quarta-feira, 18 de maio de 2005

Desafios

Se eu pudesse ver o futuro optaria por ser cego, é a dúvida que nos faz arriscar, é ela o motor da vida, se ao nascer eu já soube-se como iria morrer então não faria sentido continuar a percorrer um caminho já trilhado com um fim previsto.
Porquê estar a falar disto, bem, hoje numa conversa casual entre colegas da fac falou-se em prioridades e tal e pagar pelos erros que se cometem (filosofia que tento seguir).
Na justificação que dei a mim próprio para continuar a caminhar por atalhos que não me levam a lado nenhum dei comigo a concluir que o que me faz continuar a errar é a esperança de no fim superar as minhas expectativas tal como a dos outros.
Tentando clarificar um bocado aquilo que acabei de escrever o que eu procuro são razões para falhar, cobardemente procuro razões para justificar os meus falhanços, esperando que num caso de pura sorte ou algo assim parecido consiga ultrapassar as barreiras impostas por mim e dizer a mim próprio mais uma vez, outra vez, "eu prometo que vou mudar".
Esta curta reflexão entra em cena devido ao momento académico em que me encontro, estou na derradeira semana e sinto que estou a arrebentar por todos os lados, a frustração deu lugar a um doentio prazer no falhanço, sei que me esforço pouco, sei que pouco faço, e por tal razão talvez mereça estar como estou, mesmo assim, isso não me impede de querer libertar alguma raiva em bites inocentes que tiveram o infortúnio de constituir este Post.
Esta é a real semana, vários alunos de toda a fac perguntam-se porque não deram ouvidos aos avisos dos professores quanto a treinar e tal e encontrando-se numa situação idêntica à minha fazem o que podem para não desanimar, eu fiz o que pude para não desanimar, decidi realizar uma viajem à capital daqui a uma semana a fim de no fim de semana que antecede o meu primeiro exame ir descomprimir com alguns primos, ouvir umas músicas e rir um bocado, sei que esta é das piores decisões que podia tomar e sei que as probabilidades de me vir a arrepender são grandes, mas também sei que se me safar vou ter muitos motivos para celebrar.
O panorama está negro mas a cada dia que passa ganho mais razões para o superar e as motivações que procurava, os últimos empurrões para me pôr a “dar o litro” vieram ter comigo, vou seguir as minhas regras e fazer como sempre fiz, acreditar em mim, acreditar na sorte, misturar o meu pouco saber com a minha escassa fé e esperar que esta me salve mais uma vez.
Desta vez tenho de me obrigar a “rasgar” quando a altura chegar, não gosto de estudar mas isso também ficou bem patente em todos os anos em que andei na escola, gosto de deixar as coisas para o fim mas isso deve-se à minha nacionalidade, penso que o meu problema é falta de razões para me aplicar, eu sei que tenho algumas mas sempre pareceram-me pequenas, desta vez até apostas faço para me motivar, daqui a mês e meio direi o resultado das minhas resoluções.
O falhar poderá significar o encerrar de uma viagem e como tal a pressão começa a aumentar, serei capaz…?
Hasta, paz para todos, paz para mim…

Prá mãe, pró pai, pró irmão (estás quase tão velho como o cão), pró vadio e mal agradecido do gato e pró velho do cão…

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Um "tá-se bem" e tal e toca a bazar...

Hoje apenas vim cá para dizer que estive por aqui, é como quando vamos a algum lado, tipo casa dum amigo, troca-mos um “tá-se bem” ou isso e vimos embora, o quê? Nunca vos aconteceu, bem, a mim também não mas ainda vou a tempo, serás tu o escolhido?! (risos maléficos ouvem-se como som de fundo)
Aproveito este curto tempo de antena para falar também no calor que tenho sentido em todas as “camunetes” em que tenho viajado, eu ainda não sei se é por causa de eu estar meio adoentado (quem diz meio diz dois terços ou mais, ou mais), mas a verdade é que no outro dia, enquanto eu ia a meio de uma das minhas inúmeras sonecas de dois minutos na “camunete” das sete uma mulher rudemente interrompeu o meu sono de beleza (pouca, mas mesmo assim) ao gritar “Ó Sr. Motorista, ligue o ar condicionado que nem se pode respirar cá dentro!”.
Ora bem, ao analisar com mais atenção esta frase é fácil apontar alguns erros como, “logo àbrire!”, a parte do “Ó Sr. motorista,…”, por amor a Buda, quem é que diz tal coisa, já viram se tal situação acontece-se noutro local, como por exemplo um circo, “Ó Sr. palhaço…” ou numa tabacaria num gueto da zona “Ó Sr. de cor armado até aos dentes com ar de quem me vai assaltar…”, sinceramente, algo aqui está muito mal, e não posso ser eu! Mais, “…ligue o ar condicionado que nem se pode respirar…”, ora bem, se a tipa já lá estava á mais ou menos vinte e três minutos e quarenta e dois segundos como é que ela pode afirmar tal coisa, se ela não pode-se respirar também não o poderia falar, porquê? Porque não teria ar nos pulmões para fazer ruído quando este passa pelas cordas vocais, o facto de estar morta à mais de vinte minutos não tem a mínima importância!
Por agora este assunto do Sr. Motorista fica encerrado, até nova reabertura estamos fechados para obras, só mais uma cena acerca das “camunetes”, mais propriamente acerca dos autocarros, no outro dia entrei num sem pagar, só depois me lembrei que já não tenho passe dos stcp, bem, deviam de ver o meu ar de rufia, “original gangster” era o que se podia “ler” no meu olhar, deste bocado disforme a que de vez em quando chamo de corpo emanava um cheiro que mantinha os manos a olhar para baixo e as “pitas” a molhar o chão, se é que me entendem, bem, ou era isso ou eram os “guarda-molhas”, já que tinha acabado de chover!
Chegou aquela altura em que eu digo Hasta e dedico este meu esforço de proporções bíblicas aos meus, como tal…
Hasta…

Prá mãe, pró pai, pró irmão, pró gato e pró velho do cão…

sexta-feira, 6 de maio de 2005

intermission

Vazio…
Hoje algo parece ter-me abandonado, serão efeitos secundários da ressaca que não tenho?!
Hoje o Sol brilha por cima da minha casa mas apenas consigo concentrar-me nas nuvens cinzentas que não encontro.
Hoje penso no porquê de eu ouvir as gotas de chuva a cair no solo se apenas o Sol reina no azul acima de mim.
Hoje pareço demasiado cansado, muito mais que o habitual, e embora eu tenha sempre uma aparência desgastada, hoje pareço estar especialmente acabado.
Hoje sinto-me mais pequeno do que o habitual, falta-me um bocadinho assim.
Hoje mando um sorriso para todos, apenas peço para não focarem o meu olhar.
Hoje é apenas mais um daqueles dias de Sol cinzentos.
Hoje…

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Ticket 2 drunks paradise...

Bem, começo por dizer que este Post está ligeiramente atrasado (mas eu também não tenho os genes dos STCP, e só esses é que conseguem cumprir com os horários… às vezes!), bem, efeitos secundários deste atraso, apenas um (acho eu), posso muito bem ter-me esquecido de certos detalhes, mas a ideia geral está cá.
Agora que retomo o fio de raciocínio que guia esta pobre mente, reparo que ainda não disse qual era o tema do Post, ora bem, para quem não sabe é a inevitável queima, mais propriamente a noite de segunda-feira (Mesa e Orishas).
Bem, este vai ser o relato, mais ou menos chato, mais ou menos ridículo, do que se passou nesse dia.
Vou começar pelo acordar deste que subscreve, acordei como em qualquer outro dia, remelento e com vontade de dormir!
Passo á frente a minha tentativa frustrada de dar continuação ao dossier de futebol, e o jantar que não tive para saltar directamente para o interior da “camunete” que me levou até à batalha, no interior desta (que ia “à pinha”, quatro ou cinco pessoas), adormeci duas ou três vezes, isto num intervalo de quarenta minutos, saí da “camunete e caminhei em direcção aos Aliados a fim de apanhar o autocarro que eventualmente acabaria por me levar à queima (para quem não sabe o que é a queima eu adianto já que é uma reunião de estudantes universitários em que se discute a quantidade de álcool que cada um consegue aguentar, esta discussão obviamente tem de ser apoiada em factos quantitativos, à quem diga que no meio desta reunião existe uns concertos e tal mas nenhum dos intervenientes confirma ou desmente tais factos).
A caminhada até aos Aliados foi curta e banal (igual aquela put… lá da fac), chegado à paragem do autocarro esperei onde mais sessenta ou mais, ou mais… estudantes (pouco, mas mesmo assim!), esperavam ansiosos por aquele autocarro que os levaria a mais uma noite de olimpíadas da bebida, na meia hora que esperei (meia hora, ..da-se, nem no Via Rápida espero tanto, ou não), tive tempo para ser abordado por um sem abrigo com tanto álcool que parecia uma destilaria, este tipo agarrou-se a mim por uma de duas razões, uma, evitar cair (coisa que veio a acontecer dois minutos antes de bazar, ah! Ainda bem que tive a oportunidade de ver tal regalo para os olhos, não sei porque mas sinto uma presença malévola a rir-se sobre o meu ombro!), retomando a ideia que divagava pelo meu pequeno cérebro, o tipo ou estava a usar-me como apoio ou tentou abrir o bolso do meu casaco para tentar sacar umas “lecas”, se o conseguisse tinha um duplo azar, por um lado apenas tinha “xiclas” (daquelas pró hálito) e lenços para a “ranhose aguda” de que ainda sofro, por outro, mesmo nas costas desse individuo estava um monte de sacos de lixo, e eu confesso que ver um tipo aterrar com a cara em cheio num monte de lixo completamente passado com o álcool e mais qualquer coisa é algo que de certeza não me ia estragar o dia, a não ser que esse individuo fosse eu (de repente penso que se tivesse um espelho ao meu lado estaria a olhar para ele a ver os meu bíceps a inchar!).
Passando à frente o episódio da tentativa de assalto/servir de apoio, passo para o interior do autocarro, era feio, velho, português!
No interior desse real autocarro encontrei um lugar confortável e aconchegante em pé, na parte da frente, durante aquela curta viagem (meia hora ou isso) tive tempo de ver uma miúda a agarrar as mamas da amiga como um bebé agarra as… chupetas! E ver um tipo (bêbado e meio maluco, digo maluco porque o gajo quando o autocarro chegou ao destino final começou a uivar), a correr desde a parte de trás do autocarro até à minha beira com o simples propósito de comer umas “crackers” ao meu lado (ao lado do gajo que mais deve odiar que as pessoas façam isso em zonas apertadas, o cheiro dá-me vontade de estrangular alguém!), enquanto viajava no autocarro um pensamento percorria-me a mente (que nem um puto na Toys’r us), “vim de propósito para ver os Mesa e vou chegar atrasado, bem pelo menos se não os vir aqui vejo pelo menos duas quando chegar a casa”.
Ao chegar á avenida que alberga a entrada para a queima constatei que os meus receios de chegar atrasado eram infundados, ainda tinha cinco minutos para o começo de concerto, chato foi que ao chegar à entrada da queima “comi” com uma espera de quarenta e cinco minutos para que esta fosse aberta!
Bem, o entrar na queima foi tão rápido mas tão rápido que por momentos pensei ser um VIP do “jet set…as nelas”, só para terem um exemplo os “portões” abriram eu combinei com outro gajo entrar na queima à pressa lá fomos, passei ao lado da fila toda, cheguei à parte de ser revistado e ainda houve um tipo que me disse para passar á frente dele! “à poisé, num brinca!”.
Dentro da queima as coisas foram iguais ao costume, “abrir” com uma survia falar um coto, apanhar seca, ver duas músicas dos Mesa (pois, tanta merda e acabei por cagar para eles!), mais um copito, mais um pão com chouriço, mais um concerto, mais um pão com chouriço, mais algum tempo e uma viagem de volta para os Aliados.
Durante a viagem de regresso para os Aliados reparei num casal ribeirense (gaja da ribeira+guna) e numa miúda com uns copitos a mais ao lado do motorista a insultar este por ser do “benfas”.
Cheguei aos Aliados duas horas antes de ter uma “camunete” que pudesse levar-me para casa, escolhi “queimar” esse tempo na estação de S. Bento, esperei uns dez minutos e as portas abriram-se para eu poder descansar (mais um bocadito e era capaz de dizer que as portas foram abertas por minha causa, ou não).
Foi lá dentro que tive a brilhante (ou talvez nem tanto) ideia de escrever este Post, tudo por causa de um grupo de quatro raparigas bracarenses que estavam sentadas no mesmo banco que eu, principalmente por causa de uma, essa miúda estava ligeiramente “molhada” o que a levou a:
» Chamar de rameira às amigas na maneira mais carinhosa que eu já ouvi, e daí, não
» Cuspir uma amiga com a água que lhe tinha cravado
» Tentar assustar-me quando eu fechei os olhos e adquiri uma posição “prá soneca”
» Tentar assustar os outros dois tipos ao meu lado quando já se dirigia para o comboio
» Proferir frases como, “eu gritei ai, ai, ajudem-me amigas que estou a ser violada e vocês nem vieram ver se eu estava bem”, entre outras...
Uma amiga ainda teve tempo me fazer “rir mentalmente” ao proferir, enquanto observava duas pombas em cima de um poleiro a tentar dar umas, “ai, quase que caía” e logo de seguida ao constatar que na realidade estavam três pombas naquela reentrância dizer, “ah, gandas malucas” ou uma coisa parecida.
Depois de as miúdas bazarem a estação ficou mais fria e escura (na realidade ficou mais clara já que o sol já se tinha “levantado” mas assim parece mais poético…).
Passado pouco tempo já me encontrava dentro da “camunete” para realizar a última viagem do dia, ainda tive tempo de topar a figurinha dum tipo que por ter mudado o placar com o destino da “camunete” parecia já ter ganho o dia e logo de seguida entra na “camunete” e só depois se lembra que é porreiro falar com os motoristas das outras “camunetes” e então começa aos berros numa conversa “+5m” (significa, a mais de cinco metros, é engenhoso não é, acabei de inventar), sinceramente, só me apetecia abrir-lhe o crânio com uma espelho retrovisor e gritar “ó colega, num bês que tou a tentar durmir, cabrão!…” (sinto novamente uma presença maléfica a rir-se no meu ombro!).
Cheguei a casa e fui dormir…

Um grande “Bem-haja” para o povo de braga.
Hasta, que para mim basta!

Prá mãe, pró pai, pró irmão, pró gato, pró velho do cão… e para todos os bêbados da queima, allez Super Bock allezzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

sexta-feira, 15 de abril de 2005

Seca, seca, tou tão seco!...

Apenas uma “rapidinha” enquanto espero para ter mais uma aula de merda!
O que falar?!
Talvez do que é possível fazer para amenizar a “seca” que uma aula destas pode dar, seca que tanto é mental como fisiológica, já que sempre que me fecham num lugar onde eu não quero estar durante mais de quinze minutos eu começo a ficar com calor, sede, dores de cabeça e irritado (não, não são efeitos secundários da menstruação), é nestas alturas que eu gostava que os barris da Super Bock com cinquenta litros tivessem um tamanho tipo “mini-mini-small” que desse para caber no bolso, até parece que já estou a beber, quer dizer, a ver, eu na fila de trás da sala, a ouvir um zumbido qualquer que provinha da única pessoa em pé na sala (há quem lhe chame professor(a), prof, stôr, boi, vaca, grande filho(a) de uma quenga, entre outros…), a beber uma fino fresquinho acabado de tirar do meu barril de cinquenta litros que está escondido no meu bolso (pois é, alguns dizem que isso não é possível e tal, mas eu digo que é, se até o Durão Barroso foi Primeiro Ministro então fazer um barril de cinquenta litros nuns 10 por 6 (em cm) não será algo do outro mundo!).
Bem, continuando, o que fazer durante uma “seca académica”, para quem não quiser optar pela opção acima pode por exemplo dedicar-se a fazer poemas/músicas/merdas que rimam, isto falo por experiência própria!
No caso de ter mais três colegas ao lado e assim, só por acaso, ter um baralho de cartas na pasta/saco/bolsa/mão, uma suecada é sempre bem vinda!
Fazer algo parecido com origami também não é mau, principalmente se tiverem jeito, até parece que já estou a “cortar”, folha A4» bocado confuso de papel» figura da prof a ser esmagada por x (em “x” inserir uma das seguintes opções, 1» camião com reboque, 2» manada de gnus em fuga, 3» grua, 4» Simara).
Outra opção (a mais utilizada) é mesmo a de passar a aula a falar, mas como isso é muito banal, aproveitem e façam outra coisa tipo desenhos ou rabiscos!
Por último, podem sempre aproveitar a aula para fazer uma real soneca, o descanso dos guerreiros, o sono de beleza, as horas que se deve à cama, o costume!
Quanto a esta cena de dormir na aula apenas dois conselhos, evitem faze-lo na primeira fila (não por parecer mal ou que o prof até possa nem curtir mas porque a luminosidade pode interferir com os sonhos e ainda acabamos metidos num em que somos obrigados a ver o especial natal da quinta das aberrações!), o outro conselho refere-se ao babar, meus amigos, as pessoas por vezes até ficam mais bonitas a dormir, mas quando têm alto rasgo de baba a cair pelo canto da boca as probabilidades decrescem de uma maneira assustadora!
Por agora é tudo, o dia está a ser uma grande merda e as probabilidades de isso se alterar são baixas, mas como isto já vem a ser rotina eu já nem quero saber!

Hasta, que eu agora vou secar…

Prá Mãe (parabéns filhinha), pró pai, pró irmão, pró gato e pró velho do cão!...

quinta-feira, 14 de abril de 2005

Quarta-feira...

Mas que quarta-feira, se esta merda continua assim eu vou pró estrangeiro!
Esta quarta que passou foi mais uma “quarta em grande” onde a raiva, o calor, o cheiro pestilento a odor corporal de caloirada empacotada num autocarro, os berros incessantes destes e o perder a “camunete” por cinco minutos, fez esta quarta ascender ao top três dos piores dias de Abril!
Eu até podia deixar isto passar mas não!
Tudo começou quando acordei, porra, mas que dia atípico (tirando o acordar que foi vagaroso e com muito custo).
Ora bem, quartas para mim geralmente significam que vou dormir até tarde, esta tinha de ser diferente, especial, uma merda por outras palavras!
Acordei e fiz as cenas do costume, arrancar o sarro incrustado na pele, beber um copo de leite com chocolate e açúcar (para manter a linha), vestir entre outras coisas “a camisola que uso há três/sete meses (dedicado às Beatas com Pila), lavar o “teclado quebrado”, pegar no saco e caminhar para a paragem, bem, até agora nada de mal!
Chegado à escola apanho uma aula de merda em que mais uma vez estive ao meu nível (como é sabido existe o excelente, o bom, o suficiente, o medíocre e o mau, o meu nível situa-se entre três níveis abaixo de mau e um acima do “dedica-te à pesca!”)
Depois disto fui treinar outra merda que para variar correu muito mal, para manter a moral elevada fui comer com uns colegas da faculdade que tinham tirado um dia de folga para me foder o juízo, finalizei o meu dia académico com um exame de “quarenta e cinco minutos que se fazia em vinte”, fi-lo em vinte para tentar não perder a “camunete”.
Bazei da faculdade e dirigi-me para a paragem, ao sentir o sol tostar a minha ilustre pele arrependi-me de não ter ido de T-shirt, mas também de manhã não estava assim tanto calor, mas até que dava para aguentar, depois veio o melhor!
Entrei no autocarro e acomodei-me lá pró meio (nada como viajar em pé, evita que um gajo adormeça e faça aquelas figurinhas tipo, acenar para todos com a cabeça, roncar que nem um javali ferido, chamar pela mãe/avó/Bibí, tirar macacos do nariz, entre outros).
Na paragem seguinte àquela em que entrei esperava-me uma boa, ou não, surpresa!
Magotes de caloiros, mas aos milhares, sem exagero deviam de ser uns quarenta ou quarenta e um, entram no autocarro e com as camisolas cheias de ovo/terra/sangue/pasta de dentes/merda e outras cenas piores, encostam-me ao canto (literalmente falando).
Esta cena num dia normal até nem me incomodaria muito, mas estar a ser esmagado por um bando de putos sedentos de saber o que é uma cona, fodidos por estarem a ser prachados por um grupo de frustrados sexuais que precisam de ver outros sofrerem para se sentirem felizes (de repente até parece que me estou a descrever?!) não ajuda muito quando se está a ter um daqueles dias “opa, não é que o dia esteja a ser mau, mas já pensei em embebedar-me para o esquecer!”.
A viagem foi-se fazendo, o calor foi-se aguentando até que chegamos a uma rua em que o autocarro não passava, após cinco/sete minutos de espera os “doutores” lembraram-se de pegar nos caloiros e fazer com que estes pegassem no carro que estava a estorvar (e não é que aquele mau cheiro uno até veio a dar jeito!).
Cheguei à ultima paragem e saí, o tempo escasseava e apanhei um atalho para tentar chegar primeiro que a “camunete” à paragem, perdi, perdi a banheira por cinco (ou menos) minutos, que bom, que emocionante, agora já só tenho de esperar meia hora pela próxima, e em vez de chegar um “atrasadito” ao trabalho, ganho a certeza que vou chegar atrasado ao trabalho…
Bem, nada mais a notar, como tal chega de falar na quarta-feira que findou à muito pouco!

P.S. Vou cumprir o que disse e falar das “Beatas com Pila”, só um bocado pois o sono já começa a pesar mais que a Simara, caras Beatas, falar de boca cheia dos defeitos dos outros só tem piada quando não se exagera no número de vezes que se o faz! Mais, de preferência dar oportunidade para os “ofendidos” poderem ripostar, que é o mesmo que dizer, nada de falar por trás (essa merda pode causar situações “incómodas” e originar rumores, atentos ao duplo sentido de falar por trás), eu não tenho problema nenhum com as críticas que possam dirigir a mim ou a outros, mas que vocês vão arder no inferno vão (pelo menos companhia não me vai faltar), caras comadres, não levem isto como uma crítica pois “boca para o barulho” também eu tenho e desculpem lá qualquer coisinha sim, é que no fundo, no fundo, caguei!

Hasta…

Prá mãe, pró pai, pró irmão, pró punheteiro do gato e pró velho do cão!...

sexta-feira, 1 de abril de 2005

2 small...

Falta de espaço…
Estas andanças pela Internet estão a causar no meu Pc (também conhecido como “caixote”) uma grave falta de espaço em disco, algo que seria de esperar para um Pc com uns míseros 18.6Gb de disco rígido, mas o que mais me irrita é que ainda por cima nem sequer chega a 20Gb, não, no folheto à uns anos atrás vinha 20Gb de disco, mas não, são 20012072960 bytes, ah pois é, lá na merda da Vobis os tipos deviam de ter umas formulas “engraçaditas” para arredondar estas coisas.
Cagando para isso, vou hoje falar da falta de espaço que podemos encontrar um pouco por toda a parte.
Ainda no outro dia vi uma tipa do género “Simara” a tentar entrar na “camunete”, ora claro que ali havia uma indubitável falta de espaço, só para se situarem, o motorista para além de abrir todas as janelas para ela conseguir entrar ainda teve de mandar alguns passageiros para aquelas “prateleiras” que estão sempre sujas e a cheirar a mijo de gato!
Eu, felizmente estava no último banco, o tal a que alguns chamam de cozinha, designação que acho totalmente apropriada pois ainda no outro dia encontrei exactamente nessa secção da "camunete" um casalito de teenagers com borbulhas no alto rossanço! E da maneira como se comiam levava a crer que de facto estavam numa cozinha! (Ui! Uau! Eu hoje estou “on fire”, estou-me a rir tanto que por momentos temi adormecer em cima do teclado!).
Deixando de lado as “camunetes” como quem deixa um cabelo no "canto" do prato da sopa e partindo para outro caso mais rápido que o Durão para a UE, vou agora citar o caso dos tapetes… Não, não vou falar dos marroquinos que além de tapetes também vendem ventoinhas, relógios, flores e até o filho se estiver em promoção (neste momento sinto que me estou a tornar num alvo a abater por certas minorias étnicas, caguei!).
Tapetes, esses bocados de trapo que usamos para limpar a merda das botas do campo ou a chiclete que tivemos o azar de calcar, essas peças de decoração com que tantas e tantas donas de casa tentam embelezar a sua decrépita casa. O que é que eles tem a haver com este post, ora bem, acho que salta a vista de todos a falta de espaço que estes tapetes tem, está um tipo num sábado a tarde em casa a ver um pouco de Tv. quando durante uma coçadela do “esquerdo” chega a mãe e diz, “houve lá, até que já limpavas esta merda, até a casota do cão cheira melhor que isto!” (para bem da dignidade que ainda me resta devo dizer que isto nunca se passou comigo, apenas porque não sou eu que arrumo o meu quarto! Por alguma razão sinto que esta afirmação é capaz de prejudicar mais a minha reputação do que a primeira!).
Continuando…
Um tipo lá tem de se levantar com o “direito” a cair por aqueles mini-mini boxers que a nossa avó nos ofereceu há três natais atrás, vestimos um Robe por cima daquela camisola de manga caviada de cor branca/Ketchup/baba e depois de calçar os chinelos que roubamos no quarto dos pais (aqueles com folhos por cima), começamos a arrumar a “estrumeira”, sendo que dormimos lá o cheiro não é incomodativo mas ver aqueles lenços todos no chão provoca um leve “torcicolo” nos intestinos!
E é aqui que finalmente entra o “espaço”, para onde é que um gajo vai arrumar tantos quilos de lixo tóxico?!
Tapete, para baixo do tapete tal como se vê naqueles desenhos animados dos anos 60!
Só que estes tapetes modernos são pequenos e com formatos “não rectangulares”, não são como aqueles de antigamente, que até o campo das “coíves” dava para cobrir! Como é de esperar um gajo depois de se deparar com um obstáculo de tamanha grandeza só tem um “caminho” a tomar, apenas uma solução desesperada, apenas aconselhada aqueles que são “L337”…. Deitar-se novamente na cama, passar mais meia hora a fazer zapping e esperar que alguém limpe a merda por nós!
Outra coisa de que me lembro agora (por que será) é dos ovos de Páscoa, mais um caso de falta de espaço, sendo esta a real causa de tantos miúdos darem em delinquentes, ah poisé, não é o cancelamento de programas culturais como DragonBall Z ou Transformers que plantam a semente do mal nas mentes das crianças, nop, nada disso, são os ovos de chocolate (especialmente os Kinder Super Size ou uma merda desse género!), eu explico, está um puto de boné à guna, calções sujos, joelhos raspados e sapatilhas gastas a olhar para um ovo Kinder quando a mãe se vira para ele e diz algo do género “ó puto, queres aquela merda, olha que não levas mais nada!”, nesse momento o xavalo olha com a sua cara sardenta para o ovo e com os olhos a brilhar abre a boca desdentada e diz “ya!”.
Este miúdo, até à data inocente, pega no ovo e lê “surpresa no interior”, num ápice rasga aquele papel nojento e arranca uma grande dentada do ovo. Ainda com a boca cheia de chocolate introduz a mão no interior do ovo apenas para descobrir que a “surpresa” era um estúpido carrinho de montar ou um peluche meio gasto, e é, neste preciso momento meus amigos, que nos seus olhos reluz uma luz vermelha e os caninos se desenvolvem a um ritmo anormal (ups! Acho que estou a confundir histórias! Caguei!), e assim, mais um rapaz normalíssimo, que esperava encontrar uma nova bicla ou uma bisnaga “Mega 1000 super blast”, leva com uma carrito de plástico que ainda tem de montar, se torna num filho da próstatuta que até a mãe é capaz de roubar para comprar umas colunas novas para o seu grande Renault 5 “bufadeira limeted edition”!
Eu próprio tive uma experiência destas durante as férias, não é que fui comprar um destes ovos na esperança de ver saltar de lá de dentro “magotes” de mulheres tipo “Carmen Electra/Lucy Liu/Drew Barrymore” e quando espreito lá para dentro estava a vaca da Manuela Moura Guedes a comer-me o chocolate todo, escusado será dizer que aquela gaja com três trincas fez desaparecer o ovo!
Agora que me lembro, ainda não disse o porquê de falar nos ovos em relação à falta de espaço, ora bem, eu mais uma vez explico, estes ovos “Kinder/Objectos do Mal” não tem surpresas do tipo “Porche Carrera” ou “Casa no Algarve” apenas porque estas não caberiam no seu interior, além disso os ovos deveriam de ser maiores para um gajo poder passar algum material na alfandega, até parece que já estou a ver, chega um tipo ao aeroporto e vira-se lá o tipo do check-in “Ó migo, o qué que trás aí nesse ovozeco?!” e um gajo responde “Olhe, muito sinceramente, é o carregamento de coca que foi desviado da casa do Maradona!” e o tipo do aeroporto remata a conversa com um convincente “Ó, tá a gozar ó chefe, tantos quilos ai dentro, nã acredito, vá masé à sua vidinha!”.
Bem, espero que esta minha dissertação acerca da falta de espaço tenha ajudado na investigação de um novo sabor para os M&M’s!
Para acabar apenas quero dizer que a sagres não vale um catano e quem manda nesta merda toda é a Super Bock, “bebam, sorriam e caiam, antes isso que passar a noite a dizer merdas!”…

Prá mãe, pró pai, pró irmão, pró punheteiro do gato que só quer é dar “umas” por aí, e pró velho do cão!...