sexta-feira, 2 de maio de 2008

Shoppings e música ambiente

Hoje o tema é directamente derivado dessa doença moderna que ataca tanto jovens como velhos e que os faz desperdiçar uma tarde solarenga para ir ao… Shopping.
Sim, esse flagelo da era moderna que se um dia serviu para o mero mortal fazer uma ou outra comprita, quem sabe até ver um filmezito e comer umas pipocas recessas que nem as sopas embaladas na secção dos frescos mas que agora, apenas serve para o gordo portuga passear a famigerada famelga aos domingos à tarde, é o puto a berrar, a sogra a intoxicar com o cheiro a esgoto, a mulher a ocupar o corredor completo, a vaca da filha a fazer olhinhos a todos os gajos com uns sapatos mais modernos e o detestável genro entretido a analisar a inclinação da pala no seu novo chapéu da Nike.
Mas não é sobre isto que eu vou falar, hoje debruçamo-nos sobre outro aspecto (mas devagar que me doem as costas), mais concretamente a sempre presente mas nem sempre contente música ambiente.
Devo dizer que de todos os shoppings em que já entrei o que melhor pontuação recebe neste aspecto é o 8ª Avenida, ali para os lados de São João da Madeira.
Já não bastava destacarem-se pelos controversos lugares de estacionamento “só para fêmeas” e pelos muito avant-garde WC’s ainda consegue surpreender todos com uma selecção musical de refinado gosto (estou obviamente a falar do meu) onde rolam “clássicos” como Red Hot ou Foo Fighters e coisas mais modernas como Klaxons, Franz Ferdinand, penso que já ouvi Editors, The Killers, the stokes and so on.. um bombom para os ouvidos é o que eu digo (embora isso pareça ligeiramente nojento, como o Fernando Mendes parece ligeiramente gordo).
Pois bem, esta selecção de grandes músicas (por vezes sai uma estragada na rifa mas as outras fazem esquecê-la) só poderá vir de um jovem amigo do festival alheio ou um “vivido” que não larga as listas de Top’s alternativos (e isto dos Top’s não é uma referencia directa aos da Fátima Lopes, a que é estilista com cabelo semi-asiático e boa peitaça entenda-se).
Devo dizer que se não fosse o excessivo mais que abusivo uso de chapéus ou formas “achapeladas” na decoração e aquele “shops” estaria bem lá em cima, sim porque entrar num shopping em plena hora ruminante 12h-14h e não ter ninguém à nossa frente na fila para comer é do melhor.
Quer dizer, ninguém à nossa frente excepto aquele descerebrado que recebe uma chamada a meio do pedido e não pára de falar ao telemóvel para o acabar, estes indivíduos de meia-idade que usam um fato para vender viagens ao entroncamento à procura das vacas de salto alto, roliços alegres que usam casacos demasiado curtos e bigodes demasiado farfalhudos, maníacos compulsivos no que respeita a dar um jeito ao braço para ajustar a manga, chocalhar as chaves e o euro e vinte e três cêntimos do bolso esquerdo e passar a mão pela boca, como um javardo limpa a mostarda na roulotte predilecta, sempre que quer enfatizar uma i
deia já referida, nem me vou referir à atitude “caminhar para lado nenhum” que o impede de estar parado por dois segundos, gingando a pandeireta como uma vaca a enxotar moscas ou agricultores com cio (afinal referi).
Infelizmente por cada shopping aberto, mais uma família procria e tem a infeliz ideia de levar todo o mundo para ver montras, sim porque comprar só se for a vulso e apenas bens de primeira necessidade (papel higiénico, tremoços e vinho ou cerveja ou ambos).
No outro dia, fui almoçar e quando me sentei à mesa comentei com as moças do estágio acerca de uma Neandertal que precisava de um projecto para escolher três ingredientes, tendo acabado por relegar essa função de importância vital à sua melhor amiga / processador cerebral externo.
O curioso desta história é que mesmo antes de começar a contar tal ocorrência olhei para o lado e o único gajo que se encontrava na mesa nem de propósito era amigo da dupla de savants, mal acabei de contar o sucedido vi uma a olhar na minha direcção e comecei logo a sorrir pois era claro o que ia acontecer, escusado dizer que quando elas se sentaram o clima ficou assim para o pesado, até porque uma tinha chumbo
em vez de neurónios a revestir internamente a cabeleira loira, eu sei que é um cliché mas é a verdade.
Por hoje é tudo minha boa gente, já cheira a queima, toy toys e cerveja, encontramo-nos lá…
Hasta


O meu som:
David Fonseca – adeus, não afastes os teus olhos dos meus

Imagem do dia:

Citação do Post:
“Mmmm whacha say,
Mmmm that you only meant well?
well of course you did
Mmmm whacha say,
Mmmm that its all for the best?
Because it is
Mmmm whacha say?
Mmmm that it's just what we need
you decided this
whacha say?
Mmmm what did she say?”
In Hide and seek por Imogen heap

Pra mãe, pró pai e para o irmão…

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Cumbite...

A associação folclórica da Pitança e unidos do tunning amador tem a honra, mais, o privilégio de o convidar a comparecer ou vir, à décima quinta concentração de carro kitado ou esbarrado, “tunning is my life 2008”.
Como pontos fortes do nosso cartaz teremos uma magnífica apresentação da nova tendência nas lides tuningaças, que é o roubo por arrastadeira, que basicamente consiste em engatar o seu mega aileron na carteira da velhota alvo, e colar o pedal ao metal.
Também teremos um concurso de perícia após sete shots de absinto, que como novidade incluí uma perseguição policial do lado errado do recinto.
Teremos também comida da melhor, sendo que a variedade foi tida em conta e por isso este ano não só oferecemos cachorros e bifanas, como também teremos cachorros com bifanas.
Em termos de bebidas, a cerveja é o prato forte, seguido do óleo industrial e do purgante do motor.
Como seria de esperar haverá uma competição de som, em que o primeiro azeiteiro a ficar surdo ganha, em caso de empate procede-se ao prolongamento e enquanto um deles não arrebent
ar as colunas ou queimar a bateria o concurso não acaba, o vencedor será declarado através de uma mensa pelas razões óbvias.
Para delírio das hordes de homens com um Q.I. abaixo de menos sete teremos um show semi-erótico e completamente idiotico, em que os camaradas mais liberais poderão mostrar a sua namorada pré-adolescente mas pós-gravidez ao resto da comunidade.
Para demonstrar que isto de ser amante da bufadeira e cor garrida não é só puxar ferro e mamar mega mass como se fosse arroz, teremos uma competição intelectual, em que o primeiro a conseguir resolver uma conta de dividir à mão com dois números divisores ganha uns novos bancos racing tipo aq
ueles do estádio da Luz.
O bilhete de entrada inclui duas bebidas ou um cromo da No fear.
Não nos responsabilizamos por qualquer furto ou risco na jante que possa ocorrer, até porque muito provavelmente terá sido um amigo seu.

O meu som:
Imogen Heap – hide and seek


Citação do Post:
“And I have to speculate that God himself
Did make us into corresponding shapes like
Puzzle pieces from the clay”
In such great heights por Postal Service

Imagem do dia

(halfpipe para formigas, cortesia do Tó "sem travões" Manel )


Prá mãe, pró pai e para o irmão…

sábado, 16 de fevereiro de 2008

10 coisas que nunca são demais

1. Dizer que algo é bonito, exceptuando o abuso da expressão “Tá bonito tá, tá bonito!”

2. Ver o pôr do Sol com alguma companhia, salvo os casos em que o vemos aos quadradinhos e com água a pingar como música de fundo.

3. Ter tempo para pescar, desde que o isco não seja o sebo dos pés, e estejamos numa qualquer afluente do Amazonas à procura de piranhas.

4. Comer legumes, os tomates do vizinho são excepção.

5. Enfardar fruta, evitar os peros bem aviados.

6. Fazer uma corrida, desde que não seja para o WC e já estejamos como as obras públicas (ergo atrasados).

7. Amigos, principalmente no Governo, GNR e acima de tudo, na altura de limpar os restos da festa da noite anterior.

8. Dinheiro, o do monopólio não conta.

9. Saúde, e não daquela triangular que vem embrulhada num papel de alumínio.

10. Sorrisos, a menos que este esteja na cara de um matulão de três metros a bloquear a saída daquele beco escuro que tu esperavas nunca conhecer.

Sabias que…
As primeiras armas de Paintball eram usadas para marcar árvores, por isso da próxima vez que disserem que não tens pontaria nenhuma responde apenas que és “old school”.

O meu som:
Matisyahu – king without a crown

Citação do Post:
“I can change, I can change, I can change
but who you want me to be?

I’m the same, I’m the same, I’m the same,
What do you want me to be?”
In Stranger Things Have Happened por Foo Fighters

Imagem do dia


Prá mãe, pró pai e para o irmão..

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Girls bands

Aproveitando o facto de ter estado ocupado a fazer nada (tipo deputado) faço uma pequena pausa, pois será certo que terei de retomar a árdua tarefa de fazer nenhum daqui a pouco.
O tema de hoje surge de uma série de felizes coincidências e planos diabólicos, à semelhança do título ganho pelo SLB há uns anos atrás.
Pois bem, tudo começa quando, à uns tempos atrás, estava eu na minha inocência a fazer um alegre zapping quando, fatidicamente, calhei na TVI.
Para minha alegria estava a dar um intervalo o que era sinal que os meus olhos não iriam sofrer em demasia, mas depressa me arrependi de ter sequer imaginado tal situação, pois entra assim pelos meus ouvidos, à má fila, algo que poderíamos, mas não iremos, chamar de ruído pré-musical e pró-surdez auto-induzida.
É verdade, estava a dar o anúncio do novo CD (e felizmente único) das Justgirls, para quem não sabe quem são os meus melhores cumprimentos, e de repente, que nem um ejaculador precoce a dar uma rapidíssima no elevador, noto surpreendido que algum sangue se me escapa por sítios estranhos (orelhas) que nem uma menina durante a sua menarca.
Aproveitei o facto de ter umas almofadas atrás de mim para encher, à bruta, as orelhas com penas, tal como uma septuagenária encheria o peru (de veneno para o escaravelho) para a desgraçada da família que só lhe presta atenção quando esta fala do testamento.
Continuando, este episódio homicida de neurónios saudáveis passou e depressa o remeti para o esquecimento, juntamente com toda a matéria de matemática, francês e química aprendida mas não apreendida até hoje.
Alguns dias mais tarde, talvez dezasseis, talvez sete, enquanto regressava de mais um grande dia de paintball, alguém comentou sobre harmónicas (juro que é verdade) e ao me explicarem que a harmónica basicamente se resume a soprar ou chupar, e que passavas a maioria do tempo a chupar, eu pensei logo que poderia fazer como a TVI e alugar umas quatro meninas da Via Norte, comprar quatro harmónicas em segunda mão e siga fazer a melhor girls band jamais vista mas decerto não ouvida.
Algumas vozes conscientes, mas pouco inocentes, poderiam dizer que tal lógica também poderia ser aplicada a uma boys band ao que eu respondo algo dentro das linhas:
- “É verdade, mas neste caso os melhores interpretes estão TODOS ocupados a fazer comentários em programas de televisão”.
Infelizmente estas ideias nunca funcionam porque na subida ininterrupta para o esplendor da fama acabava por haver uma noite em que as meninas fazem um concerto já todas mamadas (para variar o sujeito a ser mamado) e uma acaba por confundir o micro com algo mais, e lá está, mais uma que morre por asfixia (e não da maneira hiper cool do grande Jimi Hendrix, a.k.a. no seu próprio vómito após uma overdose ).
Por agora é tudo, aviso desde já, para os mais distraídos, que será neste momento ou daqui a pouco iniciada uma nova secção que será a imagem do dia, acreditem, vale a pena ver.
Hasta meu bom povo…
Porque sim.

Sabias que…
Para os espertalhões que têm a mania que quando fazem anos o dia é deles, fiquem sabendo que pelo menos mais nove milhões de pessoas fazem anos nesse mesmo dia, como tal, não esperas que eu vá comprar uma prenda!

O meu som:
Yeah Yeah Yeahs – sealings


Citação do Post:

“For what it's worth,
it was worth all the while.
(…)
It's something unpredictable
but in the end it's right.
I hope you had the time of your life.
In time of your life por Green Day

Imagem do dia:


Prá mãe, pró pai e para o irmão…

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Um dia na vida de um javardo

Acordei remelento e com tesão de mijo (também conhecida como “a única possível visto a dona parecer um desastre de comboio”), e ao primeiro balançar de perna para o chão descubro que deixar pacotes de batatas fritas no chão é inimigo de pés descalços, mas como eu sou uma pessoa que gosta de agarrar as oportunidades aproveito e fico logo com o pequeno-almoço tomado (batata frita e um resto de cola sem réstia de gás).
Levanto-me, descolando com alguma dificuldade a camisola de manga caviada dos lençóis fedorentos, e visto as minhas calças desportreino, que, se não estou em erro, viram o apuramento para o campeonato Europeu de futebol de 84.
Chinelo da moda e aí vou eu tomar o café da manhã, com cheirinho como é óbvio, à falta de bagaço os sovacos ajudam a amenizar a dor, de seguida, e até porque hoje estou numa de dieta, mando vir duas fresquinhas para aviar com o sempre bem vindo e colorido tremoço a acompanhar.
Até porque, gajo que é gajo de manhã só come tremoço, se tiver problemas de cálcio pode sempre juntar este no leite ou fazer uma canjinha de tremoço (sem a galinha claro), digo mais, sopa, fora a já referida, só de for de pedra, e à maneira que o Zé das iscas prepara, só com a pedra e um pouco de água de lavagem.
A meio da manhã, faço uma pausa na árdua tarefa de desentortar pregos e aproveito para ir ao tasco beber uma cuca e devorar uma sandes de presunto (só a parte branca obviamente). Agora que me lembro, no outro dia o médico disse que eu tinha de largar o vinho, o álcool e as gorduras, respondi-lhe que quanto as gorduras já tinha tentado mas a minha mulher recusava-se a sair de casa, em relação ao resto disse-lhe que malucos só na assembleia da república e aproveitei para lhe desfazer a barba à chapada.
Retomo o trabalho por volta das onze e uns trocos mesmo a tempo de apanhar o intervalo para o almoço, por momentos pensava que nunca mais comia.
A hora do almoço é sempre algo de bonito, sete homens na alegra cavaqueira, bem regada pelo verde da casa. Na mesa além do bom bife também está a conversa sobre o clube da terra, símbolo de orgulho local juntamente com as pataniscas da Dona Eulália e o cu da filha do Toni Sucateiro.
O relógio marca duas e tal o que é o mesmo que dizer que está na hora de ir trabalhar, peço duas minis para a viagem e siga para a parte de trás do camião que a viagem hoje é de descapotável.
Durante a parte da tarde confesso que não fiz muito, falhei redondamente em três piropos pois as moças nem olharam para trás quanto mais responder à má fila, o que fez com que os meus colegas se rissem de mim, felizmente um deles conseguiu pregar um prego no dedão do pé o que me alegrou o dia.
Por volta das quatro e meia, e enquanto rapava a massa da pá, fui testemunha de um pequeno atropelamento, descrevendo de forma muito rudimentar, Gorda – passadeira – peugeot 205 – tremor de terra – gorda a barafustar.
Eu sou um gajo que gosta de justiça, aprendi com o já esquecido juiz decide, como tal quando a GNR chegou ofereci-me como testemunha abonatória do condutor (um jovem com o cabelo a brilhar quase tanto como as jantes, que em tempos penhorou a avó para comprar o super amplificador para o seu bueda nice auto-rádio XPTO).
Após me oferecer, o senhor guarda perguntou-me se eu estava bêbado ao que respondi que tal seria muito provável mas que ainda não ia conduzir, depois este perguntou-me porque é que estava a defender o puto, ao que respondi algo dentro das linhas "bater numa mulher tão feia só pode ser o caminho certo para um mundo melhor, e com sorte até lhe arranja aquela marreca irritante".
Cheguei a casa antes da mulher, o que depreendi desde logo pois a casa não estava impregnada pelo cheiro a laca da loja dos trezentos (euro e meio para esta mocidade).
Aproveitei para ver uns canais codificados (se abanar-mos muito depressa a cabeça quase que dá para ver alguma coisa) mas fui interrompido pelo entristecedor som das chaves da minha mulher a tilintar.
A partir daqui é sempre a perder, o jantar parece saído de um caixote do lixo a que nem os gatos pegam, as novelas continuam iguais às da semana passada e a única balbúrdia na cama que vai haver é a disputa pelo edredão.
Adormeço com a cara virada pelo lado oposto ao do bafo da dona (alho com vinho tinto) e sorriu, porque de manhã a vingança será minha (hálito pré-escova dos dentes, visto nunca ter tido uma já é um pouco banal).
Dou as boas noites à minha camisola do clube, e espero sonhar com umas asiáticas peitudas, assim já adiantava serviço à mulher, pondo os lençóis de molho.


Sabias que…
O Corpo humano tem cerca de dois milhões e meio de glândulas sudoríparas, escusado será dizer que por mais Axe extra-seboso que compres, se ficares ligeiramente nervoso vais começar a feder, o que pode constituir um problema se pretendes arranjar alguém para.. feder!

O meu som:
Ornatos Violeta – coisas

Citação do Post:
“500 Miles,
500 More,
Just to be the man to fall down at your door.”
In 500 miles by Maxïmo park

Prá mãe, pró pai e para o irmão…

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Peixe

Algures durante o dia de ontem, e por alguma razão que de momento não me (o)corre, que nem o Obikwelu nos últimos campeonatos do mundo em Osaka (e isto de Osaka tem muito a haver com este Post), surgiu o mote, a fonte da inspiração divina, o bocado de insanidade retido na memória que serve de tema a esta mini dissertação.
Um tema muito debatido ali para os lados de matosas, sim, esse mesmo, o magano do Peixe.
É verdade, hoje o tema tem sangue na guelra e como tal será feito a correr, mas não muito rápido como é óbvio.
Para começar penso ser essencial, mais, imperativo desde já ou de caminho dizer que eu não gosto de peixe, não gosto a não ser de bacalhau no dia de natal, apenas neste dia, em todos os outros dias evito ao máximo não comer nada que venha do mar, exceptuando, como seria de esperar, uma veraneante curvilínea após o seu mergulho.
Ora bem, peixe…
Primeira coisa que devo dizer, e sinto que já o disse milhentas vezes, porque é que quando vamos jantar fora alguém pergunta se queremos carne ou peixe, não entendo, se o que eu como num animal, seja ele vaca ou sardinha (excepto as vacas de salto alto) é sempre a carne, quando alguém me pergunta se quero carne ou peixe é para eu escolher entre carne ou espinhas? Talvez até duas ou três escamas, acompanhadas por um olho semi-esmagado e uma lasca de barbatana, só para lhe dar o cheirinho, tipo nouveau cuisine?!
Não entendo.
Mais, comer peixe tem muito que se lhe diga, define uma pessoa. Eu sou aquilo que como, excepto nos dias em que não tenho tendências canibais.
Quero com isto dizer que andar a comer salmão e solhas não é propriamente de homem, gajo que é gaijo só come solha se for na cara, e depois dar duas de troco sem perder a compostura.
Salmão é de rabicha, quase tanto quanto verdinhos, peixes abafadores de alga alheia, expulsos da sua comunidade por não terem nome de gente, vivem agora no prato, e imaginação, de muito fanchono perdido.
Homem que é homem se tem de comer peixe só come fugu, e prepara-o à base da machadada irresponsável e do tinto fresquito que jorra do barril do vizinho.
Nada dessas paneleirices de lulas recheadas e afins, gajo que aceita comer alguma coisa que, mesmo estando morta, deixou que lhe passasse merda pelo cu no sentido contrário, é rabichola assumido, sem discussão possível.
E digo mais, até porque hoje não me calo, andam aqui os pobres dos homens das cavernas, a ver se inventam o fogo para criar um sistema de aquecimento central na triste da cavernita para, milénios (se está a pensar em banco, you are here, you are eating!) mais tarde, as pessoas pagarem balúrdios para comer peixe cru, ah e tal, é uma especialidade do oriente! meu amigo, que haja muito carapau de corrida nessa gare intermodal ninguém duvida, mas custava muito dar uma esquentadela no peixito, nem que fosse à moda do trolha desenrasca, com maçarico e a ponta do cigarro.
Dizem que peixe não puxa carroça, e a verdade é que com esta crise bem que teremos de recorrer a alguém para puxar o cangalho que o Gasoile é um roubo.
Por falar em roubo, não sei quantas pessoas já comeram sardinhas numa barraca da grande Invicta em pleno São João, para quem já o fez não irá estranhar eu sugerir que essas sardinhas são da rara raça, sardinhus jedi, pois têm a capacidade de mover magotes, herdades e hectares de pessoas a desembolsar o ordenado, o filho primogénito e dois gatos para comer três sardinhas frias e a rever ranho.
E ainda mais, as vacas comem erva, ou pelo menos comiam, enquanto os peixes têm comido naquele restaurante self-service muito famoso, o, ai, como era.. esgoto mais próximo, exacto, este mesmo, desde sempre, isto quer dizer que quando comemos peixe basicamente estamos a ingerir o que já deitamos fora, tipo quando mudamos de governo, estamos fartos da merda de um mas acabamos por comer com a merda do outro, lógico não é.
Bem, para já e até daqui a algum tempo ou isso é tudo, voltem sempre ou não.
Hasta meu bom povo..

Sabias que:
Os japoneses têm a maior esperança média de vida em todo o mundo, podia ser da quantidade exagerada de peixe que eles comem, mas eu vou apenas dizer que é por serem esquisitos até na morte.

Comic do dia:
Snafu, abordando vários temas é muito simplesmente a vida quotidiana de duas personagens com P grande, recomendo a leitura.

O meu som:
The Notwist – pick up the phone


Citação do Post:

Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece in your life
Will it mean something to someone?

In The Weight Of The World por Editors


Prá mãe, pró pai e para o irmão..

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Risos e gargalhadas

Aí estou eu para sacudir o pó deste pequeno espaço na imensa blogosfera…
Eu adoro rir, muito mesmo, quase tanto quanto tarte de maçã, por isso e porque sou um palhaço passo a vida a rir, todos os dias de manhã à noite, por vezes até de madrugada mas nunca quando estou a dormir.
Passando á frente, que nem mitra numa fila para receber vales de descontos em produtos auto-tunnings.
Rir é fixe, tipo passar a tarde a jogar futebol e a noite a ganhar dinheiro à base da cartada batida, sorrir é outra coisa completamente diferente, tipo cor-de-rosa e cor de salmão, não tem nada a haver uma com a outra, sorrir é para "meninas bem" e cotas com botox a mais, à semelhança da laca do cabelo e contrapondo com a esperteza de rua.
Raramente sorrio, só se me enganar ou por ironia, algo que também nunca faço, ser irónico, mesmo nunca, mas nunca mesmo.
Adiante, hoje o Post é sobre as várias formas de rir (apenas algumas que estou cansado) e até uma ou sete formas de sorrir, rir é o melhor dos remédios por isso é que os médicos da caixa são uns palhaços e o preço dos medicamentos uma anedota.
Bem, comecemos pelo riso abafado, aquele entre dentes, mesmo sem estes, em que a única coisa que o denuncia são as tremuras tipo Parkinson mas sem a baba nos queixos. Este sorriso é muito indicado para os fanchonos, semáforos ambulantes (sorriso amarelo entenda-se) e para reuniões importantes ou funerais, principalmente se estivermos a transportar o caixão, não vá as forças faltar e o com o morto em cima levar (sou um poeta!).
O sorriso à Manuela Moura Guedes, que é como quem alvitra, à boca escancarada, é muito apropriado para ocasião nenhuma, a verdade é que ninguém quer realmente conferir se a pessoa que está a “ganir” sofre realmente de amigdalites ou não, além que o mau hálito propaga-se mesmo com a boca fechada, quanto mais com esta completamente aberta que nem uma certa pseudo-deputada italiana nos seus tempos áureos. Como tal, da próxima vez que se lembrarem de deslocar o maxilar inferior para soltar aquela gargalhada reprimida, esqueçam e aproveitem para ir lavar os dentes ou mandar duas ou três drageias (que bonito, drageias, mais uma, drageias) de menta ou purgante, à escolha do freguês.
Aquele sorriso tipo rato, com dois dedos a tapar (os) três dentes é engraçado quando são meninas que ainda não têm idade para conduzir uma lambreta (hoje é só palavras modernas) a “roer” a sua alegria, todas as outras pessoas ficam ridículas ao tentar, dão a sensação de estarem quem fome e a única coisa que têm para comer é o lixo (que fome..) que se acumula debaixo das unhas evolutivas tão típicas do verdadeiro machão tuga.
O sorriso tipo conde drácula, algo dentro das linhas (ou ligeiramente fora se for um conde gago) de muah ah ahh, muah ah ahh ahhhhhhhh!!!! Carregando nos graves como um infeliz na tecla do elevador quando está a sofrer de diarreia. Esta forma de rir (ou pregar um cagaço do catano ao mais incauto) é óptimo para desfazer qualquer dúvida que outros possam ter acerca de seres ou não um freak, e não no bom sentido.
O sorriso à porco ou à javardo, como quiserem, pessoalmente é algo inexplicável, sempre que o tento acabo por reprimir um, por certo, intragável vómito. É algo estranho e complexo ver alguém a rir-se como um porco na véspera do dia da nossa senhora do leitão fresco, ali para os lados da Bairrada. Não consigo entender aquele som parasita feito por cordas vocais avariadas que nem o Windows ME.
Outro sorriso interessante, salvo seja, é aquele meio fanhoso que lembra uma cabra no prado após pisar a sua própria bosta (de merda, para os mais distraidos), este sorriso, intervalado por inspirações curtas mas plenamente audíveis consegue de uma só assentada não só comprovar que somos da “aldreia” como ainda repuxar o macaco que já ia a dar uma de fuga que nem mánfio após mais uma compra por esticão.
O riso malandro, tal como o arroz, sai sempre solto e acaba por calhar a quem não lhe acha muito piada, volta e meia estão pratos e naifas a voar e alguém acaba no hospital com um cotovelo a apontar para o sítio errado.
Em relação aos sorrisos, aquele inocente que inclui um ligeiro inclinar da cabeça para o lado da orelha com mais cera saiu de moda desde que a valsa era o breakdance da altura, e sinceramente, a menos que seja uma menina de catorze anos a pedir desculpa aos cotas por ter saltado da janela às duas da manhã e estacionado o carro do velho no meio de uma árvore, tudo antes de lembrar-se que não sabia conduzir, não estou a ver maneira de evitar que alguém parta a boca a quem o fizer por achar que está no gozo.
Outro sorriso muito convincente é aquele que obriga a um franzir torcer do nariz e encolher de ombros, que leva a quem o vê a ficar na dúvida se estamos a mostrar agrado ou acabamos de chupar um limão como se não houvesse amanhã. Este sorriso, não só revela que em termos de linguagem corporal somos mudos como é a desculpa perfeita para alguém nos arrebentar o corpo à base de cadeiras alheias e matracas de plástico. Pelo menos é isso que eu costumo fazer, mesmo sem ter uma má desculpa quanto mais uma destas.
Por agora ficamos por aqui até porque perdi a vontade de me rir, fiquem bem e gargalhem à vontade desde que eu não esteja por perto com uma pá da trolhice.
Hasta meu bom povo.

Sabias que…
Sorrir relaxa as tensões e movimenta 12 músculos faciais, gargalhadas movimentam 24 e se falares e rires ao mesmo tempo movimentas 84 músculos faciais fora os outros, basicamente se rires todos os dias vais emagrecer que nem um anoréctico mas continuando a enfardar os donuts como um verdadeiro polícia de Nova York.

Comic do dia:
Looking for group ou uma qualquer desculpa para fazer humor negro, esta comic com um estilo muito negro garante risadas do início ao fim desde que estejamos preparados para rir de mortes gratuitas e de um modo geral, tristezas alheias.

O meu som:
The Verve – bitter sweet symphony

Citação do Post:
“Oh well I don't mind, if you don't mind
'Cause I don't shine if you don't shine
Before you go, can you read my mind?”
In "read my mind" by The Killers

Prá mãe, pró pai e para o irmão..