sábado, 4 de agosto de 2007

águas regionais

Ora boas, mais um dia solarento mais uma tentativa de algo incerto.
Antes de dar início ao tema do dia vou apenas salientar a pequena alteração no Blog, que poderá ser encontrada do lado direito da página, sim, esse leitor raro, fruto de um trabalho de génio e com capacidades inimagináveis, salientando apenas duas ele pode tocar música e também consegue reproduzir som (fantástico).
Bem, passando à frente esta pequena novidade irei iniciar a dissecação de mais um tema, hoje a honra (inserir o prefixo “des”), vai para as famosas, mais do que charmosas águas com sabores (e derivados!).
Bem, para começar, água com limão (o factos gás não será discutido) até percebo, iniciou a moda e como quase todas as ideias novas costumam ser (nem que seja pela novidade), até que acabou por ser uma mistura agradável, mas depois surgiu um caso grave de diarreia mental nos “enólogos aquáticos” e tiveram a infeliz ideia de fazer uma água com sabor a todas as frutas que se lembrassem.
Veio a água com sabor a maçã, laranja, pêssego, ananás, groselha, lima (e esta ainda consegue ser pior que a de figo) e outras tantas.
Na minha opinião a loucura já está a exceder os limites do razoável mas já que estamos todos juntos neste barco prestes a afundar num “mar frutado” porque não expandir o mercado das águas e criar o que o povo já pede aos anos… águas regionais!
A ideia ainda está em criação mas será mais ou menos assim, para o mui nobre povo da Invicta será distribuída a “Vital tripalhada”, com uma dose de gás extra especialmente criada para casos de prisão de ventre.
Para o bom povo de Matosinhos, ali junto à lota onde se encontram as mulheres com os maiores pulmões de Portugal seria vendida a “Snize sardinha fresca”, ideal para ajudar na gritaria comercial que é um dia laboral.
Ali para os lados de Bragança seria distribuída a “Pedregulhos alheira”, com uma coloração agradável feita a partir de setenta tons de castanho e amarelo.
Para os lados da Bairrada a inevitável “Lusu porquito”, óptima para acompanhar pratos de pão e moletes.
Na linha de Cascais serão distribuídas, resmas e resmas de “Don perigrinon crustas nº5”, basicamente será uma colecção das melhores águas de torneira, com um leve aroma a ferrugem, santola, caranguejo e camarão tigre (ou gatinho se uma redução de custos estiver na ordem do dia), óptima para aqueles jantares de gala ou churrascadas “à gola”.
As “Cavaleiros de sável” será distribuída em grande escala mas pequena velocidade na planície alentejana, para ajudar a passar aquelas tardes de muito trabalho debaixo de uma árvore qualquer.
As pessoas da Guarda não serão esquecidas, pois, especialmente para elas será criada a “Vidaco perfume de cabra”, uma junção genial de leite caprino com “água estrelar”, tudo misturado numa casaca feita a partir de pêlo canino proveniente daquela zona estranha perto da grande lagoa.
O Algarve e Lisboa receberão, daqui a década e meia a maravilhosa “Camelu ranhoso”, proveniente de viveiros de caracóis da mais elevada reputação, que é como quem diz, dos mais ranhosos!
Bem, por agora e deliberadamente esquecendo o Portugal insular em grande parte por causa do João Jardim, pois ele é a prova como lá de certeza que existem umas águas maradas, sim, porque ninguém faria aquelas figuras de propósito (isto é, à excepção do João Baião e do Jorge Mendes, mas o primeiro recebe umas centenas de euros para tal e o segundo umas centenas de gomas, justificável penso eu!).
Por agora é tudo, até porque desde que comecei a teclar não consegui escrever nada de jeito, deve ser do calor, ou não!
Hasta meu bom povo, e não se esqueçam do creme solar, senão como é que engatam as “babes”…

Assim para finalizar, este Post irá iniciar a moda de “linkar” a uma webcomic da minha preferência, por duas razões, uma é porque eu quero e a outra é porque eu assim o desejo.
Como tal…

Webcomic do dia:
MegaTokyo, foi o que iniciou o vício e é um dos que apresenta melhor arte, apenas aconselhável a ler se estiverem dispostos a ir ao arquivo e começar do início, o longínquo início.

O meu som:
Rádio Macau – porque não me vês

Prá mãe, pró pai e para o irmão…

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Hoje sou... camionista

De volta a carga que nem o coelho da duracell depois de ter saltado para cima de uma coelhinha “playboyana”, volto em força para resgatar mais um daqueles (prestes a ser) míticos “Hoje sou…”.
Sim, vou arriscar a encarnação de mais um figura peculiar da nossa sociedade, esse elemento essencial para o desenvolvimento científico da piada fácil, graçola conveniente ou piropo convenientemente inconveniente.
Não, não vou encarnar esse indivíduo de intelecto desconhecido ao contrário do seu rego do cu, não vou falar dos nossos bravos do selvagem e cervejante mundo da construção civil, não, hoje o alvo são os herois do pedal, os camones do rádio-transmissor, os loucos da buzina… Hoje sou Camionista!

Acordei cedo no beliche da cabine, mesmo ao lado da minha menina, ela, como sempre, acorda perfeita com os seus cabelos da abençoados pela cor do sol e um sorriso que faz derreter um iceberg, infelizmente sinto que está na hora do adeus, até porque hoje é um novo mês e tenho de mudar de folha no calendário, bem, adeus miss Julho, Buenos dias miss Agosto!
Antes de saltar para o trono e fazer-me à estrada, aproveito para ir tomar um cafezinho (ou uma cerveja se por acaso houver tremoços) num tasco mesmo aqui ao lado, na famosa terra de cascos de rolha, depois do cruzamento ao fundo do nada.
Dou um jeito à barriga para descer pelas minúsculas escadas da cabine, cada vez mais sinto que estas escadas não foram feitas para mim, principalmente na hora de as subir.
Bato com toda a força a porta do camião TIR surpreendido, mais uma vez, pelos vidros não estarem estilhaçados, “aqueles gajos da areia quente devem saber o que fazem!”.
Atravesso a rua, evitando atropelar os veículos que se deslocam na minha direcção esforçando-se por não se desviarem a tempo, chego ao outro lado salvo mas não são pois sinto que tanto esforço provocou-me uma fraqueza.
Para restaurar as minhas reservas de glicose (e principalmente gordura) mando vir duas torradas, não fosse a primeira estar estragada e uma “meia de leite mas em vez de leite use cerveja e substitua o café por uns amendoins ou derivados”.
Após um rápido pequeno-almoço que apenas incluiu mais uma cerveja, uma leitura rápida d’A Bola, um olhar de relance pela secção “relax” do JN e um breve debate com uns ilustres desconhecidos sobre a importância do novo extremo do Benfica para a economia Global fiz-me à estrada que nem um carteirista aos utentes do metro de Lisboa, rápido e a evitar a policia!
Já estou a rolar há algumas horas e como tal decido parar para jantar.
Sim, jantar porque para cumprir prazos não parei para almoçar, tendo apenas comido duas sandes de presunto enquanto emborcava três minis SB, realizando simultaneamente a incrível proeza de conduzir com os joelhos e meter mudanças com o cotovelo.
É com orgulho que digo, “sou um Berdadeiro artista do mundo Circulense!”.
Para num restaurante de luxo, que é como quem diz, os talheres não são servidos directamente do bolso de trás dos empregados.
Peço uma punheta de bacalhau, mas como não havia aproveito e “boto abaixo” um Buxo com molho verde, bem regado com verde branco de pressão, “qualidade acima de tudo, menos do preço!”.
Após um café com cheirinho e dois “bagaços do patrão” arranco para mais duas ou três horas de camionagem profissional.
Infelizmente as ilustres serventes da estrada não pegaram ao serviço por estes lados como tal não haverá “pit stop” (podia agora inserir uma piada óbvia mas já saí da escola primária, fui expulso para ser mais correcto) para ninguém, obrigando-me a uma pequena luta de “cinco contra um” e a desperdiçar o meu último rolo de papel higiénico, a vida é chata!
Pouco antes de adormecer aproveito para fazer um pouco de exercício físico, nomeadamente, 50m barreiras até ao caixote do lixo e 50m bruços de volta, pois já só consigo arrastar-me.
O dia foi bom mas por hoje “tá feito” como tal vou ressonar para o meu beliche que cada vez parece mais pequeno dos lados, amanhã vou aproveitar para telefonar À dona para ela não se esquecer de marcar a depilação às costas, já que eu não quero chegar a casa e deparar-me com um urso.
Bem, hora de fechar a pestana e tentar ver aquela ruiva que passou por mim de descapotável ali para os lados daquela terra depois do monte.

Por agora é tudo, um grande abraço para todos que forem largos de tronco ou inchados de pulmões (um sorriso malandro acabou de se desenhar na minha cara).
Hasta meu bom povo, “para todos umas grandes férias, para os restantes, trabalhar é lixado mas necessário!”.

O meu som:
The Go! Team – bottle rocket

Prá mãe, pró pai e pró irmão…

sábado, 7 de julho de 2007

SBSR 2007

“Estou de volta!”
Parece-me ser a melhor forma de iniciar este Post após mais um SBSR (o quarto seguido e o mais longo de sempre devido ao hiato que houve entre os dois actos).
Pois é, mais uma vez, aqui o je viajou até “Marrocos” para empreender mais uma aventura musical com os extras habituais incluídos.
Primeiras impressões, definitivamente o melhor festival até agora, com muitas histórias, sentimentos e memórias para mais tarde resgatar.
A semana decorreu mais ou menos assim, começando na Quinta, 28 de Junho…
Acordo meia hora antes do despertador tocar depois de ter conseguido a muito custo dormir uma hora e meia, se tanto. Acabo de preparar as coisas e juntamente com mais quatro fazemo-nos ao caminho num super fiesta com extras de qualidade (a.k.a. Nós).
A viagem até à capital correu normalmente exceptuando a meia hora de trânsito imprevisto por causa das obras (já devíamos estar preparados, afinal isto é Portugal).
Chegados à capital, eu e o gajo que sempre esteve comigo nos festivais fomos montar as tralhas para depois, irmos até ao “sítio do costume” comer qualquer coisa.
Passado pouco tempo já estávamos no recinto a curtir a música, fazer um pouco de moche com “crowd surfing” e durante o concerto dos senhores metallica ser arrastado por uns vinte ou trinta animais em debanda tocando apenas com a ponta dos pés no solo, fiquei com a impressão que durante aquele minuto e meio se consegui inalar ar duas vezes já foram muitas.
Concerto acabado, é o regresso è tenda e a dormida naturalmente fechou a noite.
Na sexta acordei porreiro da vida, com três gajos à minha espera ligeiramente irritados devido à “não dormida” nos bancos do carro.
Pequeno-almoço e ala caminho para a exposição “Bodies” que embora tenha sido cara, valeu a pena, principalmente a cena dos embriões que aconselho vivamente a verem.
Depois foi a despedida sem antes ter havido uma peripécia no Metro com o nosso piloto de serviço e um indivíduo de raça negra que “explodiu” após o já referido piloto ter gritado “hurrahhh” em memória do concerto da noite anterior, impagável. ou melhor, “toma lá que já almoçaste!”.
De volta à tenda, mais precisamente às bancadas do Sacavenense, o músico da dupla iniciou uns acordes enquanto eu me divertia a tentar chamuscar um chouriço com álcool e basicamente a não fazer puto.
Nessa mesma noite, duas raparigas tiveram uma tentativa frustrada de nos conhecer devido à nossa, recentemente descoberta, má audição!
Na tarde seguinte, uma das raparigas acabou mesmo por nos conhecer e eu acabei mesmo a gregar fortemente nas bancadas, culpo não o vodka mas sim o joy de manga!
Essa noite para mim ficou ligeiramente esborratada pois recordá-la não é muito fácil mas acordei com as costas arranhadas o que até teve uma certa piada, infelizmente não foram feitos por nenhuma psico-ninfomaniaca, mas ainda há esperança, ou não, ou não…
A partir da segunda, o grupo aumentou com a chegada de mais uma rapariga de Santarém ou “lá perto”, os “Brits” e ainda pessoal de Aveiro.
A terça iniciou a maratona de concertos com muita loucura saudável à mistura, ganhei as minhas primeiras camisolas de sempre num festival, acabando este a dar camisolas a desconhecidos.
Nesses três dias de concertos «seguidos houve tempo para muita coisa, incluindo pisar o braço nuns trampolins, curtir grande música, proteger miúdas que me davam pelos queixos e separar gajos que nunca tinha visto para evitar haver porrada no concerto dos grandes Interpol.
Assim, recordando alguns episódios, a cena de ter ganho uma camisola numa competição de ritmo, que embora claramente a minha equipa fosse a pior (óbvio, eu estava lá), compensamos com o entusiasmo e loucura, com o povo a retribuir foi bastante porreira até porque incluiu uma imprevista mini massagem.
Eu a ganhar camisolas em catadupa também foi porreiro, até ensinei gajos a ganhar.
A despedida de Marrocos acabou por ser em grande com parte do grande grupo a tomar banho na “cascata” do parque das nações.
Não há palavras para descrever esta semana que passou a não ser estas…
“Panic at the festival”, cortesia de uma grande maluca!
Por agora ficamos por aqui.
A todos, espero que a diversão que tiveram no festival seja apenas uma amostra no plano geral da vida.

O meu som:
Máximo Park – apply some pressure

Para mim e para todos os festivaleiros…

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Preload SBSR 2007

Já falta pouco, tão pouco que quase lhe consigo sentir o cheiro… ups! Não sou mesmo eu, tenho de ir tomar banho.
Mas passando este pormenor à frente, a verdade é que o SBSR 2007 está ai à porta, ou melhor ai em Marrocos (como diria um gajo que eu conheço) e pela quarta vez consecutiva (parece um anuncio de cerveja) eu vou descer meio país para ver gente desconhecida como Metallica, Arcade Fire, Bloc Party e uns que prometem pouco Tv on the radio.
Bem, parto amanhã com mais uns camones mas por lá só vamos ficar dois, os do costume, (parece que já estou a ouvir a música “vamos fazer amigos com os animais”). Depois conto como foi, este Post é mais só para não deixar o Blog “paradito” durante tanto tempo e para espicaçar alguém que não possa ir.
Um abraço para o mundo desde que este não o devolva senão ainda sufoco!
Hasta

O meu som:
Tv On The Radio - i was a lover

Prá mãe, pró pai e pró irmão…

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Queima 2007 uma pequena revisão

Ai está, tal como prometido um novo post a cheirar a fresquinho, até porque tomei banho à quinze minutos, com o objectivo de resumir a minha queima e a queima em si.
Nada de novo neste Blog portanto, como tal e sem mais demoras ou talvez com mais uma ou duas, já está, inicio o relato…
E assim de repente, só as noites da queima é que são contempladas até porque de dia as festas académicas perdem o seu sabor…
Por onde começar, a pergunta paira no ar tal como o cheiro irritante a flores que alguém colocou perto de mim, bem, penso que pelo início é uma boa escolha.
Terça-feira, dia de cortejo mas não para o je, não quis ir e acabei por ter um dia tão chato, mas tão chato que até corridas de caracóis já pareciam interessantes, bem, avante.
A noite começou comigo a seguir o “super mega hiper Ferrari” do estrumph até ao café / snack-bar / espelunca que nos deixou entrar para a jantaroca.
Nada de especial se não fosse o caso de aquela besta ter tentado entrar numa rua em contra-mão com dois moinas a topar o esquema…
E eu?!
Eu ia mesmo atrás a fazer o mesmo, confesso que nem tinha reparado, mas o importante é que nos safamos.
Jantar normalíssimo com muita rega de receita para gargantas sedentas, três piadas secas de qualidade e alguns comentários de nível como “ela é peluda?!”, e não, não fui eu que os fiz.
Entrada no queimódromo por volta da meia-noite ou uma ou perto disso com muita boa disposição, induzida pela receita do doutor “três ou sete copos devem bastar”.
Como todos devem saber a terça é a noite do pimba e como tal a queima está a abarrotar, do pior mesmo, mais gente significa mais bebedeiras, vómitos e confusão, quem está habituado à televisão portuguesa nem nota.
Bem, a noite foi tranquila, sempre a saltar entre dois pontos, a exagerar num deles e a ser uma boa pessoa no outro, sim, afinal é possível!
Penso que nunca na minha vida ouvi tantas vezes alguém dizer que eu era um gajo fixe, talvez à dois anos no mesmo local mas não tenho a certeza, o que foi engraçado mas escusado será dizer que tais palavras vinham carregadas de álcool e como tal são no mínimo dúbias.
Bem a noite até que podia ter acabado com uma rica dormida mas na realidade foi apenas interrompida com um dormitar de, no máximo dos máximos, uma hora no banco da frente do meu super carro pois a minha presença (ou do meu cadáver, pois penso que descreve melhor a minha presença na altura), era esperada para dar uma mãozinha nos pré-requesitos, eu sei, sou um tipo que está sempre lá para os outros ou não!
Bem, dia de quarta sempre a bombar, pois com a falta de dormida eu fico meio eléctrico e ainda mais esquisito, resumindo, pré-requesitos > almoço > FAP para comprar nove bilhetes > viagem de regresso à faculdade com dois bilhetes na mão > biblioteca para parecer que de facto sou estudante > treino > viagem até casa para jantar e tomar banho > bilharada com um primo (penso que perdi) > de volta à queima!!!
Quarta-feira, dia de The Gift e Rui “espero que estejas com a tua miúda senão isto vai ser uma seca” Veloso, podia ter sido uma noite má mas na realidade até foi muito porreira.
Começou com a magnifica companhia do ladrão e sua dama a irmos a caminho do concerto do Rui, fugi passado pouco tempo e logo de seguida já estava a acompanhar um tipo ao INEM ou o que aqueles barracos são, o tipo estava bem apenas tinha um ligeiro caso de “Porra bebi muito e agora só quero morrer!”.
Bem, a noite continuou com um reencontro com o ladrão e respectiva “esposa” nos carrinhos de choque, dar umas voltinhas naqueles cangalhos até que foi porreiro mas o melhor foi o que veio a seguir, nem o gozo às “personagens” do automobilismo de pista nacional do ano passado se conseguem comparar com a deste ano, tínhamos para todos os gostos, desde o típico guna “sem sabor e já vi tudo o que estás prestes a fazer” ao artista do volante, mas para minha surpresa apareceu algo inédito este ano, o aprendiz de condução (sem instrutor infelizmente) em plena aula para tentar tirara acarta, não percebem? eu explico.
No meio da pista, ou será mais por todo o lado?!
Seguindo… Na pista estava um bacano a conduzir na sua paz, evitando todos os obstáculos (carros essencialmente) e fazendo uma condução exemplar, até aqui nada de novo, mas se por acaso tivermos em conta a quantidade de fichas que esta personagem gastou a fazer isto torna-se claro que ele tinha pago as 28 aulas de condução mais um suplemento de 5 por estar inseguro em relação ao exame, para finalizar a actuação deste cromo do volante, quase no fim da minha observação uma gaja, a quem fichas era apenas uma palavra que relembrava memórias distantes, saltou para o carro do aprendiz completamente frenética enquanto o gajo nem sequer se mexeu um centímetro, dando a parecer que nem sequer tinha noção que alguém estava sentado ao lado dele, algo que suscitou o seguinte comentário “deve ser a aluna da próxima aula!”. Impagável!
Bem, a noite ainda era uma jovem de meia idade e o ladrão teve de dar de fuga, fui ter com uns colegas e o que se passou quase a seguir vai ficar gravado na memória que nem uma confissão de amor de um jovem com uma faquinha numa árvore alheia.
Foi mais ou menos assim, enquanto eu e o resto do grupo andávamos à caça de prémios surgiu uma espécie de aposta entre mim e outro como eu não dava um pontapé naquelas cenas do chuta a bola, resultado… Acerto em cheio no ménaço das bolas, sprint de quarenta metros, pausa para retomar o folgo, pequena conversa com os meus recém descobertos amigos da policia e uma sorte daquelas bem grandes em não ter sido levado ao tipo a que muito provavelmente “queimei” a perna, pois se tal tivesse acontecido desconfio que eu passava a ser o boneco a acertar no já referido jogo!
Bem, a noite (ou madrugada) acabou comigo a ressonar num apartamento desconhecido onde ainda antes de entrar já estava a pedir desculpa a uma vizinha, e assim de repente um conselho, quando alguém vos disser que são “dez minutos a caminhar” eles querem é dizer “dez minutos a derreter a quinta no carro, ou seja, vais caminhar mais coisa menos coisa, Demasiado!!!”.
Agora tenho de saltar uns dias e aterrar à uma e meia de domingo, hora de entrada na queima, para trás ficou uma janta de despedida muito apreciada a um sócio que depressa estará de volta, bale!
Ora bem, o que dizer, muito simples, foi o único dia para o qual comprei bilhete de propósito para ver uma banda “OiOai” e acabei por apenas ver o fim dos Xutos rodeado pelos fervorosos alunos da “C+S vou partir os dentes a alguém”, bonito e daí, talvez não!
Ainda acabei por ver uma cena que até foi porreiro, um guna e a sua dama estacionam à minha frente na penúltima música do concerto mas ainda com tempo para… o tipo atirar um terço da cerveja para alguém algures à direita enquanto que, simultaneamente, a sua dama deixa cair os óculos os quais descobre com apenas um pequeno “porra, não sabia que as hastes conseguiam dobrar dessa maneira!!”, a cara do guna a seguir, embora violenta era mais cómica que uma maratona de Seinfeld.
Pouco depois despedia-me da queima e ia ressonar para casa, eram quatro da manhã e às sete (sete e dez, sete e quinze), já tinha de estar no trabalho.
Bem, já está, tal como prometido, espero que todos os que lá estiveram se tenham divertido, e que para o ano estejamos lá todos outra vez.

Hasta meu bom povo e viva a Super Bock.

O meu som:
Oioai - deves estar a chegar

Prá mãe, pró pai e pró irmão…

terça-feira, 1 de maio de 2007

Hoje sou... carpinteiro

Antes de mais, já sei que a ausência foi prolongada mas por vezes isso até é bom, e quando se trata de maltratar alguns bits inocentes, esta frase ganha ainda mais força.
Seja como for, estou de volta, e com veneno na língua e não só, pronto a debitar o que quer que o meu superego não consiga deter.
Hoje inicia-se uma nova rubrica cá na casa, ou melhor, no Blog, basicamente é o que o título diz, hoje sou… e assim serei.
Pois bem…
Hoje sou Carpinteiro, acordei cedo ao lado da “dona” que ocupava três quartos da nossa cama “king size” e sequestrava todos os lençóis, nada de novo, levantei-me e fui até a casa de banho com as minhas calças desportreino e camisa branca de alças com uma gola a que o adjectivo “larga” já não se coaduna muito bem.
A imagem reflectida no espelho não é nova mas cada vez mais assusta, barba grande, sete dentes em falta e nem vale a pena comentar o cabelo.
Mais uma vez, nada a que os olhos já não tenham ganho hábito e como tal, “bocejo o hálito” com bagaço e sigo para o café.
São oito da manhã e engulo o primeiro café com cheirinho, tem de ser, o bagaço aqui anda caro, depois de meia dúzia de palavras trocadas com os trolhas do costume faço-me À vida, ou seja, siga para a serração.
Nove horas da manhã, ligo a minha máquina depois de ter passado vinte minutos a expulsar os restos de lasanha e cerveja do dia anterior.
Primeira função, fazer uma linda cadeira para uma senhora de formas bastante cobiçadas por hipopótamos, cujo rabo só ocupa três quintos de uma mesa de bilhar.
Primeira tarefa, arranjar madeira suficiente para suportar tais forças de tensão, conclusão?! Não há, solução?! Meter uns reforços de aço inox dentro das pernas da cadeira e sugerir um plano de dieta à rica senhora.
Hora da paparoca, demorei a manhã toda a fazer a cadeira, mais precisamente até às dez e meia tendo depois iniciado a leitura da bíblia sagrada, mais conhecida por “o jogo”.
No restaurante cá da zona a comida é sempre boa e quente, infelizmente eu vou ao tasco do lado porque a vida não está para exageros, como tal poupo no prato para investir no bagaço que isso sim, dá força a um “home de trabalho”.

São duas da tarde, a viagem de regresso à serração é chata mas desta vez tenho companhia, um jovem aprendiz a quem para convencerem a entrar na empresa lhe disseram, “em dois, três anos perdes um dedo!”, o moço aceitou, revela perspicácia, acho eu?!
A parte da tarde foi passada sem muito para fazer, corta aqui, prega acolá e “pointe masé a andar”.
Seis da tarde e a malta está reunida no café para discutir os prognósticos para o jogo de sábado, e ainda só é terça-feira, enquanto “boto abaixo” duas minis discuta a complexidade inerente e gasto energético no levantar do tremoço com um jovem simpático, dizem as pessoas que não são de lá, que apresenta uma grave falta de neurónios e dentes.
Mais tarde a conversa fica acesa quando alguém começa a discutir politica e futebol tudo misturado, a cavaqueira até foi concorrida mas ninguém conseguiu perceber nada, talvez o facto de estarem todos aos berros tenha ajudado para tal, talvez…
Chego a casa por volta das sete e meia com a dona a fazer a janta, sola de sapato com pedras amarelas, porra, já por aqui anda há tantos anos e ainda não sabe cozinhar, se o clube tivesse perdido levavas já duas na beiça.
Entram os putos a correr na cozinha aos berros uns com os outros, quem me mandou ter uma equipa de hóquei em patins, tento calar um ou dois mas sem efeito, como tal decido ir para o quarto ver alguma coisa.
O jornal da noite só dá boas noticias, impostos aumentam, gasolina aumenta, pensões vão ser cortadas, Simara vem a Portugal, “assim de repente até pensava que me iam dar más noticias” é o comentário que me cai da boca, fazendo algum barulho ao bater em ouvidos estranhos.
O jantar é o que se segue, frio e duro, nunca pensei que uma mousse de chocolate pudesse partir um dente mas pelos vistos isso é uma realidade.
A noite prossegue com um visionamento forçado de três novelas e acaba sem festa para ninguém já que a dona está “com dores de cabeça provocadas pelo teu toque”, deve ser uma doença rara, já que nunca tinha ouvido falar nela, não faz mal, tenho sempre o playboy canal.
E assim termina a primeira tentativa nesta nova rubrica, mais haverá se assim acontecer como tal não sustenham a respiração à espera do próximo, embora esse até nem deva demorar muito, penso eu?!

Fiquem em paz, ou pelo menos na calmaria a menos que desejam algo diferente, de qualquer maneira…

Hasta meu bom povo!

Mesmo antes de acabar este Post, mas assim só para fechar já que só agora é que vi, há um benfiquista qualquer que pelos vistos ficou chocado com a minha escrita, pelo menos o suficiente para deixar um bonito coment a embelezar o Post, fica desde já a saber que já o aceitei e está publicado, e que a tua opinião é tão importante para mim quanto a tua própria pessoa, que é o mesmo que dizer que se estivesses a arder eu não me dava ao trabalho de te mijar em cima para apagar o fogo, fica bem e reza para que a taça amizade não fuja que é só para não parecer muito mal!

O meu som:
Nuno Prata – porque sim

Para a minha mãe, para o meu pai e para o meu irmão…

sábado, 4 de novembro de 2006

Prudentes vs Cagarolas

Hoje o tema desenvolve-se na esfera do medo, não, escusam de roer unhas e tremer pernas pois não é nenhum mito urbano que se irá debater.
Hoje o tema gira, ou contorna? Ou será que circunda? à volta dos prudentes e os cagarolas.
O medo é basicamente, aquilo que podemos sentir ou não acerca do desconhecido ou do conhecido, elucidativo não?!
Para todos aqueles que não gostaram da minha definição só vos digo que existe catedráticos a dizer “Eu sei o que é o Desporto desde que não mo perguntem!”, Caso real..
Bem, este sentimento, conhecido noutras gírias como “o borra cuecas… de gola alta caso sejam do campo ou a Lili Caneças”, “pinga no Slipes” (mais um caso infeliz do nosso, ou nem tanto, vocabulário), “pernas de pastilha elástica” entre outros.
Tal como dizia, este sentimento origina dois tipos de pessoas, os prudentes e os cagarolas, cada um tem a sua forma própria de ver as coisas, os primeiros com precaução os outros com cagufo.
Basicamente os prudentes têm cu e como tal tem medo, os cagarolas por sua vez tem peida e por arrasto cagufo.
Quero deixar aqui um mix de provérbios nacionais que li há muito tempo num jornal erótico-humoristico português do qual infelizmente não me lembro do nome…
“Quem vai à Guerra tem medo, quem tem cu dá e leva”, um dos expoentes máximos da literatura moderna (ou pelo menos recente) portuguesa.
Os prudentes são aquele tipo de pessoa que olha para os dois lados da rua antes de a atravessar, os cagarolas por sua vez lavam a pichota com lixívia para desinfectar “a fundo” e com o uso de milhões de “glutões” antes de pegarem nela (para evitar ficarem com herpes vaginal, confuso não?!).
Os prudentes pensam no imprevisto e tentam antecipar o futuro, como tal, quando este chega enfrentam-no.
Os cagarolas por sua vez pelam-se só de ouvir uma porta ranger, e como tem medo de olhar por cima da cerca, nunca contam com nada que não seja familiar, o que leva a que viram o cu de medo quando este os assalta, tipo o nosso governo em relação à EU, monta que eu deixo já que também já enrabei uns dez milhões…
Não liguem a esta critica política até porque estou a cagar de alto (3º andar, 4º nos dias em que consigo subir mais um lanço de escadas) para o que eles andam, ou não, a fazer, como não votei, algo a repetir no futuro, não tenho direito a criticar ou apoiar.
Para ser mais realista nesta separação “do trigo e do joio” em relação aos prudentes e aos cagarolas vou dar um exemplo prático (ou nem tanto), os primeiros são aqueles que às três da manhã, completamente sozinhos num beco escuro ao avistarem um grupo de manfias no passeio discretamente atravessam para o outro lado da rua e seguem a sua vidinha.
Os Cagarolas por sua vez, colam os olhos no chão, encolhem os ombros, comprimem os glúteos para evitar que caia mais merda, dão um nó na ponte para não parecer que andaram à chuva e passam pelo meio do grupo…
O líder do grupo (facilmente identificável pois é o que tem a pala do boné mais perpendicular ao chão, tem mais brincos e cicatrizes e para equilibrar as contas, menos dentes!) pensa o óbvio, “já queste magano tá a pensari que vamos lhe fazer mali, o melhori é lhe dar uma “porradesca de mei-noite” (ou será três da manhã?) e aroubar uns tróquitos… só pa não desiludiri!”
Esta é a prova cientifica como os cagarolas são uma raça fraca que devia ser dizimada, estas ideias de merda devem-se ao facto de serem o que são, cagarolas!
Devo dizer que até curto os cagarolas (alguns apenas de espírito), já que são aqueles que um gajo ”amanda” uma boca (ou um livro ou o que estiver à mão…) e fogem entre este ou aquele peido de “impotência improvisal” (gostam da palavra? Acabei de inventar, nota-se não?).
Os prudentes sempre agarram os tomates, “se não os tiverem agarrem os do lado”, e bocejam uma resposta, por vezes boa, por vezes mediana, a maior parte das vezes ridícula que nos obriga a responder, “pronto admito, ganhas-te, 1 a 10000000 para ti”, agora pega na caneta e vai escrever mais uns “improvisos”.
Existe mais um tipo de atitude em relação ao medo, esse tipo de atitude cria os famosos rambos, deixei-os de lado porque estes morrem em média ao terceiro “armanço” e basicamente são demasiado "otários" para serem tratados como pessoas normais.
Bem, por agora é tudo e se por acaso, ou porque assim acontece, estão a interrogar-se qual dos três tipos de pessoa sou penso que é óbvio, nenhuma delas…
“Complexidade crescente” poderia justificar a minha personalidade, mas na realidade não o faz.
Hasta meu bom povo, paz para o mundo e só para os mais desatentos, o Blog está de cara lavada, ainda em estado de desenvolvimento claro!

Continuo procurando…

My sound:
Johnny Cash – hurt

Prá mãe, pró pai e pró irmão…