sexta-feira, 18 de maio de 2007

Queima 2007 uma pequena revisão

Ai está, tal como prometido um novo post a cheirar a fresquinho, até porque tomei banho à quinze minutos, com o objectivo de resumir a minha queima e a queima em si.
Nada de novo neste Blog portanto, como tal e sem mais demoras ou talvez com mais uma ou duas, já está, inicio o relato…
E assim de repente, só as noites da queima é que são contempladas até porque de dia as festas académicas perdem o seu sabor…
Por onde começar, a pergunta paira no ar tal como o cheiro irritante a flores que alguém colocou perto de mim, bem, penso que pelo início é uma boa escolha.
Terça-feira, dia de cortejo mas não para o je, não quis ir e acabei por ter um dia tão chato, mas tão chato que até corridas de caracóis já pareciam interessantes, bem, avante.
A noite começou comigo a seguir o “super mega hiper Ferrari” do estrumph até ao café / snack-bar / espelunca que nos deixou entrar para a jantaroca.
Nada de especial se não fosse o caso de aquela besta ter tentado entrar numa rua em contra-mão com dois moinas a topar o esquema…
E eu?!
Eu ia mesmo atrás a fazer o mesmo, confesso que nem tinha reparado, mas o importante é que nos safamos.
Jantar normalíssimo com muita rega de receita para gargantas sedentas, três piadas secas de qualidade e alguns comentários de nível como “ela é peluda?!”, e não, não fui eu que os fiz.
Entrada no queimódromo por volta da meia-noite ou uma ou perto disso com muita boa disposição, induzida pela receita do doutor “três ou sete copos devem bastar”.
Como todos devem saber a terça é a noite do pimba e como tal a queima está a abarrotar, do pior mesmo, mais gente significa mais bebedeiras, vómitos e confusão, quem está habituado à televisão portuguesa nem nota.
Bem, a noite foi tranquila, sempre a saltar entre dois pontos, a exagerar num deles e a ser uma boa pessoa no outro, sim, afinal é possível!
Penso que nunca na minha vida ouvi tantas vezes alguém dizer que eu era um gajo fixe, talvez à dois anos no mesmo local mas não tenho a certeza, o que foi engraçado mas escusado será dizer que tais palavras vinham carregadas de álcool e como tal são no mínimo dúbias.
Bem a noite até que podia ter acabado com uma rica dormida mas na realidade foi apenas interrompida com um dormitar de, no máximo dos máximos, uma hora no banco da frente do meu super carro pois a minha presença (ou do meu cadáver, pois penso que descreve melhor a minha presença na altura), era esperada para dar uma mãozinha nos pré-requesitos, eu sei, sou um tipo que está sempre lá para os outros ou não!
Bem, dia de quarta sempre a bombar, pois com a falta de dormida eu fico meio eléctrico e ainda mais esquisito, resumindo, pré-requesitos > almoço > FAP para comprar nove bilhetes > viagem de regresso à faculdade com dois bilhetes na mão > biblioteca para parecer que de facto sou estudante > treino > viagem até casa para jantar e tomar banho > bilharada com um primo (penso que perdi) > de volta à queima!!!
Quarta-feira, dia de The Gift e Rui “espero que estejas com a tua miúda senão isto vai ser uma seca” Veloso, podia ter sido uma noite má mas na realidade até foi muito porreira.
Começou com a magnifica companhia do ladrão e sua dama a irmos a caminho do concerto do Rui, fugi passado pouco tempo e logo de seguida já estava a acompanhar um tipo ao INEM ou o que aqueles barracos são, o tipo estava bem apenas tinha um ligeiro caso de “Porra bebi muito e agora só quero morrer!”.
Bem, a noite continuou com um reencontro com o ladrão e respectiva “esposa” nos carrinhos de choque, dar umas voltinhas naqueles cangalhos até que foi porreiro mas o melhor foi o que veio a seguir, nem o gozo às “personagens” do automobilismo de pista nacional do ano passado se conseguem comparar com a deste ano, tínhamos para todos os gostos, desde o típico guna “sem sabor e já vi tudo o que estás prestes a fazer” ao artista do volante, mas para minha surpresa apareceu algo inédito este ano, o aprendiz de condução (sem instrutor infelizmente) em plena aula para tentar tirara acarta, não percebem? eu explico.
No meio da pista, ou será mais por todo o lado?!
Seguindo… Na pista estava um bacano a conduzir na sua paz, evitando todos os obstáculos (carros essencialmente) e fazendo uma condução exemplar, até aqui nada de novo, mas se por acaso tivermos em conta a quantidade de fichas que esta personagem gastou a fazer isto torna-se claro que ele tinha pago as 28 aulas de condução mais um suplemento de 5 por estar inseguro em relação ao exame, para finalizar a actuação deste cromo do volante, quase no fim da minha observação uma gaja, a quem fichas era apenas uma palavra que relembrava memórias distantes, saltou para o carro do aprendiz completamente frenética enquanto o gajo nem sequer se mexeu um centímetro, dando a parecer que nem sequer tinha noção que alguém estava sentado ao lado dele, algo que suscitou o seguinte comentário “deve ser a aluna da próxima aula!”. Impagável!
Bem, a noite ainda era uma jovem de meia idade e o ladrão teve de dar de fuga, fui ter com uns colegas e o que se passou quase a seguir vai ficar gravado na memória que nem uma confissão de amor de um jovem com uma faquinha numa árvore alheia.
Foi mais ou menos assim, enquanto eu e o resto do grupo andávamos à caça de prémios surgiu uma espécie de aposta entre mim e outro como eu não dava um pontapé naquelas cenas do chuta a bola, resultado… Acerto em cheio no ménaço das bolas, sprint de quarenta metros, pausa para retomar o folgo, pequena conversa com os meus recém descobertos amigos da policia e uma sorte daquelas bem grandes em não ter sido levado ao tipo a que muito provavelmente “queimei” a perna, pois se tal tivesse acontecido desconfio que eu passava a ser o boneco a acertar no já referido jogo!
Bem, a noite (ou madrugada) acabou comigo a ressonar num apartamento desconhecido onde ainda antes de entrar já estava a pedir desculpa a uma vizinha, e assim de repente um conselho, quando alguém vos disser que são “dez minutos a caminhar” eles querem é dizer “dez minutos a derreter a quinta no carro, ou seja, vais caminhar mais coisa menos coisa, Demasiado!!!”.
Agora tenho de saltar uns dias e aterrar à uma e meia de domingo, hora de entrada na queima, para trás ficou uma janta de despedida muito apreciada a um sócio que depressa estará de volta, bale!
Ora bem, o que dizer, muito simples, foi o único dia para o qual comprei bilhete de propósito para ver uma banda “OiOai” e acabei por apenas ver o fim dos Xutos rodeado pelos fervorosos alunos da “C+S vou partir os dentes a alguém”, bonito e daí, talvez não!
Ainda acabei por ver uma cena que até foi porreiro, um guna e a sua dama estacionam à minha frente na penúltima música do concerto mas ainda com tempo para… o tipo atirar um terço da cerveja para alguém algures à direita enquanto que, simultaneamente, a sua dama deixa cair os óculos os quais descobre com apenas um pequeno “porra, não sabia que as hastes conseguiam dobrar dessa maneira!!”, a cara do guna a seguir, embora violenta era mais cómica que uma maratona de Seinfeld.
Pouco depois despedia-me da queima e ia ressonar para casa, eram quatro da manhã e às sete (sete e dez, sete e quinze), já tinha de estar no trabalho.
Bem, já está, tal como prometido, espero que todos os que lá estiveram se tenham divertido, e que para o ano estejamos lá todos outra vez.

Hasta meu bom povo e viva a Super Bock.

O meu som:
Oioai - deves estar a chegar

Prá mãe, pró pai e pró irmão…

terça-feira, 1 de maio de 2007

Hoje sou... carpinteiro

Antes de mais, já sei que a ausência foi prolongada mas por vezes isso até é bom, e quando se trata de maltratar alguns bits inocentes, esta frase ganha ainda mais força.
Seja como for, estou de volta, e com veneno na língua e não só, pronto a debitar o que quer que o meu superego não consiga deter.
Hoje inicia-se uma nova rubrica cá na casa, ou melhor, no Blog, basicamente é o que o título diz, hoje sou… e assim serei.
Pois bem…
Hoje sou Carpinteiro, acordei cedo ao lado da “dona” que ocupava três quartos da nossa cama “king size” e sequestrava todos os lençóis, nada de novo, levantei-me e fui até a casa de banho com as minhas calças desportreino e camisa branca de alças com uma gola a que o adjectivo “larga” já não se coaduna muito bem.
A imagem reflectida no espelho não é nova mas cada vez mais assusta, barba grande, sete dentes em falta e nem vale a pena comentar o cabelo.
Mais uma vez, nada a que os olhos já não tenham ganho hábito e como tal, “bocejo o hálito” com bagaço e sigo para o café.
São oito da manhã e engulo o primeiro café com cheirinho, tem de ser, o bagaço aqui anda caro, depois de meia dúzia de palavras trocadas com os trolhas do costume faço-me À vida, ou seja, siga para a serração.
Nove horas da manhã, ligo a minha máquina depois de ter passado vinte minutos a expulsar os restos de lasanha e cerveja do dia anterior.
Primeira função, fazer uma linda cadeira para uma senhora de formas bastante cobiçadas por hipopótamos, cujo rabo só ocupa três quintos de uma mesa de bilhar.
Primeira tarefa, arranjar madeira suficiente para suportar tais forças de tensão, conclusão?! Não há, solução?! Meter uns reforços de aço inox dentro das pernas da cadeira e sugerir um plano de dieta à rica senhora.
Hora da paparoca, demorei a manhã toda a fazer a cadeira, mais precisamente até às dez e meia tendo depois iniciado a leitura da bíblia sagrada, mais conhecida por “o jogo”.
No restaurante cá da zona a comida é sempre boa e quente, infelizmente eu vou ao tasco do lado porque a vida não está para exageros, como tal poupo no prato para investir no bagaço que isso sim, dá força a um “home de trabalho”.

São duas da tarde, a viagem de regresso à serração é chata mas desta vez tenho companhia, um jovem aprendiz a quem para convencerem a entrar na empresa lhe disseram, “em dois, três anos perdes um dedo!”, o moço aceitou, revela perspicácia, acho eu?!
A parte da tarde foi passada sem muito para fazer, corta aqui, prega acolá e “pointe masé a andar”.
Seis da tarde e a malta está reunida no café para discutir os prognósticos para o jogo de sábado, e ainda só é terça-feira, enquanto “boto abaixo” duas minis discuta a complexidade inerente e gasto energético no levantar do tremoço com um jovem simpático, dizem as pessoas que não são de lá, que apresenta uma grave falta de neurónios e dentes.
Mais tarde a conversa fica acesa quando alguém começa a discutir politica e futebol tudo misturado, a cavaqueira até foi concorrida mas ninguém conseguiu perceber nada, talvez o facto de estarem todos aos berros tenha ajudado para tal, talvez…
Chego a casa por volta das sete e meia com a dona a fazer a janta, sola de sapato com pedras amarelas, porra, já por aqui anda há tantos anos e ainda não sabe cozinhar, se o clube tivesse perdido levavas já duas na beiça.
Entram os putos a correr na cozinha aos berros uns com os outros, quem me mandou ter uma equipa de hóquei em patins, tento calar um ou dois mas sem efeito, como tal decido ir para o quarto ver alguma coisa.
O jornal da noite só dá boas noticias, impostos aumentam, gasolina aumenta, pensões vão ser cortadas, Simara vem a Portugal, “assim de repente até pensava que me iam dar más noticias” é o comentário que me cai da boca, fazendo algum barulho ao bater em ouvidos estranhos.
O jantar é o que se segue, frio e duro, nunca pensei que uma mousse de chocolate pudesse partir um dente mas pelos vistos isso é uma realidade.
A noite prossegue com um visionamento forçado de três novelas e acaba sem festa para ninguém já que a dona está “com dores de cabeça provocadas pelo teu toque”, deve ser uma doença rara, já que nunca tinha ouvido falar nela, não faz mal, tenho sempre o playboy canal.
E assim termina a primeira tentativa nesta nova rubrica, mais haverá se assim acontecer como tal não sustenham a respiração à espera do próximo, embora esse até nem deva demorar muito, penso eu?!

Fiquem em paz, ou pelo menos na calmaria a menos que desejam algo diferente, de qualquer maneira…

Hasta meu bom povo!

Mesmo antes de acabar este Post, mas assim só para fechar já que só agora é que vi, há um benfiquista qualquer que pelos vistos ficou chocado com a minha escrita, pelo menos o suficiente para deixar um bonito coment a embelezar o Post, fica desde já a saber que já o aceitei e está publicado, e que a tua opinião é tão importante para mim quanto a tua própria pessoa, que é o mesmo que dizer que se estivesses a arder eu não me dava ao trabalho de te mijar em cima para apagar o fogo, fica bem e reza para que a taça amizade não fuja que é só para não parecer muito mal!

O meu som:
Nuno Prata – porque sim

Para a minha mãe, para o meu pai e para o meu irmão…

sábado, 4 de novembro de 2006

Prudentes vs Cagarolas

Hoje o tema desenvolve-se na esfera do medo, não, escusam de roer unhas e tremer pernas pois não é nenhum mito urbano que se irá debater.
Hoje o tema gira, ou contorna? Ou será que circunda? à volta dos prudentes e os cagarolas.
O medo é basicamente, aquilo que podemos sentir ou não acerca do desconhecido ou do conhecido, elucidativo não?!
Para todos aqueles que não gostaram da minha definição só vos digo que existe catedráticos a dizer “Eu sei o que é o Desporto desde que não mo perguntem!”, Caso real..
Bem, este sentimento, conhecido noutras gírias como “o borra cuecas… de gola alta caso sejam do campo ou a Lili Caneças”, “pinga no Slipes” (mais um caso infeliz do nosso, ou nem tanto, vocabulário), “pernas de pastilha elástica” entre outros.
Tal como dizia, este sentimento origina dois tipos de pessoas, os prudentes e os cagarolas, cada um tem a sua forma própria de ver as coisas, os primeiros com precaução os outros com cagufo.
Basicamente os prudentes têm cu e como tal tem medo, os cagarolas por sua vez tem peida e por arrasto cagufo.
Quero deixar aqui um mix de provérbios nacionais que li há muito tempo num jornal erótico-humoristico português do qual infelizmente não me lembro do nome…
“Quem vai à Guerra tem medo, quem tem cu dá e leva”, um dos expoentes máximos da literatura moderna (ou pelo menos recente) portuguesa.
Os prudentes são aquele tipo de pessoa que olha para os dois lados da rua antes de a atravessar, os cagarolas por sua vez lavam a pichota com lixívia para desinfectar “a fundo” e com o uso de milhões de “glutões” antes de pegarem nela (para evitar ficarem com herpes vaginal, confuso não?!).
Os prudentes pensam no imprevisto e tentam antecipar o futuro, como tal, quando este chega enfrentam-no.
Os cagarolas por sua vez pelam-se só de ouvir uma porta ranger, e como tem medo de olhar por cima da cerca, nunca contam com nada que não seja familiar, o que leva a que viram o cu de medo quando este os assalta, tipo o nosso governo em relação à EU, monta que eu deixo já que também já enrabei uns dez milhões…
Não liguem a esta critica política até porque estou a cagar de alto (3º andar, 4º nos dias em que consigo subir mais um lanço de escadas) para o que eles andam, ou não, a fazer, como não votei, algo a repetir no futuro, não tenho direito a criticar ou apoiar.
Para ser mais realista nesta separação “do trigo e do joio” em relação aos prudentes e aos cagarolas vou dar um exemplo prático (ou nem tanto), os primeiros são aqueles que às três da manhã, completamente sozinhos num beco escuro ao avistarem um grupo de manfias no passeio discretamente atravessam para o outro lado da rua e seguem a sua vidinha.
Os Cagarolas por sua vez, colam os olhos no chão, encolhem os ombros, comprimem os glúteos para evitar que caia mais merda, dão um nó na ponte para não parecer que andaram à chuva e passam pelo meio do grupo…
O líder do grupo (facilmente identificável pois é o que tem a pala do boné mais perpendicular ao chão, tem mais brincos e cicatrizes e para equilibrar as contas, menos dentes!) pensa o óbvio, “já queste magano tá a pensari que vamos lhe fazer mali, o melhori é lhe dar uma “porradesca de mei-noite” (ou será três da manhã?) e aroubar uns tróquitos… só pa não desiludiri!”
Esta é a prova cientifica como os cagarolas são uma raça fraca que devia ser dizimada, estas ideias de merda devem-se ao facto de serem o que são, cagarolas!
Devo dizer que até curto os cagarolas (alguns apenas de espírito), já que são aqueles que um gajo ”amanda” uma boca (ou um livro ou o que estiver à mão…) e fogem entre este ou aquele peido de “impotência improvisal” (gostam da palavra? Acabei de inventar, nota-se não?).
Os prudentes sempre agarram os tomates, “se não os tiverem agarrem os do lado”, e bocejam uma resposta, por vezes boa, por vezes mediana, a maior parte das vezes ridícula que nos obriga a responder, “pronto admito, ganhas-te, 1 a 10000000 para ti”, agora pega na caneta e vai escrever mais uns “improvisos”.
Existe mais um tipo de atitude em relação ao medo, esse tipo de atitude cria os famosos rambos, deixei-os de lado porque estes morrem em média ao terceiro “armanço” e basicamente são demasiado "otários" para serem tratados como pessoas normais.
Bem, por agora é tudo e se por acaso, ou porque assim acontece, estão a interrogar-se qual dos três tipos de pessoa sou penso que é óbvio, nenhuma delas…
“Complexidade crescente” poderia justificar a minha personalidade, mas na realidade não o faz.
Hasta meu bom povo, paz para o mundo e só para os mais desatentos, o Blog está de cara lavada, ainda em estado de desenvolvimento claro!

Continuo procurando…

My sound:
Johnny Cash – hurt

Prá mãe, pró pai e pró irmão…

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Coisas de cão...

Algures durante esta tarde o meu cão, o velho sempre referido nestes post’s, partiu para um lugar incerto.
Espero que no seu último bafo tenha sorrido com a sensação de uma vida satisfatória.
Espero que tenha dado muitas “à canzana”, perseguido bastantes felinos e mordido alguns carteiros (pelo menos um homem do lixo foi contabilizado por mim) para atingir a cota necessária a uma vida “de cão” no bom sentido.
Companheiro fiel durante muitos anos, passou de mão em mão até se estabelecer nesta casa, não tenho a certeza mas já por cá vagueava há oito ou nove anos.
Para recordar ficam algumas das suas birras, medos e “cãozisses”.
A sua alma abandonou esta casa mas não esta família.
Bob, foste um bom cão,

Boa viagem…

My sound:
Israel Kamakawiwo Ole’ – somewhere over the rainbow

Pró cão…

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Ela e a outra...

Aproveitando este fim de manhã com algum para fazer mas sem vontade para o realizar escrevo mais uma pequena contribuição para este Blog.
Desta vez o mote foi lançado pelo grande Homem da batata frita, bom rapaz de boas famílias que gostou tanto do ano passado que decidiu repetir a experiência, para ele um grande abraço “trans-anual”.
Pois bem, o caso de hoje não é tão bom como o do C.S.I., de ontem mas está a roçar, pelo menos, os créditos finais deste.
A Boa e a Gorda, não, não é mais um filme de Almodôvar, até porque para isso acontecer teria um título mais do género “lá guapa e lá rebulita”.
Pois é, pois é, provavelmente já terá acontecido a muitos mas se assim não foi vamos supor que sim (para criar uma maior empatia com o leitor e aumentar as audiências).
Estamos nós a beber uma súrvia num qualquer bar e de repente, que nem pão com manteiga a cair da borda da mesa, reparamos que uma miúda “80-60-80” (o primeiro número pode ser aumentado à descrição e o último com algum cuidado).
Tudo bem até aqui, até porque não de momento não temos namorada ou não nos conseguimos lembrar se sim ou não.
O “flirt” lá começa e com mais coragem que os forcados da moita, lá agarramos os tomates e vamos ter com a sujeita em questão (aquela dos xx-60-80).
Ao iniciar-mos a aproximação uma penosa suspeita vai tornando-se cada vez mais uma certeza, o mamute que estava ao lado dela é a amiga chata (sim, porque um monumento precisa sempre de uma grande base para se apoiar), a missão fica em risco mas mesmo assim decidimos continuar.
A aterragem é bem sucedida e iniciamos uma pequena conversa com frases ridículas como “penso que te conheço de algum lado”, ou pior “então quando fugiste dos meus sonhos foi aqui que vieste parar”.
Somos desculpados pela nossa ignorância masculina e safamo-nos, dando continuação à conversa, descobrimos quase de imediato que a miúda é interessante e pelos vistos ela guarda uma opinião semelhante acerca de nós, tudo bem as coisas estão a correr bem até que… eu tenho agora de fazer uma pausa, assuntos académicos a tratar, continuo mais tarde.
Continuando…
..até que a 60-160-135 começa a tomar conta da conversa procurando um bocado de atenção por parte do sexo oposto (oposto pois sempre que ela o procura ele encontra-se do lado oposto do planeta).
Blah blah blah, e eu no outro dia fiz isto, e perdi duas gramas pena ter ganho sete quilos a seguir, e coisa, e a nossa possível futura miúda vai encolhendo no seu canto, procurando dois segundos para falar.
Um tipo esperto, tipo eu, paga uma cerveja à baleia e enquanto esta a emborca em três goladas, aproveita esses preciosos 3.72 segundos para falar mais um bocadito.
Tal e coisa, a roliça volta a atacar e um tipo naquela, “deixa-me gramar esta tipa senão é que não tenho hipóteses nenhumas com a princesa (este termo pode parecer bonito mas na realidade é um ícone guna)”.
A preguiça com excesso de peso começa a denotar que está a ser desviada para canto (que nem o miúdo da primária com piolhos), e decidi usar a sua arma secreta, saca das chaves do carro e diz algo do género, “epá, a conversa está gostosa (para estes animais redondos as coisas são sempre gostosas ou apetitosas ou docinhas…) mas está a fazer-se tarde e amanhã tenho de me levantar às três da tarde (isto quando ainda não são dez e vinte da noite)”.
Sim, é verdade, o nosso segundo receio torna-se uma penosa constatação, a beleza (outro adjectivo ridículo) está dependente da marmota.
É aqui que a raiva se instala no aconchego da bílis, resistimos à tentação de partir o pescoço ao rinoceronte (que nem um corno vê á frente pois ainda não conseguiu arranjar ninguém para os meter).
Tentámos que a conversa prossiga mas o ambiente gelou e agora a única forma de alcançar o nossa “xx-60-80” é através da orca (também conhecida como amiga assassina), é nestes casos desesperados, onde já nem o “Tide” nos pode salvar que chega a solução, o incauto de um “acabadinho de se tornar” grande amigo, que é aquele infortunado que vai ter de “take one for the team” e meter mãos (e provavelmente pés e pás) ao serviço e enroscar-se (à falta de melhor termo) com o orangotango (sim, porque muitas tem excesso de pêlo e má higiene oral, mas por falar em oral… não, é melhor ficar por aqui…).
Pois bem, o bunker está arrumado do caminho e chega a altura de termos o mais que merecido tempo de qualidade com o diamante que desejamos lapidar tão recentemente descoberto (estas metáforas estão a fugir do meu controlo).
As coisas estão a começar a correr quando de repente vemos o nosso amigo a passar por nós a chorar e quando perguntámos o que se passou um triste “Ela começou a tirar a roupa” é verbalizado enquanto emborca três litros de lixívia.
A noite começa a esfriar e o ambiente só não gela porque já nem sequer existe, noite estragada e uma relação (que nunca o chegou a ser) acabada.
Pois bem, há quem culpe os Donuts, há quem culpe os pais eu culpo a Simara (porque sim e porque posso!).
Como consolo o barman oferece uma súrvia (e não querias mais nada não, paga que hoje decididamente não é o teu dia, ou será noite?!).
Bem, por agora é tudo, mais haverá se assim acontecer.
Hasta meu bom povo, o post fica feito e o mote realizado, não é do melhor mas é meu e como tal, caguei!

My sound:
Thom Yorke – the eraser

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Margaritas a mais...

Directamente da minha desarrumada arrecadação para o resto do mundo este velho magano volta à carga que nem a bateria viciada do meu telemóvel (que agora está tão “queque” que até precisa de um “jeitinho especial” para começar a recarregar).
O Post de hoje vai ser um daqueles “As minhas curtas-metragens, as doenças dos novos-ricos”.
Então a história começa mais coisa menos memória assim…
Estava eu no outro dia com os meus primos num bar “semi-selecto” (sim, apenas semi porque nos mesmo selectos não me deixam entrar, dizem que cheiro mal!).
Continuando, estava eu com a minha franciscana (e não, não é nenhuma rapariga do campo), quando um dos meus primos dá a genial ideia de irmos jogar setas (já sei que são dardos mas isso não vem ao caso), depois de uma leve referência por minha parte que estavam pessoas na mesa ao lado lá fomos fazer o gostinho ao dedo (sim, porque o troque está no dedo, o dedão do pé para ser mais preciso).
Jogamos um “criquet” que eu para espanto geral ganhei (sim, estou a babar-me de orgulho! Isto ainda é melhor do que aquela vez em que ganhei ao Zé das pataniscas no concurso dos arrotos).
Bem, ganhei e fomos outra vez para a mesa, o que durou cerca de trinta segundos pois para nosso futuro azar decidimos fazer mais uma partidinha, a meio desta, e quando eu não estava a ganhar.. tum, trummm tum, tum tum (rufar de tambores)…
Levanta-se a “queque” da mesa ao lado do alvo (ela e as cinco “margaritas” que emborcou) e exclama com uns decibéis a mais, “Quem é que me vai pagar o olho se me espetarem com uma seta”…
Uma pequena pausa para sacudir o riso da minha cara… já está!
Tal e coisa, “quero o livro de reclamações”, cadeira vai ao chão, a tipa cambaleia até ao balcão para discutir com o dono do bar, eu brindo com o meu primo (com uma frize limão) à ocasião, coisa e tal, um dos empregados pede-nos desculpa a tipa tropeça nas palavras enquanto discute, eu digo qualquer coisa do género, “mas já foi para aí alguma seta, é que se foi avise” e tal, (isto já são “e tal” a mais), e uma frase que me ficou da tipa foi, “bairros de segunda”.
Ora bem, agora respondo eu por estes bytes inocentes, “bairros de segunda”?! Primeiro, ainda bem porque se fossem de primeira não entravas sua vaca alcoólica, segundo, se fosses uma pessoa minimamente decente já terias aprendido que quem tem razão fala sempre baixo, não preciso de gritar para arranjar apoiantes, terceiro, devias falar menos porque a cadeira caiu ao chão não por causa do teu pé mas sim por causa do teu bafo!
Escusado será dizer que a noite morreu por ali o que me chateou bastante mas “podia ser pior” (frase que o Miguel Esteves Cardoso critica ferozmente, tanto que até emagrece quando o faz).
Isto passou e um novo dia nasceu (muitas horas depois pois era uma e meia da manhã).
Assim de repente vou só fazer referência a uma núncio do tsubasa (a.k.a. Campeões) o que me fez lembrar aqueles contra-ataques que duravam três episódios só para passar a linha do meio campo (tipo os médios do Benfica).
Isso é que era futebol, aquelas bolas curvas (à semelhança dos pés da maior parte dos jogadores portugueses) e aqueles grandes golos com pontapés de bicicleta a uma altura de três andares (o que em nada se assemelha aos jogadores portugueses).
Bem, já chega de memória e de tentar fazer sentido com o que escrevo, um abraço para todos que não cheiram mal e vemo-nos se assim se suceder.
Hasta meu bom povo, paz…

My sound:
Kasabian – reason is treason

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Caniches a.k.a. Ratos com pêlo a mais

Acabo de estalar os dedos, acabo de preparar estes para debitar uns bits neste bocado de ciberlixo a velocidades mais incríveis que o mítico herói “flash”.
Ora bom, mais uma vez cá estamos nesta reunião solene de eu, o meu alter-ego, aquela vozinha simpática no fundo da minha cabeça e os restantes demónios que coabitam neste pequeno corpo.
Tema para a dissertação do dia, tum trum tuuum tum tum (é suposto representar o rufar dos tambores ou eu a massacrar a mesa do pc).
Caniches, sim, esses ratos com pêlo a mais serão os passageiros involuntários desta viagem pelo mundo secreto dos cães mais estúpidos e desprezíveis do planeta (rivalizam com o “Chihuahua” pelo primeiro lugar).
O que dizer sobre estes animais, bem, podemos começar pelo facto de serem das raças mais porcas do mundo (e isto é pura verdade, mais pura que o pó num qualquer barraco na Colômbia).
Além disso quem é que disse a um caniche que ele sabia ladrar, aquilo nem um ganido é, aliás, conheço gatos na minha rua que ladram mais alto que os caniches (sim, porque na minha rua os gatos ladram, as ovelhas caquerejam e os cavalos estão sempre calados para não revelarem o sotaque “à guna”).
Devo de dizer que mais ridículo que um caniche é um caniche só com metade do pêlo, qual é a ideia de rapar o cagueiro aos animais?!
Tipo, isso é um bocado depravado não, já sei que assim a merda não fica agarrada ao pêlo mas ver o cu de um caniche todos os dias requer, uma muito maior, resistência aos “reflexos de vómito”.
Mas não é só os caniches em si que me irritam, o próprio nome faz-me dores de cabeça (e lembro que já o escrevi mais coisa menos letra umas vinte e muitas vezes só neste Post).
Penso que um nome mais masculino, mais canídeo como jóssineide ou laurácia seria mais apropriado e de longe, menos embaraçador.
Mas vamos dirigir a nossa atenção para as “donas” que usam um caniche (sim, porque um caniche é um acessório e como tal usa-se!).
Refiro-me a essas mulheres, em que 99.7% usam cabelo armado, um casaco de caxemira, malas Louis Vuitton e uma raposa meio inconsciente de snifar tanto perfume!
Essas consumidoras compulsivas de anti-depressivos e cartões de crédito alheios, forçosamente cedidos pelos azarados dos maridos.
Estas senhoras que vão a um café e pedem um compal light porque estão “a manter a linha” (linha esta que é bastante curva obviamente) e de seguida enfardam três queques, dois pasteis de nata e apenas um croissant que é “para não fugir muito à dieta” (dieta esta baseado no best-seller “Como sobreviver ao Inverno, uma questão de Ursos!”.
Estas mulheres que compram latas industriais de laca todas as semanas e adoram ver filmes em francês, não por culpa do enredo mas sim porque aquela estranha forma de falar “é engraçada”.
Adoram rechear os seus diálogos sobre a capa da “Caras” ou “VIP” com estrangeirismos, do género “Usar peles é kitch a não ser que seja dos bois do António do tasco, ali ao lado da tina das alheiras, Okayyyyyyyy!”.
Estas mulhores que levam os caniches ao colo para todo o lado e não se apercebem que estes não devem entrar num café mas mesmo assim não os largam, vacas, os “ratos” bem que lhes podiam cagar em cima.
Mas voltando aos caniches como a cirrose ao alcoólico crónico, quem é que acha piada a um cão que não sabe correr, é apetrechado com lacinhos e tem a mania que é gente fina (caminha sempre com a cabeça e a cauda muito erguida), quando na realidade todos os outros canídeos lhe cagam em cima.
Para mim um caniche bonito é um caniche no estrangeiro, penso que eles só ficam bem naquele pequeno espaço que separa o rolo daquelas máquinas que alisam as estradas e a própria estrada!
Estou aqui a pensar nas utilidades de um caniche e uma que vejo é utilizá-lo como desperdício. Seja no mecânico, seja a limpar os vidros de casa um caniche vem sempre à mão (trocadilho de alta qualidade!!!).
Mas assim de repente já estou farto de falar destes ratos irritantes que trazem piores coisas que a peste (sindroma José Castelo Branco com um aroma de Cláudio Ramos).
Só como curiosidade este Post demorou uma montanha (bem, para ser mais correcto é um pequeno montezito, uma ligeira encosta, um alto digamos!) a ser escrito porque comecei de tarde, deixei a meio e só o terminarei daqui a alguns minutos.
Outra curiosidade, se “goglarem” “Odeio caniches” obterão 91 resultados, e se estiveram numa vibe estrangeirex escrevam “I hate poodles” e obterão 1200000 resultados com um site que lhes declara guerra a encabeçar a lista!
E ainda mais, a Paris Hilton tem um o que é o mesmo que dizer que os caniches são seres materialistas, enfeitados para agradar as massas, completamente ocos e com uma personalidade igual há de uma porta (é sempre “à abriri”).
Conclusivo não?!
Bem por agora é tudo, mais haverá se assim se suceder.
Hasta meu bom povo, não se esqueçam de apagar o fogo da última churrascada no meio do pinhal e de ter sempre duas a três grades de cerveja na arca (não, não é a de Noé).

My sound:
Eve 6 – think twice

Prá mãe, pró pai, pró irmão e pró velho do cão…