quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Coisas de cão...

Algures durante esta tarde o meu cão, o velho sempre referido nestes post’s, partiu para um lugar incerto.
Espero que no seu último bafo tenha sorrido com a sensação de uma vida satisfatória.
Espero que tenha dado muitas “à canzana”, perseguido bastantes felinos e mordido alguns carteiros (pelo menos um homem do lixo foi contabilizado por mim) para atingir a cota necessária a uma vida “de cão” no bom sentido.
Companheiro fiel durante muitos anos, passou de mão em mão até se estabelecer nesta casa, não tenho a certeza mas já por cá vagueava há oito ou nove anos.
Para recordar ficam algumas das suas birras, medos e “cãozisses”.
A sua alma abandonou esta casa mas não esta família.
Bob, foste um bom cão,

Boa viagem…

My sound:
Israel Kamakawiwo Ole’ – somewhere over the rainbow

Pró cão…

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Ela e a outra...

Aproveitando este fim de manhã com algum para fazer mas sem vontade para o realizar escrevo mais uma pequena contribuição para este Blog.
Desta vez o mote foi lançado pelo grande Homem da batata frita, bom rapaz de boas famílias que gostou tanto do ano passado que decidiu repetir a experiência, para ele um grande abraço “trans-anual”.
Pois bem, o caso de hoje não é tão bom como o do C.S.I., de ontem mas está a roçar, pelo menos, os créditos finais deste.
A Boa e a Gorda, não, não é mais um filme de Almodôvar, até porque para isso acontecer teria um título mais do género “lá guapa e lá rebulita”.
Pois é, pois é, provavelmente já terá acontecido a muitos mas se assim não foi vamos supor que sim (para criar uma maior empatia com o leitor e aumentar as audiências).
Estamos nós a beber uma súrvia num qualquer bar e de repente, que nem pão com manteiga a cair da borda da mesa, reparamos que uma miúda “80-60-80” (o primeiro número pode ser aumentado à descrição e o último com algum cuidado).
Tudo bem até aqui, até porque não de momento não temos namorada ou não nos conseguimos lembrar se sim ou não.
O “flirt” lá começa e com mais coragem que os forcados da moita, lá agarramos os tomates e vamos ter com a sujeita em questão (aquela dos xx-60-80).
Ao iniciar-mos a aproximação uma penosa suspeita vai tornando-se cada vez mais uma certeza, o mamute que estava ao lado dela é a amiga chata (sim, porque um monumento precisa sempre de uma grande base para se apoiar), a missão fica em risco mas mesmo assim decidimos continuar.
A aterragem é bem sucedida e iniciamos uma pequena conversa com frases ridículas como “penso que te conheço de algum lado”, ou pior “então quando fugiste dos meus sonhos foi aqui que vieste parar”.
Somos desculpados pela nossa ignorância masculina e safamo-nos, dando continuação à conversa, descobrimos quase de imediato que a miúda é interessante e pelos vistos ela guarda uma opinião semelhante acerca de nós, tudo bem as coisas estão a correr bem até que… eu tenho agora de fazer uma pausa, assuntos académicos a tratar, continuo mais tarde.
Continuando…
..até que a 60-160-135 começa a tomar conta da conversa procurando um bocado de atenção por parte do sexo oposto (oposto pois sempre que ela o procura ele encontra-se do lado oposto do planeta).
Blah blah blah, e eu no outro dia fiz isto, e perdi duas gramas pena ter ganho sete quilos a seguir, e coisa, e a nossa possível futura miúda vai encolhendo no seu canto, procurando dois segundos para falar.
Um tipo esperto, tipo eu, paga uma cerveja à baleia e enquanto esta a emborca em três goladas, aproveita esses preciosos 3.72 segundos para falar mais um bocadito.
Tal e coisa, a roliça volta a atacar e um tipo naquela, “deixa-me gramar esta tipa senão é que não tenho hipóteses nenhumas com a princesa (este termo pode parecer bonito mas na realidade é um ícone guna)”.
A preguiça com excesso de peso começa a denotar que está a ser desviada para canto (que nem o miúdo da primária com piolhos), e decidi usar a sua arma secreta, saca das chaves do carro e diz algo do género, “epá, a conversa está gostosa (para estes animais redondos as coisas são sempre gostosas ou apetitosas ou docinhas…) mas está a fazer-se tarde e amanhã tenho de me levantar às três da tarde (isto quando ainda não são dez e vinte da noite)”.
Sim, é verdade, o nosso segundo receio torna-se uma penosa constatação, a beleza (outro adjectivo ridículo) está dependente da marmota.
É aqui que a raiva se instala no aconchego da bílis, resistimos à tentação de partir o pescoço ao rinoceronte (que nem um corno vê á frente pois ainda não conseguiu arranjar ninguém para os meter).
Tentámos que a conversa prossiga mas o ambiente gelou e agora a única forma de alcançar o nossa “xx-60-80” é através da orca (também conhecida como amiga assassina), é nestes casos desesperados, onde já nem o “Tide” nos pode salvar que chega a solução, o incauto de um “acabadinho de se tornar” grande amigo, que é aquele infortunado que vai ter de “take one for the team” e meter mãos (e provavelmente pés e pás) ao serviço e enroscar-se (à falta de melhor termo) com o orangotango (sim, porque muitas tem excesso de pêlo e má higiene oral, mas por falar em oral… não, é melhor ficar por aqui…).
Pois bem, o bunker está arrumado do caminho e chega a altura de termos o mais que merecido tempo de qualidade com o diamante que desejamos lapidar tão recentemente descoberto (estas metáforas estão a fugir do meu controlo).
As coisas estão a começar a correr quando de repente vemos o nosso amigo a passar por nós a chorar e quando perguntámos o que se passou um triste “Ela começou a tirar a roupa” é verbalizado enquanto emborca três litros de lixívia.
A noite começa a esfriar e o ambiente só não gela porque já nem sequer existe, noite estragada e uma relação (que nunca o chegou a ser) acabada.
Pois bem, há quem culpe os Donuts, há quem culpe os pais eu culpo a Simara (porque sim e porque posso!).
Como consolo o barman oferece uma súrvia (e não querias mais nada não, paga que hoje decididamente não é o teu dia, ou será noite?!).
Bem, por agora é tudo, mais haverá se assim acontecer.
Hasta meu bom povo, o post fica feito e o mote realizado, não é do melhor mas é meu e como tal, caguei!

My sound:
Thom Yorke – the eraser

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Margaritas a mais...

Directamente da minha desarrumada arrecadação para o resto do mundo este velho magano volta à carga que nem a bateria viciada do meu telemóvel (que agora está tão “queque” que até precisa de um “jeitinho especial” para começar a recarregar).
O Post de hoje vai ser um daqueles “As minhas curtas-metragens, as doenças dos novos-ricos”.
Então a história começa mais coisa menos memória assim…
Estava eu no outro dia com os meus primos num bar “semi-selecto” (sim, apenas semi porque nos mesmo selectos não me deixam entrar, dizem que cheiro mal!).
Continuando, estava eu com a minha franciscana (e não, não é nenhuma rapariga do campo), quando um dos meus primos dá a genial ideia de irmos jogar setas (já sei que são dardos mas isso não vem ao caso), depois de uma leve referência por minha parte que estavam pessoas na mesa ao lado lá fomos fazer o gostinho ao dedo (sim, porque o troque está no dedo, o dedão do pé para ser mais preciso).
Jogamos um “criquet” que eu para espanto geral ganhei (sim, estou a babar-me de orgulho! Isto ainda é melhor do que aquela vez em que ganhei ao Zé das pataniscas no concurso dos arrotos).
Bem, ganhei e fomos outra vez para a mesa, o que durou cerca de trinta segundos pois para nosso futuro azar decidimos fazer mais uma partidinha, a meio desta, e quando eu não estava a ganhar.. tum, trummm tum, tum tum (rufar de tambores)…
Levanta-se a “queque” da mesa ao lado do alvo (ela e as cinco “margaritas” que emborcou) e exclama com uns decibéis a mais, “Quem é que me vai pagar o olho se me espetarem com uma seta”…
Uma pequena pausa para sacudir o riso da minha cara… já está!
Tal e coisa, “quero o livro de reclamações”, cadeira vai ao chão, a tipa cambaleia até ao balcão para discutir com o dono do bar, eu brindo com o meu primo (com uma frize limão) à ocasião, coisa e tal, um dos empregados pede-nos desculpa a tipa tropeça nas palavras enquanto discute, eu digo qualquer coisa do género, “mas já foi para aí alguma seta, é que se foi avise” e tal, (isto já são “e tal” a mais), e uma frase que me ficou da tipa foi, “bairros de segunda”.
Ora bem, agora respondo eu por estes bytes inocentes, “bairros de segunda”?! Primeiro, ainda bem porque se fossem de primeira não entravas sua vaca alcoólica, segundo, se fosses uma pessoa minimamente decente já terias aprendido que quem tem razão fala sempre baixo, não preciso de gritar para arranjar apoiantes, terceiro, devias falar menos porque a cadeira caiu ao chão não por causa do teu pé mas sim por causa do teu bafo!
Escusado será dizer que a noite morreu por ali o que me chateou bastante mas “podia ser pior” (frase que o Miguel Esteves Cardoso critica ferozmente, tanto que até emagrece quando o faz).
Isto passou e um novo dia nasceu (muitas horas depois pois era uma e meia da manhã).
Assim de repente vou só fazer referência a uma núncio do tsubasa (a.k.a. Campeões) o que me fez lembrar aqueles contra-ataques que duravam três episódios só para passar a linha do meio campo (tipo os médios do Benfica).
Isso é que era futebol, aquelas bolas curvas (à semelhança dos pés da maior parte dos jogadores portugueses) e aqueles grandes golos com pontapés de bicicleta a uma altura de três andares (o que em nada se assemelha aos jogadores portugueses).
Bem, já chega de memória e de tentar fazer sentido com o que escrevo, um abraço para todos que não cheiram mal e vemo-nos se assim se suceder.
Hasta meu bom povo, paz…

My sound:
Kasabian – reason is treason

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Caniches a.k.a. Ratos com pêlo a mais

Acabo de estalar os dedos, acabo de preparar estes para debitar uns bits neste bocado de ciberlixo a velocidades mais incríveis que o mítico herói “flash”.
Ora bom, mais uma vez cá estamos nesta reunião solene de eu, o meu alter-ego, aquela vozinha simpática no fundo da minha cabeça e os restantes demónios que coabitam neste pequeno corpo.
Tema para a dissertação do dia, tum trum tuuum tum tum (é suposto representar o rufar dos tambores ou eu a massacrar a mesa do pc).
Caniches, sim, esses ratos com pêlo a mais serão os passageiros involuntários desta viagem pelo mundo secreto dos cães mais estúpidos e desprezíveis do planeta (rivalizam com o “Chihuahua” pelo primeiro lugar).
O que dizer sobre estes animais, bem, podemos começar pelo facto de serem das raças mais porcas do mundo (e isto é pura verdade, mais pura que o pó num qualquer barraco na Colômbia).
Além disso quem é que disse a um caniche que ele sabia ladrar, aquilo nem um ganido é, aliás, conheço gatos na minha rua que ladram mais alto que os caniches (sim, porque na minha rua os gatos ladram, as ovelhas caquerejam e os cavalos estão sempre calados para não revelarem o sotaque “à guna”).
Devo de dizer que mais ridículo que um caniche é um caniche só com metade do pêlo, qual é a ideia de rapar o cagueiro aos animais?!
Tipo, isso é um bocado depravado não, já sei que assim a merda não fica agarrada ao pêlo mas ver o cu de um caniche todos os dias requer, uma muito maior, resistência aos “reflexos de vómito”.
Mas não é só os caniches em si que me irritam, o próprio nome faz-me dores de cabeça (e lembro que já o escrevi mais coisa menos letra umas vinte e muitas vezes só neste Post).
Penso que um nome mais masculino, mais canídeo como jóssineide ou laurácia seria mais apropriado e de longe, menos embaraçador.
Mas vamos dirigir a nossa atenção para as “donas” que usam um caniche (sim, porque um caniche é um acessório e como tal usa-se!).
Refiro-me a essas mulheres, em que 99.7% usam cabelo armado, um casaco de caxemira, malas Louis Vuitton e uma raposa meio inconsciente de snifar tanto perfume!
Essas consumidoras compulsivas de anti-depressivos e cartões de crédito alheios, forçosamente cedidos pelos azarados dos maridos.
Estas senhoras que vão a um café e pedem um compal light porque estão “a manter a linha” (linha esta que é bastante curva obviamente) e de seguida enfardam três queques, dois pasteis de nata e apenas um croissant que é “para não fugir muito à dieta” (dieta esta baseado no best-seller “Como sobreviver ao Inverno, uma questão de Ursos!”.
Estas mulheres que compram latas industriais de laca todas as semanas e adoram ver filmes em francês, não por culpa do enredo mas sim porque aquela estranha forma de falar “é engraçada”.
Adoram rechear os seus diálogos sobre a capa da “Caras” ou “VIP” com estrangeirismos, do género “Usar peles é kitch a não ser que seja dos bois do António do tasco, ali ao lado da tina das alheiras, Okayyyyyyyy!”.
Estas mulhores que levam os caniches ao colo para todo o lado e não se apercebem que estes não devem entrar num café mas mesmo assim não os largam, vacas, os “ratos” bem que lhes podiam cagar em cima.
Mas voltando aos caniches como a cirrose ao alcoólico crónico, quem é que acha piada a um cão que não sabe correr, é apetrechado com lacinhos e tem a mania que é gente fina (caminha sempre com a cabeça e a cauda muito erguida), quando na realidade todos os outros canídeos lhe cagam em cima.
Para mim um caniche bonito é um caniche no estrangeiro, penso que eles só ficam bem naquele pequeno espaço que separa o rolo daquelas máquinas que alisam as estradas e a própria estrada!
Estou aqui a pensar nas utilidades de um caniche e uma que vejo é utilizá-lo como desperdício. Seja no mecânico, seja a limpar os vidros de casa um caniche vem sempre à mão (trocadilho de alta qualidade!!!).
Mas assim de repente já estou farto de falar destes ratos irritantes que trazem piores coisas que a peste (sindroma José Castelo Branco com um aroma de Cláudio Ramos).
Só como curiosidade este Post demorou uma montanha (bem, para ser mais correcto é um pequeno montezito, uma ligeira encosta, um alto digamos!) a ser escrito porque comecei de tarde, deixei a meio e só o terminarei daqui a alguns minutos.
Outra curiosidade, se “goglarem” “Odeio caniches” obterão 91 resultados, e se estiveram numa vibe estrangeirex escrevam “I hate poodles” e obterão 1200000 resultados com um site que lhes declara guerra a encabeçar a lista!
E ainda mais, a Paris Hilton tem um o que é o mesmo que dizer que os caniches são seres materialistas, enfeitados para agradar as massas, completamente ocos e com uma personalidade igual há de uma porta (é sempre “à abriri”).
Conclusivo não?!
Bem por agora é tudo, mais haverá se assim se suceder.
Hasta meu bom povo, não se esqueçam de apagar o fogo da última churrascada no meio do pinhal e de ter sempre duas a três grades de cerveja na arca (não, não é a de Noé).

My sound:
Eve 6 – think twice

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

sábado, 5 de agosto de 2006

intermission #2

Tanto tempo longe para no fim estar assim tão perto.
Tanto evitar pensar no que me invadiu por completo.
Tanto tentei evitar que acabei por voltar ao passado.
Onde reside a solução para o problema evitado.
São as palavras mudas nos olhares perdidos.
São os outros por vezes esquecidos.
São os gestos que gelam o tempo.
São os cheiros que agarram o momento.
Nunca foi muito mas foi suficiente.
Para te prender na minha mente.
Escondidos no meio da cobardia.
Salvando o orgulho mais um dia.
Só quando o tempo nos apanhar
Só quando a música parar.
É que o Fim dirá presente.
E o vazio…
Vagueará pela minha mente.

My sound:
Simple Plan – when i’m with you

Para mim…

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Rei dos recURSOS...

A ausência foi longa mas tal como um novo dia é certo um novo Post também o é (esta afirmação acaba de entrar directamente na categoria “Isso é discutível!”).
Desde a última vez que por cá passei já realizei uma centena de exames…
Razão?! Bem, foi achar que estudar para os exames era coisa de académico e como eu nem a parte da bebedeira tenho decidi não o fazer.
Resultado?! Acabei por, à semelhança do ano passado, fazer recursos atrás de recursos e suficiente para no último que fiz, mal me sentei, uma professora que nunca me deu aulas tenha exclamado algo nas linhas de “olha este outra vez, estás sempre por aqui!”.
Bem, isso agora é passado e pelos vistos a minha estrela (ou será uma constelação) da sorte voltou a iluminar o meu caminho, mais uma vez ganhei um crédito para continuara jogar.
Pelos recursos que fiz e tal apelidei-me de “O Rei dos recURSOS”
Eu tinha pensado em escrever sobre algo que realmente interessa-se mas não me vem nada à mente (alguns dizem que isso acontece por não ter uma mas eu acredito que é pela falta de sistemas GPS).
Como tal este tema fica por aqui, só para terminar queria que o leitor, se não estiver muito ocupado, deslocar a sua vista para o canto superior direito onde vai encontrar um URSO (é mais parecido com um panda mas o tema do Post são os ursos e como tal passa a ser um urso). Essa lista bastante catita é aquilo que eu ando a ouvir mais ultimamente (além de bêbados descerebrados e pessoas desinteressantes). Qual é o interesse de o saber, bem, para não exagerar muito vou dizer que o interesse é mais coisa menos música, nenhum!

Hasta meu bom povo, fiquem em paz e aproveitem o Sol, é porreiro para arranjar uns escaldões e sacar umas Bifas…

My sound:
Fort Minor – where’d you go

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró INCONTINENTE do cão!

quinta-feira, 1 de junho de 2006

My SBSR 2006

Primeiro de Junho, dia da criança. Não podia escolher melhor data para este Post, ou será que podia?
Bem, isso é irrelevante tal como saber se o Benfas tem seis milhões de simpatizantes ou seis dúzias de AA registados como sócios.
O Post de hoje será dedicado à edição de 2006 do SBSR, para muitos é apenas uma sigla desconhecida, para mim é do melhor que acontece durante todo o ano.
Este ano o Norte voltou a ser representado por um trio, dois terços igual ao do ano interior mas infelizmente um camarada de armas (entenda-se súrvias e mosh) não pode comparecer.
Bem, a vida não acaba e o festival é para gozar em pleno, como tal “bota abaixo mais uma” e siga a rusga.
Primeiro dia da minha digressão pela capital, mau, muito mau…
Tinha planeado ir um dia antes do festival começar para palmilhar e conhecer um bocado de Lisboa mas acabei só por fazer a parte do palmilhar, no fim do dia estava cansado, com um humor “estranho”, e a dar graças não ter sido roubado por dois ou três sócios…
Primeiro dia passou e a quinta veio, maravilha, dia de Korn e Soulfly com mais alguns a acompanhar, nada que realmente interesse.
Neste dia dei inicio à minha festa particular, ou melhor, fui arrastado para a minha pequena festa, com os meus camaradas agarrados às grades, um a tirar fotos outro a esperar pelos Korn, eu aproveitei para ver como estava a mosh, bem, estava boa…
Quando dou por mim já estou a atirar meia dúzia de gajos lá para cima esperando como é óbvio o mesmo favor em troca, e assim foi, Soulfly pra mim é igual a duas “crowd surfing” e claro, música à mistura.
Sobrevivi o suficiente para chegar à mosh dos Korn e aprender que um tipo que não chega a 1,70m no meio de tipos com 1,85m ou 2,70m ou três andares de altura é coisa para se temer ser esmagado.
Nada de grave, lá me safei e enquanto o Jonathan Davis gritava “Somebody Someone” eu já estava a respirar um ar mais puro, aquele por cima das cabeças alheias, yep, mais puro!
O primeiro dia do Festival passou e a hora do xixi/saco-cama chegou, fui dormir ainda a rir-me do segundo ou terceiro gajo que do dia que tinha feito “crowd surfing” e arrebentou o joelho ao cair, azar, os seguranças estavam uma beca pró distraídos e não deu para os segurar, isso e do segurança que me agarrou de cabeça para baixo, ó meus amigos, era só saúde!!
Segundo dia de festival, terceiro na capital… acordar, tomar banho, caminhar até ao cafezinho que já é o “nosso café”
Pequeno-almoço de campeão tomado, jornais mitrados, fotos tiradas a tudo e a nada e estamos prontos para ir ao Vasco da Gama.
Terceiro dia de Macdonalds, terceiro dia de Lombriga no intestino, terceiro dia a comer “slow food”, e “slow” porque, porque demorava cerca de três horas a fazer efeito o que me levou pela primeira vez a usar as “Toy Toy”…
Ponto a favor, era sempre dos primeiros a entrar no SBSR e como tal havia sempre uma “Toy Toy” ainda por estrear para mim, rica vida..
Bem, o que dizer do Segundo dia, os concertos estiveram a grande nível, Primitive Reason iniciou as hostes em grande, a puxar pelo público e a preparar o caminho aos Deftones que a meu ver partiram a casa toda.
E sim, mais um vez fui parar à mosh onde logo a abrir uma imagem gravou-se neste pedaço cinzento e enferrujado a que chamo cérebro, uma tipa mais baixa que eu a dizer, já meio em transe, “Leva-me ao chino, leva-me ao chino” e assim foi, peguei nela e fiz-lhe a vontade, e lá foi ela, navegando por entre um mar de cabeças disformes e rostos desconhecidos…
Posso dizer que a mosh dos Deftones foi possivelmente a mosh mais violenta onde já estive e acabou por me marcar mais do que estaria à espera, como, já lá vamos…
Bem, os Deftones cantaram os antigos singles, exceptuando a “pink maggit” que por razões que me são alheias ficou de fora da set list, pena mas mesmo assim, um grande grande concerto, escusado será dizer que quando o Chino foi para a beira do público cantar, com a bandeira portuguesa na mão o público “explodiu” e nunca aquele festival viu tanta gente a tentar trepar para as grades (quer dizer, talvez o ano passado quando o grande Iggy Pop chamou o público para o palco tenha havido mais maganos na escalada mas não sei).
Nessa altura já estava fora da mosh, a descansar e repor líquidos numa das laterais do palco, e quem passa por mim logo a seguir, um eufórico Búfalo que até saltou quando me viu, tinha acabado de largar o Chino no meio da multidão e claro, alegria não faltava (sim, somos uma juventude com objectivos básicos mas pelo menos estamos a tentar vivê-la).
Bem, os Placebo vieram depois acalmar os ânimos e dar uma oportunidade às pitas para ouvirem alguma coisa que conhecessem e os Tool fecharam com grande aparato o Act 1 (também conhecido como aquele a que realmente vale a pena ir) do SBSR 2006.
O relógio marcava duas da manhã e lá fomos atravessar a linha do comboio para chegar ao grande estádio do Sacavenense com balneários de “primeira” (…posição na lista de demolições) e um relvado que se estava mais ou menos ficou com muito “menos” no final.
Bem, pequeno-almoço no sítio do costume, arrumar tralhas e Oriente aí vamos nós…
Foi nessa mítica gare, onde até a Vodafone já fez anúncios sobre música que o Extraterrestre do meu grupo montou barraca e começou a tocar as mais pedidas dos Placebo, eu colaborei pedindo dinheiro de uma forma discreta, resultado, duas ou três palmas e um segurança a pedir-nos para tirar o lixo do chão (entenda-se “saco para albergar dinheiro anónimo), bem, só para matar a curiosidade, ganhamos a quantia extraordinária de 0 aeiros, talvez pró ano, talvez…
Bem, chegou a hora de pegar nas tralhas e ir para o Quimboio, e assim foi com a mochila às costas, mais três cortes nestas (presente de despedida da mosh dos Deftones) fomos andando para o comboio.
A viagem de regresso foi no mínimo engraçado, cartas, demasiada conversa de tasco e até um mulherzinha que ao sair-mos na estação das Devesas disse e cito “nem sequer são gente” por ter ouvido um camarada a dizer merda duas vezes seguidas, para essa linda senhora de cabelo armado que já não deve saber o que é ter os canos limpos à demasiado tempo só tenho duas ou três palavras de apreço “da próxima vez que atravessares a rua olha mais que duas vezes pois posso estar ao volante do último carro que alguma vez verás!”, conclusivo não…
Bem, e tal como as crianças deixei para o fim o que para mim foi o momento mais engraçado da mosh dos Deftones, da segunda vez que saltei lá para cima (e desta praticamente voei!) aterrei, com alguma violência, o joelho na cabeça de alguém (deja vu), bem, logo de seguida sinto uma mão a tentar “acariciar-me à bruta” os “tomates” mas felizmente fui a tempo de os agarrar e fazer um pose à Super-Homem enquanto tentava chegar ás grades, essa mesma pessoa, vendo que tinha falhado o primeiro objectivo tentou arrancar-me as sapatilhas sem cordões (outro Deja vu) o que por sorte da minha parte e falta de inteligência da outra também não conseguiu.. vou só dizer que acabei a fazer o pino nas grades para levantar a sapatilha, o pé, a perna e quase meio mundo com o segurança a agarrar-me de uma maneira pouco convencional mas prontos, não caí!
Meus amigos, tal como tudo o fim também acaba por vir e este Post já vai longo.
Hasta meu bom povo, haja muita Super Bock para todos menos para aqueles que vão ao Rock In Rio, vocês fazem-me RIR!

My sound:
Gnarls Barkley – just a thought

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…