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…